de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sábado, 02 Maio , 2009, 18:41

A nossa profunda gratidão e estima para os consagrados


Completa-se amanhã, 3 de Maio, a semana de oração pelas vocações de consagração, iniciativa da Igreja Católica. Penso muitas vezes em quem deixa tudo para seguir Jesus Cristo, numa entrega total. E tenho dificuldades, por isso, em aceitar críticas, quantas vezes injustas, contra os que vivem apaixonadamente a missão de servir.
Os consagrados, clérigos e leigos, são pessoas normais que vivem no mundo dos homens e mulheres do nosso tempo, mas imbuídos da Boa Nova de Cristo e numa constante preocupação de abrir portas e indicar caminhos que conduzam à construção de uma sociedade mais justa, porque mais cristã.
Não sou dos que pregam e dizem que só os católicos é que reúnem as condições para a instauração de um mundo melhor nos tempos que correm. Acho que muitas outras pessoas o fazem, inspiradas por diversos princípios e motivados por ideologias, políticas, filosóficas e religiosas, em culturas e contextos muito variados, que enformam outras civilizações.
Acontece, porém, que as nossas matrizes têm raízes cristãs, as quais alimentaram os nossos antepassados e com as quais nos identificamos, maioritariamente.
Para servir nessa linha as comunidades que integram o tecido social dos nossos largos horizontes, os clérigos e leigos que abraçaram a paixão pelo serviço religioso, social, educativo, cultural e caritativo, sem nada exigirem, merecem, ou devem merecer, da parte de todos, profunda gratidão e estima. E os crentes também lhes devem, sem dúvida, as suas orações, para que o Deus Todo Poderoso os acompanhe.

Fernando Martins


Editado por Fernando Martins | Sábado, 02 Maio , 2009, 14:06

O teólogo eminente Dr. Thaddeus sonhou que tinha morrido e seguido rumo ao Céu. Bateu à porta e disse que tinha dedicado a vida à glória de Deus. - Homem? - exclamou o porteiro. - O que é isso?
Ninguém, lá em cima, ouvira falar dessa coisa chamada "Homem". Mesmo assim, um bibliotecário, um ser esférico com mil olhos e uma boca, depois de ter ouvido o teólogo explicar que a Terra é parte do Sistema Solar, por sua vez parte da Via Láctea, com milhares de milhões de estrelas e uma galáxia entre milhares de milhões, mandou chamar um dos sub-bibliotecários, especializado em galáxias.
Umas três semanas depois, com o trabalho de cinco mil empregados, o sub-bibliotecário voltou e explicou que o ficheiro extraordinariamente eficiente da secção galáctica da biblioteca lhe tinha permitido localizar a galáxia pretendida.
Mas era preciso agora procurar uma estrela - o Sol -, uma entre trezentos mil milhões dentro da galáxia. Alguns anos mais tarde foi um tetraedro arrasado de cansaço que compareceu, dizendo que tinha finalmente descoberto essa estrela especial, mas não vendo grande interesse nisso. De qualquer forma, ela está cercada por corpos muito pequenos chamados "planetas", havendo nalguns deles "parasitas" e "essa coisa que tem estado a fazer perguntas deve ser um deles".
Então, o Dr. Thaddeus desatou num indignado lamento: - "Porque é que o Criador escondeu de nós que não fomos nós que O levámos a criar os céus? Servi-O diligentemente toda a minha vida. E agora até parece que nem sequer sabe da minha existência. Não posso aguentar isto. Não posso mais adorar o meu Criador. - Muito bem - retorquiu o porteiro. Então, pode ir para o Outro Lugar".
"Aqui, o teólogo acordou. E murmurou: - O poder de Satanás sobre a nossa imaginação adormecida é terrível".
Estaremos sós neste Universo estonteantemente gigantesco? Aí está uma pergunta que muitos farão, concretamente neste Ano Internacional da Astronomia.
No ano passado, o padre José Gabriel Funes, director do Observatório Astronómico do Vaticano, declarou, desencadeando imensa curiosidade: "Como há uma multidão de criaturas sobre a Terra, poderia haver outros seres, mesmo seres inteligentes, criados por Deus. Isso não contradiz a nossa fé, pois não podemos colocar limites à liberdade criadora de Deus". Poderíamos então falar do "nosso irmão extraterrestre". Aliás, o seu predecessor, padre George Coyne, já se tinha pronunciado no mesmo sentido, ao dizer que o universo é feito para fabricar vida, portanto, a existência de outros seres não põe problemas à fé: "É um desafio salutar que a engrandece em vez de encerrá-la".
A revista Le Monde des Religions (Set.-Out. 2008) foi à procura das posições de outras religiões.
O talmudista Hervé Bokobza diz que "as narrativas da literatura midráshica demonstram que, se eventuais descobertas científicas revelassem a presença de outros seres vivos no universo, os princípios da Tora e os valores do judaísmo não seriam abalados".
O islão vai mais longe, "predizendo" não só a existência de vida extraterrestre mas também que haverá um encontro: "Entre as Suas Provas está a criação dos céus e da terra e dos seres vivos que aí disseminou. Tem aliás o poder de reuni-los quando lhe aprouver" (sura 42). "Alá que criou sete céus e outras tantas terras" (sura 65).
Também a resposta do budismo é afirmativa. O budismo Mahayana tem sutras que estendem o ensinamento do Buda "a todos os mundos". No sutra da Contemplação da vida infinita, Buda faz jorrar da sua fronte um raio de luz"que iluminou todos os mundos e voltou a colocar-se na cabeça do Buda, formando uma torre de luz. Nesta torre, podia ver-se todas as terras dos budas".
Após a detecção de "super-Terras", a procura de vida noutras paragens tornou-se objecto de investigação científica. Se alguma vez se der o encontro, será um acontecimento maior da História.

Anselmo Borges
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