de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 21 Maio , 2009, 17:35
Fragata Álvares Cabral


O Dia da Marinha, que este ano se celebra em Aveiro, no âmbito da evocação dos seus 250 anos de cidade, também envolve o concelho de Ílhavo, concretamente a Gafanha da Nazaré, que acolhe, no Terminal Norte do Porto de Aveiro, os Navios que participam neste evento.
Os referidos Navios da Marinha Portuguesa estão até ao dia 24 abertos ao público, sendo o acesso feito pelo Terminal Ro-Ro.
O Paredão Central da Praia da Barra será o local ideal para assistir ao Desfile Naval que, no dia 24, pelas 15.30 horas, encerra as comemorações.

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 21 Maio , 2009, 13:53

Morreu João Bénard da Costa, li hoje na comunicação social. Um homem brilhante do cinema e da cultura em geral. Gostava de o ler e de o ouvir nos seus discursos bem elaborados, com o seu quê de poesia e de profundos conhecimentos da história e do mundo. Foi católico assumido. Depois, desiludido, passou ao grupo dos vencidos do catolicismo. Mas nem por isso deixou de abordar imensas facetas do cristianismo, sobretudo as ligadas às diversas artes. Falava e escrevia sobre cinema e sobre artes como poucos.
FM

O PÚBLICO diz assim:

Divulgador de cinema, director da Cinemateca Portuguesa desde 1991, Bénard da Costa nasceu a 7 de Fevereiro de 1935.
A Cinemateca Portuguesa anunciou em comunicado que o corpo do seu director, João Bénard da Costa, estará na Igreja de S. Sebastião da Pedreira, em Lisboa, ao final da tarde de hoje. Numa última homenagem ao cinéfilo que dirigiu a instituição desde 1991 (e que era membro da direcção desde 1980), a Cinemateca – que suspende hoje as suas sessões – vai projectar, em data e hora a anunciar, o filme da vida de Bénard: Johnny Guitar, de Nicholas Ray. Num inquérito de jornal em que lhe pediam para dizer qual o seu filme preferido, Bénard respondia: Johnny Guitar, de Nicholas Ray; porque era ele; porque era eu”.
“Os filmes da sua vida e o seu filme da vida não se distinguiam, e traziam sempre ecos afectivos, memórias culturais, reflexos dos debates que também viveu”, escreve a direcção da Cinemateca no comunicado. “João Bénard da Costa viu muitos filmes, todos os filmes, uma vida inteira de filmes, mas também via sempre filmes que mais ninguém via, porque neles descrevia o que lá estava e não estava, isto é, aquilo que não era aparente e óbvio antes de o lermos nos seus textos”.
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 21 Maio , 2009, 13:45

Há manifestações frequentes, pessoais e colectivas, que são de leitura difícil, se não mesmo impossível, quando faltam a quem julga, critérios adequados à sua total compreensão. São as assim as manifestações religiosas de fé, mormente quando envolvem multidões de crentes, por vezes gente humilde e simples, mas com convicções profundas e consequentes e coragem para as afirmar.
Esta leitura, já de si complexa, aparece muitas vezes deformada pelos críticos e pela comunicação social que não vai além das aparências e se prende em aspectos limitados. Assim é com os peregrinos de Fátima, cumpridores ou não de promessas, chegados ao Santuário a pé ou de outro modo, vindos de norte e sul e dos quatro cantos do mundo.
A expressão religiosa da fé traduz-se sempre de um modo cultural e, deste modo, é uma representação limitada, provisória e relativizada. Dela emergem, porém, sentimentos respeitáveis, capazes de convocar e unir pessoas, derrubar muros interiores, abrir horizontes novos, quebrar rotinas e acordar esperanças.
Não é fácil a coragem de se afirmar hoje, publicamente, como cristão numa sociedade cada vez mais secularizada, religiosamente indiferente, que foi cortando as referências vitais com o transcendente. Pese, embora, o incómodo de alguns, a verdade é que não falta gente a afirmar a dimensão religiosa e evangélica da sua vida, e a dar razão da sua esperança com palavras convincentes, certas e sábias. E fá-lo de modo livre.
Com o propósito de ver para além do que os olhos vêem, quando tal se proporciona, gosto de caminhar por entre estes cristãos corajosos, quedo-me a admirar e a perscrutar o seu mundo interior e a tentar adivinhar o que os leva a exprimir assim a sua fé.
As peregrinações são ocasião privilegiada para tal propósito. Foi assim, há dias, com perto de vinte mil peregrinos emigrantes que trabalham em diversos países da Europa e se deslocaram a Mont-Roland, em França. De igual modo, dois dias depois, em Fátima, deixando-me envolver, silenciosamente, e contemplando a multidão que desafia, com um rosto sereno e confiante, o rigor do tempo, o cansaço da caminhada, o incómodo das cerimónias longas, a incompreensão dos críticos fáceis
As expressões populares de fé não são apenas de pessoas simples e iletradas. Também as manifestam gente culta, que guarda a fé bebida com o leite da sua mãe ou fez alguma experiência de Deus, em momento tão decisivo da vida, que não mais pode esquecer.
Dizem alguns, mesmo da Igreja, que muita gente generosa numa peregrinação, não exprime total coerência de fé na sua terra e no seu dia a dia. A coerência da fé adquire-se ao longo da vida, ante os desafios que a mesma vai pondo. A força unificadora do que se acredita e do que se vive não é obra de um momento, mas sim de uma decisão interior que se vai tornando vida no meio de incómodos e obstáculos. Neste esforço de procura de coerência e de unidade na vida, misturado de êxitos e de fracassos, vai a força que não deixa desistir, a gratidão pelo que já se conseguiu, a aceitação das contrariedades inevitáveis, o gesto discreto de solidariedade, as expressões de amor, os propósitos de bem fazer, a coragem para permanecer na comunhão eclesial.
O maior desafio que hoje se põe aos cristãos e às comunidades é o da formação que enraíza e esclarece a fé e o do testemunho que dá sentido e abertura missionária às suas vidas. É esta uma responsabilidade permanente de quem serve. Servindo, se encontra maneira de interessar quem nisso precisa de ser servido e de que vai tendo consciência.
No tempo do peregrinar na vida, Deus não é o juiz que contabiliza os resultados obtidos. É o Pai atento que incita a ir mais longe, dando a mão aos caídos, o colo aos cansados, a palavra estimulante aos que caminham sempre, levando uma cruz pesada. A gente, iletrada ou culta, com fé evangélica, desperta adormecidos e desatentos e denuncia teóricos, tardios em oferecer o seu ombro para ajudar os inúmeros feridos da vida.

António Marcelino
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 21 Maio , 2009, 12:41
Não há educação e ensino que resistam
enquanto famílias e escolas viverem divorciadas
umas das outras

O caso da professora de uma escola de Espinho, que, ao que parece, resolveu esquecer-se da aula de história para falar de sexo, que não da educação para uma sexualidade saudável e responsável, veio acordar o País para uma realidade, que muitos conhecem. Há, de facto, professores conscientes, bem formados e informados, com capacidade para ensinar e educar, mas também há outros que andam pelas escolas para não fazerem nada de jeito. Nem sabem ensinar, nem informar convenientemente, muito menos formar para uma vida com princípios, com regras, com valores. A questão está mesmo nisto: formar para os valores que enobrecem a pessoa e a sociedade e não para o caos moral e social, tão ligado ao sexo livre.
Há quem defenda a liberdade sexual sem regras, para além de se alertar para a transmissão de doenças. Para isso, propõem a oferta de preservativos nas escolas, ao jeito de quem quer dizer: tenham por aí relações sexuais a eito, com este e com aquele, com esta e com aquela. Isto agora é assim, cada um que se safe. E chamam a isto educação sexual, que não passa de devassidão, de embrutecimento dos sentidos.
Claro que há muita gente que ainda não se habituou à ideia de que a educação não se faz em massa, numa aula ou em grupo alargado, confundindo-se educação sexual com informação sexual. A educação faz-se de pessoa a pessoa, com intimidade, coração a coração. Em família e com a família. A escola que ensine o que tem a ensinar, tendo em conta os valores da comunidade em que está inserida. A família que eduque, de acordo com os seus princípios de vida.
Mas também é bom que se diga que há muitos e complexos problemas nas escolas porque as famílias se divorciam das suas obrigações e das suas responsabilidades educativas. Importa, por isso, alertar as famílias para a obrigação que têm de assumir o seu papel na comunidade educativa. As escolas não podem viver alheios às famílias; as famílias não podem alhear-se das escolas. Enquanto familílias e escolas viverem divorciadas umas das outras, não há educação e ensino que resistam.

Fernando Martins

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 21 Maio , 2009, 11:26

A cultura ganha uma nova importância na vida política e económica contemporânea. O desenvolvimento humano não é compreensível nem realizável sem o reconhecimento do papel da criação cultural, em ligação estreita com a educação e a formação, com a investigação e a ciência. O que distingue o desenvolvimento e o atraso é a cultura, a qualidade, a exigência - numa palavra, a capacidade de aprender. Deixou de fazer sentido a oposição entre políticas públicas centradas no Património histórico, por contraponto à criação contemporânea. A complementaridade é óbvia e necessária. Basta olharmos os grandes marcos da presença humana ao longo do tempo para percebermos que há sempre uma simbiose de diversas influências, de diversas épocas, ligando Património material e imaterial, herança e criação. A nova Convenção-Quadro do Conselho da Europa sobre o Património cultural, assinada em Faro em Outubro de 2005 e já ratificada por Portugal, é um instrumento inovador da maior importância, onde pela primeira vez se reconhece que o Património cultural é uma realidade dinâmica, envolvendo monumentos, tradições e criação contemporânea. Segundo este documento, a diversidade cultural e o pluralismo têm de ser preservados contra a homogeneização e a harmonização. E se falamos de um «património comum europeu», como realidade a preservar, a verdade também é que estamos perante uma construção inédita e original baseada na extensão da dimensão tradicional do Estado de direito, no apelo à diversidade das culturas, no aprofundamento da soberania originária dos Estados-nações, na legitimidade dos Estados e dos povos, na criação de um espaço de segurança e de paz com repercussões culturais e numa maior partilha de responsabilidades nos domínios económico e do desenvolvimento durável.

Guilherme d’Oliveira Martins,
Leia mais aqui
Presidente do Centro Nacional de Cultura
In Património, Herança e Memória. A cultura como criação.
Ed. Gradiva
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 21 Maio , 2009, 10:49


Dedicação

O fato de bailarina
Fica-me mesmo a matar,
Quando a dona desatina
E se põe comigo a dançar!
Olá, Amigos!


Se pensam que morri e já estão a preparar-me o enterro, podem tirar o cavalinho da chuva, pois estou vivo e bem vivo!
Ando um pouco “enfiado”, lá isso é verdade….até me “afunilaram” as ideias! As ideias e os movimentos! Estes humanos quando se lembram…quando têm ideias brilhantes, aplicam-nos a nós, caninos, que somos um campo fértil para estudos e experiências… Eu, que prezo a minha masculinidade, que sou cão e muito cão….sou um cão em toda a acepção da palavra, não me sinto bem no papel de cobaia! Por isso não entendi, lá muito bem, com os neurónios que Deus me deu, que me tenham metido um funil, na cabeça! P’ra quê? Pergunto eu, com o meu raciocínio de cão. Lá porque o Dr JP me deu uma anestesia, para andar a “escortaçar” o meu membro posterior direito, não vejo a correlação entre a costura feita na minha patinha e os movimentos da minha cabecinha pensadora! Que eu sou muito irrequieto e faço muitas mesuras à minha dona e seus amigos, toda a gente o sabe. Também o vêem os outros pets que pastoreiam em ambos os lados do meu espaço privado – o big garden! Mas daí até me terem limitado os gestos, a minha única forma de comunicação, há quem diga que o gesto é tudo, já que não fui dotado da linguagem verbal, como os humanos,……francamente! Será que existe algum conluio entre o Dr Vet e a minha dona, para me porem a dormir, durante um interminável dia, na sua clínica pediátrica? Eu, que nunca tinha entrado numa “estalagem” dessas, ouvi dizer que ia ficar internado para uma intervenção cirúrgica! A minha dona, ao verificar que me nascera uma excrescência, na patinha posterior direita, ficou alarmada! De início, pensou ser apenas uma forma de solidariedade, ao tentar copiar o joanete dela, por transferência afectiva…quiçá! Tratou de consultar um especialista que prognosticou, diagnosticou e prescreveu a excisão da protuberância; a minha dona levou-me à Clínica Veterinária da cidade próxima, onde tive uma amistosa recepção e onde me foi feita a preparação para a intervenção cirúrgica. Inocularam-me a anestesia, que provocou um entorpecimento que em nada se coaduna com todo o meu fulgor de canino fogoso hiperactivo! As patinhas começaram a afrouxar e daí a pouco senti-me ao colo do Dr JP que me transportou, com muito carinho, para o bloco operatório. Apesar das pálpebras semi-cerradas, ainda consegui descortinar uma lágrima furtiva a deslizar no rosto saudoso da minha dona.
Ah! Nunca pensei que a dedicação dela atingisse este nível de emoção. E…até podia jurar, pondo as patinhas no fogo, que as lágrimas da minha dona não são lágrimas de crocodilo!
É verdadeira, recíproca e intensa esta afeição entre humanos e caninos.
Ao fim da tarde, quando me veio buscar, ambos rejubilámos de alegria, por podermos retribuir efusivamente o afecto que brota em cachões, qual lava em vulcão em actividade.


Quem tem uma dona, tem tudo
Quem não a tem, não tem nada!
Eu apesar de ser mudo
Comunico, sobretudo
De forma gesticulada
!



M.ª Donzília Almeida
21 de Maio de 2009
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