de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 23 Junho , 2009, 20:08
Prontos para a partida


Finalmente, chegou ao seu termo. Mais um ano lectivo. Mais uma etapa na vida dos alunos, mais um passo para a retirada dos professores. Com muita acuidade, os britânicos chamam à reforma, retirement.
Mas não é isso que hoje motiva a teacher a escrever estas linhas.
Foi, de alguma forma original, o desfecho deste ano de actividades. Enquanto alguns alunos faziam provas de exame, na Escola, outros, em grande número e acompanhados por familiares e amigos faziam uma grande pedalada, em conjunto, em prol do ambiente.
Aqui foi a consumação de todas as aprendizagens, numa formação que se pretende global para o indivíduo. Consumição também houve alguma, quando alguma ovelha tresmalhada se afastava do trilho e exigia a voz dura do pastor a chamá-la outra vez ao redil. Em fila e aos magotes, passou aquela mole de gente a pedalar pelas artérias pouco movimentadas deste canteiro à beira ria. Com efeito, nestes dias, as Gafanhas tiveram mais encanto, pois o dia estava estupendo, como há muito não se vislumbrava tal. Uma luminosidade intensa encharcava de prazer os ciclistas que também suavam as estopinhas para conquistarem um bom lugar no pódio!

Bruno Marinho

No meio deles e com toda a juventude que a idade lhe consente, também a teacher pedalava, pedalava! E como todos os que aprendem com os erros, também o problema que lhe causara, no ano anterior, a perda do 1.º lugar (!?), este ano fora sanado, a tempo e horas, O seu veículo de duas rodas, fora “internado” na clínica de tratamento dos mesmos, antecipadamente! Ficou a brilhar... depois de um check-up completo! Até pedira ao dono da oficina que lhe puxasse o lustro, não fossem alguns adivinhar que a sua bicicleta pertencia ao século passado! Sim, vetusta, mas recuperada e bem artilhada para o evento!
Assim aconteceu! Nem furo, nem qualquer outro percalço a impediram de chegar à almejada meta, dentro dos primeiros vencedores! Às vezes, esquecendo-se que a suas funções docentes não tinham acabado ali, ... fazia de vez em quando, alguma pequena fuga e recuperava terreno num sprint que as suas energias ainda lhe permitiam!

Kevin e Filipe

Os alunos rejubilavam com a competição (!?) e ficavam estupefactos quando a viam afastar-se a larga distância dos outros ciclistas. Era uma fugitiva que não queria deixar os créditos por mãos alheias, à semelhança do que lhe ocorrera no ano transacto.
No final, um suculento repasto, composto por grelhados na brasa, preparado pela Associação de Pais da sua Escola, esperava os participantes que vinham, depauperados de forças, depois daquele esforço titânico, em prol do ambiente. A teacher, neste campo é uma DEFENSORA ACÉRRIMA, pois gosta de ter um bom ambiente em toda a parte, a começar pelo ar que respira e que pretende... seja um bom ar... e nunca um ar que lhe deu! Por ele todos nos devemos esforçar e dar o nosso precioso contributo.
Não faltaram os braços e a colaboração daqueles pais, que numa atitude de aproximação, Escola/meio envolvente, estão sempre prontos a dar o seu precioso tempo. Bem-hajam, pois satisfizeram aquelas bocas famintas, ávidas de uma sardinha a pingar no pão, como é típico nestas vésperas antecipadas de S. João! Houve animação, convívio entre as diversas partes envolvidas neste processo e uma dinâmica de salutar partilha de interesses! E... ficam aí as férias a bater à porta de cada um e a prometer aquele tão necessário quão merecido descanso!

M.ª Donzília Almeida
22.06.09
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 23 Junho , 2009, 18:53
D. Manuel II


Não sei se sabem que neste dia, em Junho de 1910, pouco tempo antes da implantação da República em Portugal, o último rei, D. Manuel II, assinou o decreto da criação da nossa freguesia, como pode ver aqui. Recordo, por isso, uma data que tem sido menosprezada e até esquecida. D. Manuel II, que passou pela Gafanha da Nazaré, aquando de uma visita que fez a Aveiro, deixou o trono, em 5 de Outubro de 1910, quase sem contestação. Um dia destes falarei um pouco mais deste rei, a quem chamaram Patriota, pelo amor que sempre dedicou a Portugal e aos portugueses.
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 23 Junho , 2009, 18:35
Mini-repórteres em acção

A APA vai levar a efeito, no próximo dia 27 de Junho, a segunda etapa da iniciativa “Mini-Repórteres do Porto de Aveiro”.
Esta acção compreenderá uma explicação sumária da actividade dos pilotos do Porto de Aveiro às crianças; passeio, para toma de fotos, na Lancha “Duas Águas”, com partida na Caldeira, passagem pela zona da entrada da barra e pela Ponte n.º 1, junto ao nó da Friopesca.
Envolverá a participação de 20 crianças, com idades compreendidas entre os 8 e os 16 anos.
Depois do sucesso da primeira sessão, realizada em Maio, com a equipa dos mini-repórteres fotografando as obras da ligação ferroviária ao Porto de Aveiro e os trabalhos da NAVALRIA, desta feita o percurso para toma de fotos será feito pela Ria de Aveiro.
Uma tarde que promete ser inolvidável, pretexto para um convívio salutar, para mais umas centenas de fotos, não esquecendo a vertente pedagógica, através do detalhe de alguns pormenores da delicada tarefa dos pilotos do Porto de Aveiro.
Acrescente-se o facto deste segundo raid fotográfico coincidir com a realização de mais uma regata de cruzeiros do Porto de Aveiro, outro aliciante a acrescentar aos já referidos.
Esta segunda etapa conta com o prestimoso apoio da Capitania do Porto de Aveiro, do Instituto de Socorros a Náufragos, da ECORIA, e do Departamento de Pilotagem do Porto de Aveiro.
Fonte: Newsletter do Porto de Aveiro

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 23 Junho , 2009, 18:29


Os portugueses sofrem na pele as consequências da crise que se abateu sobre a sua economia, mas já começam a ficar imunes ao autêntico bombardeamento noticioso que todos os dias explora o tema, das mais diversas maneiras. Neste conjunto de notícias, histórias, dramas e casos de polícia entram, também, as receitas mais ou menos milagrosas que muitos daqueles que não deram pela crise a rebentar querem agora apresentar para se sair da mesma.
A Igreja Católica, ao reflectir sobre estes temas, deve evitar aparecer como mais uma "receitadora" perante a crise, até porque o seu notável trabalho junto daqueles que mais sofrem a torna uma voz muito mais autorizada do que aqueles que têm da pobreza apenas a imagem que lhes chega pela televisão ou nas fotos dos jornais.
Octávio Carmo
Ler todo o texto aqui
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 23 Junho , 2009, 18:23

1. Há dias o programa de entrevista Diga Lá Excelência convidou o director geral da TVI, José Eduardo Moniz. Para além das novelas geradas pelo jornal de sexta-feira e das “perseguições” à classe política ou da ex-futura candidatura sua à presidência do Benfica, falou-se da realidade da televisão em Portugal, ou não fosse Moniz um dos senhores mais poderosos da TV. Talvez a melhor síntese que se possa apresentar seja a de que, no limite, não valerá a pena termos grande ilusões ou grandes esperanças quanto ao papel das comunicações sociais, especialmente a televisão (?), nomeadamente no que se refere à sua esperada função pedagógica. É certos que as fronteiras da comunicação não tão fáceis de discernir… Mas a televisão que tem como critério o dar o que as gentes gostam fica bem aquém da sua função e missão.

2. Percebe-se o gosto da polémica geradora de audiência e o desejo, então, do contraditório clarificador. Tudo está previsto e tudo é estudado nos (melhores?!) referenciais do marketing do império da comunicação… Enquanto vai decorrendo o contraditório e o esclarecimento, a audiência vai estando garantida, a publicidade pesa mais e o comercial vai-se distanciando a anos-luz da ética. Na avaliação de programas como o Big Brother ou Morangos com açúcar, confirmamos este critério como valor absoluto. Talvez possa parecer ingenuidade o confiar-se e esperar-se frutos efectivos de uma Entidade Reguladora para a Comunicação Social; nos anos da sua vida, em quantos casos e situações conseguiu iluminar os critérios em ordem, por exemplo, à violência não ser uma quase-constante nas televisões?

3. Um alerta, volta e meia, vem do maior país das comunicações, os Estados Unidos: a vida social e as próprias as escolas são assaltadas com violência e criminalidade que quase reflectem filmes de alto espectáculo… Haverá algo que as entidades devidas ou as direcções editoriais poderão fazer? Quando?
Alexandre Cruz

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 23 Junho , 2009, 18:14
(Clicar na foto para ampliar)


Depois de umas horas de folga, que nem só de trabalho vive o homem, aqui estou de novo para o contacto quase permanente com os meus habituais leitores e amigos. E se vierem outros, que sejam bem-vindos.
FM
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