de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 15 Maio , 2009, 16:11
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 15 Maio , 2009, 15:55

Com o constante apelo à paz e à concórdia, mas também com a proclamação do direito à constituição do Estado Palestino, o Papa Bento XVI concluiu a visita apostólica ao Médio Oriente. Lamentou a construção de mais um muro, que urge derrubar, bem como todos os muros que existem nos corações das pessoas, mas não deixou de alertar para a necessidade de se pôr fim ao terrorismo e à guerra, ao mesmo tempo que condenou o holocausto, que não deve ser esquecido nem negado.

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 15 Maio , 2009, 14:31

Em Portugal, a Justiça continua a envergonhar-nos e ninguém reage. Diariamente assistimos ao descalabro, com toda a gente a falar sem conseguir dizer BASTA.
Li hoje no jornal i que, com o País a discutir o caso Freeport, “os juristas garantem que Portugal nunca deu tão má imagem de si”.
António Barreto afirmou, um dia destes, na TVI24, que “a nossa Justiça é má porque não há alternativa”. E como não há alternativa, digo eu, não há competição, nem concorrência, fazendo só ela o que quer e o que lhe apetece. Pelo que se vê e ouve, não há hipótese de a Justiça se dignificar a si própria, dignificando o País.
Com o agora Sindicato dos Magistrados, passamos de mal a pior. Lembra António Barreto que sindicatos em Órgãos de Soberania não fazem nenhum sentido. Com eles, os magistrados querem pressionar quem? Querem reivindicar o quê?
Por sua vez, um dos fundadores do PS, António Arnaut, questionou-se ontem sobre a idoneidade de magistrados que foram capazes de denunciar uma conversa privada, ao que parece, entre amigos e colegas.
Quer isto dizer que já não podemos conversar com amigos, sob pena de as nossas afirmações começarem a voar por aí fora? Se calhar é isso.
Então já não podemos confiar em ninguém? Se entre os magistrados é assim…
Afinal o que é que eu gostaria que acontecesse?
Gostaria que os processos em investigação ou em tribunal fossem resolvidos com celeridade. Que toda a gente fosse tratada por igual, quer fosse rica ou pobre. Que o acesso à Justiça fosse compatível com as capacidades económicas de cada português. Que os agentes da Justiça trabalhassem como se do outro lado da rua houvesse uma “Justiça” alternativa ou concorrente. Que o Estado desse meios técnicos e humanos à Justiça, para que os processos ficassem concluídos em prazos curtos, para não deixarem traumas nos inocentes. Que as autoridades do nosso País chamassem à responsabilidade os magistrados e demais agentes judiciais incompetentes ou preguiçosos, julgando-os pelos eventuais prejuízos causados aos portugueses.
Enquanto não houver uma reforma, com princípio, meio e fim, a Justiça em Portugal continua a fazer uma triste figura. A Justiça tem de se comportar como Órgão de Soberania, sendo independente, célere e responsável pelos seus actos.

Fernando Martins
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 15 Maio , 2009, 12:01

A alegria é o melhor lenitivo do coração humano: espelha a saúde orgânica, manifesta a qualidade dos afectos, dá nobreza aos sentimentos, revigora a generosidade da doação, alarga ao Infinito os horizontes das aspirações. O testemunho mais eloquente do que acaba de ser afirmado é dado por Jesus de Nazaré, testemunho recordado no evangelho: “Disse-vos estas coisas para a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa.”

1. E que coisas são essas? – pode perguntar-se.
A resposta é clara: o amor que se faz doação, a verdade que liberta, a sabedoria que atrai, a comunhão nas diferenças que enriquece, o serviço aos outros que humaniza.
Esta resposta tem rosto humano, sempre que cada pessoa assume atitudes e cultiva sentimentos como os de Jesus Cristo, sempre que os grupos sociais e as organizações políticas e culturais se regem pelos valores da solidariedade e pela ética da responsabilidade.

2. Há pessoas que, nestes dias, se destacam no anúncio das “coisas” que geram alegria, lançam sementes de paz e apontam caminhos concretos de humanização da sociedade e das relações entre os seus membros e as suas organizações.
Bento XVI abre a lista destas pessoas. Na Terra Santa, faz gestos e deixa mensagens cheias de realismo sadio e esperança confiante. O seu núcleo principal pode condensar-se no apelo ao “derrubar muros”, não apenas os materiais, mas os do coração que separam, segregam, discriminam, marginalizam. “É necessário abater os muros que construímos em redor dos nossos corações, as barreiras que levantamos contra o nosso próximo”.
Também o presidente da Caritas Internacional, Cardeal Maradiaga, mantém o tom do anúncio que interpela e abre horizontes de nova humanidade. Em Fátima, onde preside à peregrinação de 13 de Maio e em entrevistas aos meios de comunicação, não se cansa de afirmar: Estamos a tratar a crise de forma superficial, o dinheiro é preciso, mas o mundo perdeu o norte, está vazio e desorientado. “O homem precisa de um GPS (sistema de orientação por satélite) espiritual”, de “coisas” que dão consistência, alegria e saúde ao coração humano e à sua nova relação com os bens.

Georgino Rocha

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