de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 30 Junho , 2009, 23:25

1. Vem a público um grande inquérito de análise comparativa sobre os valores pessoais e sociais dos portugueses nos últimos dez anos. Este género de documentos interessa a todos os que de algum modo se preocupam com o progresso da sociedade tendo em vista um desenvolvimento pautado por valores com valor. Este inquérito intitulado Dez anos de valores em Portugal é apresentado ao público num seminário na UCP (30-06-09) tendo como pano de fundo a temática: A urgência de educar para os valores. Reveste-se de ampla pertinência o estudo em que, mesmo contando com a densidade das subjectividades, vai ao encontro de questões de fundo futuras da comunidade nacional.

2. A destacar duas linhas força de conclusões: uma que confirma o individualismo dos portugueses, outra que há menos preconceitos raciais nesta entrada do terceiro milénio da sociedade global. Muito mais que enquadramentos e suas justificantes, valerá a pena ir além das conclusões do estudo e lançarmos o olhar sobre quem e como se (?) tem procurado desenvolver as apostas decisivas nesta área dos valores consensuais, apostas que serão educativas em ordem ao futuro. Não chega, de quando em quando, a realização de inquéritos e sondagens sobre as descortinadas variáveis de tipologias comportamentais; feitos os diagnósticos, importará uma reflexão como acção conforme as carências detectadas, e mesmo sobre o que se considera valor e se esse deve ser tido em conta no proceder cidadânico de alguns, de muitos, ou de todos.

3. Sobre esta questão de fundo, sempre aberta, a largueza até pode conduzir à própria indiferença. Estará clarissimamente na hora da designada elite intelectual, cuidadosamente sempre de forma aberta e pluralista, saber construir alguns consensos razoáveis em torno de alguns valores pessoais e sociais, não como imposição mas como proposta gratificante de realização e de vidas com sentido. Especialmente estando a educação tecnológica generalizada, valerá (re)parar em Valores. Dá-se valor?

Alexandre Cruz

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 30 Junho , 2009, 12:56
Domingos Cardoso, Donzília Almeida e Oliveiros Louro, na apresentação da obra


“Língua e Costumes da Nossa Gente”
é um desafio à memória de muitos leitores


No dia 6 de Junho, na Biblioteca Municipal, foi apresentado pela Confraria Camoniana de Ílhavo o livro “Língua e Costumes da Nossa Gente”, da autoria de Maria Donzília de Jesus Almeida e Oliveiros Alexandrino Ferreira Louro. Ambos gafanhões, da Gafanha da Encarnação, e docentes do ensino secundário.
Trata-se de uma obra que retrata actividades ligadas à ria, que serviu de “matriz das sucessivas gerações que tão prodigamente acolheu e alimentou”, como se sublinha em “Nota Prévia”, assinada pelos autores. Há ainda “expressões e vocábulos que ouvíamos nas nossas meninices”, mais “breves descrições de alguns usos e costumes”, documentos e curiosidades.
Com edição dos autores e Prefácio de Domingos Freire Cardoso, da Confraria Camoniana de Ílhavo, “Língua e Costumes da Nossa Gente” apresenta-se a cores, em bom papel e com arranjo gráfico cuidado. Profusamente ilustrado, o livro é agradável à vista e um desafio à memória de muitos leitores, sobretudo da nossa região.
Domingos Cardoso frisou, na apresentação da obra, que este trabalho é uma “manta de retalhos, no bom sentido”, bonita e interessante, mas também com apontamentos de humor, de leitura fácil e agradável, e para consulta frequente.
Maria Donzília, que falou em seu nome e em nome do seu colega Oliveiros Louro, recordou que ambos estudaram em Coimbra, onde criaram “gosto pela arte literária”. Afastados por obrigações profissionais, como professores que sempre foram, o reencontro deu-se anos depois, em escolas vizinhas, nas Gafanhas da Nazaré e da Encarnação.
O tecido social da terra que os viu nascer foi-se alterando e ganhou consistência. O linguajar das suas meninices corria o risco de se perder, daí a preocupação de registar no papel a riqueza cultural do passado, como frisou Donzília Almeida. E na esperança de que “nestas páginas todos se revejam”, manifestou o desejo de que os registos agora publicados constituam “o princípio de novas investigações.”
Em conversa com os autores da mais recente obra sobre a Gafanha, segundo cremos, ficámos a saber que o prazer que sentiram ao escrever este livro se baseou na experiência enriquecedora de terem remontado às “suas raízes”, sobretudo a Donzília, que viveu 20 anos no Porto. Aliás, “esse facto agudizou o seu amor à terra natal”, como salientou.
Ainda adiantaram que tiveram a preocupação de fixar, por escrito, “a língua antiga, carregada de regionalismos, que são uma preciosidade, nos dias de hoje e para as gerações vindouras”.
Ambos referiram que “o contacto directo com o povo simples foi muito agradável e revigorante”, mas não podem deixar de lamentar a falta de apoio da Câmara Municipal de Ílhavo para a edição deste trabalho.

Fernando Martins

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 30 Junho , 2009, 10:59
(Clicar na imagem para ampliar)


Aqui fica o convite para um Almoço Missionário, uma organização da ORBIS - Cooperação e Desenvolvimento. É já no próximo domingo e ainda há alguns bilhetes por vender! Se puder e gostar (porque será moamba, receita tradicional angolana), a sua participação será bem-vinda! As inscrições podem ser feitas em 917494874, 964417249 ou almocomissionario@hotmail.com
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