de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 28 Abril , 2009, 21:33

O PÚBLICO dispensou a colunista Laurinda Alves, alegando exigências de contensão nas despesas. Tanto quanto sei, os restantes colunistas continuam ao serviço do diário que costumo ler desde o primeiro número. Fiquei triste, porque aprecio os escritos desta jornalista e escritora, fundamentalmente por seguirem a linha que há muito defendo, de apostar numa forma de estar na vida, sempre pela positiva. Tive pena, porque o PÚBLICO deixou de ter nas suas páginas uma profissional que aprecio, tal como muitos outros leitores.
Presumo que não houve na decisão do director, José Manuel Fernandes, uma motivação política, já que Laurinda Alves é candidata a eurodeputada pelo MEP (Movimento Esperança Portugal). A ser assim, é grave. Outros colunistas, contudo, na mesma posição, isto é, também candidatos a eurodeputados, Vital Moreira e Rui Tavares, pelo PS e pelo BE, respectivamente, ainda não foram despedidos, que eu saiba.
Num comentário que escrevi no seu blogue, não deixei de lhe manifestar a minha solidariedade, ao dizer-lhe que espero continuar a ler o que ela vier a escrever, onde quer que seja, porque Laurinda Alves tem o condão de nos ajudar a pensar. Só espero que ela não demore a fazê-lo. Estou convencido de que não hão-de faltar órgãos da comunicação social à altura da jornalista que o PÚBLICO dispensou.
Fernando Martins


Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 28 Abril , 2009, 21:04

1. À situação que se vem vivendo nos últimos meses junta-se agora o alerta de saúde pública que a OMS – Organização Mundial de Saúde confirmou devido à chamada gripe mexicana. É como se de repente um conjunto de elementos se juntassem diante dos quais urge (re)agir na perseverança confiante dos grandes valores que poderão fermentar novas vias de solução, um dos quais é a solidariedade. Os tempos que vivemos são de reposição das grandes questões, de modo a reinventar para novos quadros de problemas as inovadoras respostas. Não chegam as respostas habituais diante de cenários efectivamente novos. Para descortinar amplas soluções, assim, torna-se imperativo, consequentemente, a arte de saber relançar as questões essenciais, desmistificando certas visões mecanizadas e abrindo novas vias.
2. As perguntas sobre os valores, as políticas, a sociedade civil, as economias, a justiça, a saúde, as redes sociais, a subsidiariedade, a solidariedade global como o desafio do século, o respeito ambiental… hoje entrecruzam-se não havendo margem para respostas simplistas. Há empresários heróis, existirão gestores oportunistas; há trabalhadores dedicadíssimos, existem trabalhadores “à boleia”; existem dados da economia com pressupostos de responsabilidade social, e existem outras visões e práticas que reflectem a noção “selvagem” que estás nas mãos que as comandam. Este tempo das grandes questões ajuda a diferenciar para não generalizar mas sim: compreender. Importa, por isso, fugir às épocas políticas pródigas em maximizar intencionalmente, urge que todo o político dos cidadãos se envolva na reflexão que pode gerar mais fruto.
3. Da organização da CEP, está agendado um grande Simpósio para 15 de Maio (no Centro de Congressos de Lisboa, antiga FIL), com a temática: Reinventar a solidariedade (em tempo de crise) – reconhecer, inspirar, mobilizar. Site: http://www.reinventarasolidariedade.org/
Reflexão aberta à sociedade civil!
Alexandre Cruz

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 28 Abril , 2009, 15:43

Domingo, 3 de Maio, 11 horas, na Alameda da Universidade

Finalistas de 2008 (foto do meu arquivo)

UM PASSO NO FUTURO

Antes de partir, a nossa mesa redonda!

Num tempo que voou,
Porque o vivemos a brilhar,
Foram anos, trabalhos,
cadeiras e canseiras sem parar!

A todos, foram imensos,
Eis chegada a hora de reconhecer:
Olhar para trás, sentir o vencido mar,
À Ria, às gentes de Aveiro agradecer!

E se ao futuro a incerteza pertence
Na hora sempre sofrida de partir,
Fica-nos o sabor bem especial
Da arte da esperança sentir!

A Bênção é a nossa festa especial,
Finalistas da academia vamos cantar!
É o dia da unidade e grito maior
Que nos leva aos céus a Deus louvar!

Será, em mesa universal, a aula maior
Onde a abundância da paz todos encanta…,
Símbolos e Cursos, na Alameda, projectam o melhor…
O sonho, o futuro, triunfo de agiganta!

cobef comissão bênção dos finalistas

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 28 Abril , 2009, 15:13

O antigo Presidente da República Mário Soares disse ontem, como ouvi na rádio, que se envergonhava de, passados 35 anos após o 25 de Abril, ainda não ter sido erradicada a pobreza entre nós. O País foi democratizado, a descolonização aconteceu, mas o desenvolvimento tarda em instalar-se na nossa sociedade. Os três D, afinal, estão em grande parte por cumprir. Mas a pobreza, santo Deus, é que teima em criar raízes em Portugal. As dificuldades dominam a situação e os pobres estão cada vez mais pobres. Como é isto possível? Quem pode andar por aí sem se envergonhar?
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 28 Abril , 2009, 15:04
A fragilidade em que vivemos está bem patente na ameaça de pandemia que aí está, com a gripe suína a preocupar toda a gente. Foi há tempos a gripe das aves, como tem sido com outras doenças. O homem vive, realmente, na corda bamba. E se é verdade que algumas pandemias podem ser anunciadas, como esta está a ser, também é certo que há outras que se insinuam sem ninguém dar por ela. Em Portugal, pelo que se sabe, ainda não entrou. Mas todo o cuidado é pouco. E já repararam que a mola real das pandemias assenta na globalização?
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 28 Abril , 2009, 15:00


Ser diferente ou existir em minoria é o estandarte para reivindicar a bandeira da inclusão. E com justiça, pois nunca são de monta as diferenças evocadas para distinguir pessoas, grupos ou etnias. A unir todas as particularidades está essa circunstância única que é a dignidade da pessoa: uma condição antes de ser um direito.

O problema não se colocará, no entanto, apenas em contextos de diferença. Também onde reina a semelhança não são poucos os episódios de exclusão, de diferenciação, de distinção subjectiva de pessoas, ideias ou projectos. E com o prejuízo que decorre dessas atitudes: para o próprio grupo, como também para toda a sociedade.

São mais notórias essas “falsas-diferenças” quando emergem na história do presente exemplos de grandes feitos à custa da construção da unidade entre pessoas, ao redor de causas, sejam elas nacionais ou religiosas, mas sempre humanas. É o caso de S. Nuno de Santa Maria, o Condestável que rejeitava apenas o erro, o perverso, o corrupto para catalisar esforços em benefício de objectivos maiores. E com resultados históricos, uma Nação, e pessoais, a santidade, que estão agora diante de tudo e de todos.

São também mais necessários os pequenos e os grandes contributos, todos os recursos, quando se quer “reinventar a solidariedade” que proporcione dignidade de vida a todas as pessoas, devolva a justiça e a paz às sociedades e permita a existência a todos os seres.

São ainda esperadas atitudes solícitas de homens e mulheres que optam por de serem sinais e agentes de um novo Reino, proclamado há 2000 anos, apostado em fazer da ordem natural das coisas a lei por excelência para a relação entre pessoas e para o governo das coisas. Cada um na sua circunstância e seguindo sempre as pisadas de um Mestre que em todos os momentos fez a vontade d’Aquele que O enviou.

Na era da fragmentação das pessoas, das coisas, do tempo e do espaço, urge devolver a continuidade e a estabilidade a projectos que visam a construção da dignidade humana. Na espera paciente por resultados positivos e duradouros e na inclusão de todas as partes: as que são diferentes e também as que são semelhantes.

Paulo Rocha
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 28 Abril , 2009, 11:28

Palavras


Puras... são como um cristal as palavras
Que baixinho ao ouvido me segredas;
Com elas o meu peito inteiro lavras,
De alva paixão semeias labaredas.

Doces... palavras são como a fina trama
Desse tear de enredos em que teces
Os límpidos lençóis da nossa cama
E onde, abraçada a mim tu adormeces.

Frágeis... palavras são como a branca taça
Por onde tomo um leve e suave trago:
Bebendo, longamente, a tua graça,
Perdido em teu sorriso eu me embriago.

Leves... palavras são como a clara brisa
Passando, fresca, ao fim das tardes calmas
E o segredo que nelas se eterniza,
É o que mantém unidas nossas almas.

Domingos Freire Cardoso
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