de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 23 Abril , 2009, 22:17

Podemos dizer que a temporada de actuações do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré (GEGN) está prestes a começar. Para já estão agendadas 16 saídas para outras tantas apresentações deste grupo, um pouco por toda a parte. Começa no próximo dia 26 de Abril, em Matosinhos, e termina a temporada com a Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, em 20 de Setembro. Como não podia deixar de ser, daqui desejamos um excelente trabalho na divulgação dos nossos trajes antigos, bem como das nossas danças e cantares. Escusado será dizer que os ensaios não podem parar, até porque o GEGN tem muito respeito por quem o quer ver e ouvir.

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 23 Abril , 2009, 18:39

1. A propaganda está a sair à rua. Este ano, por todas as conjunturas, tanto sociais como eleitorais, será ano (daqui em diante) repleto de slogans e pensamentos políticos, uns mais brandos outros mais fortes. Parece que a cada dia que passa a crispação típica que tanto fragmenta os possíveis consensos se vai avolumando. Diz-se mesmo que para os lados lisboetas do marquês de Pombal, cenário e personalidade propícios a grandes mensagens, a propaganda eleitoral ocupa o espaço das divulgações habituais das festas de Lisboa. Não se sabendo até onde haverá lugar para todos, o que parece certo é que o local das festas parece ficar comprometido. Em todos os escaparates se vai gizando e aplicando o cartaz no melhor espaço, naquele sítio em que quem passa tem mesmo que dar “de caras” com o candidato “x” ou “y”.
2. E o entusiasmo será tanto e tão grande que, a certa altura, a campanha e os seus materiais de divulgação – grande investimento neste ano de três eleições – vai mesmo avançando para territórios para além do espaço público. Este gosto da liberdade de partilhar a mensagem (im)pondo o slogan e a figura a todos é a nova estrada que se fortalece pelo marketing, enquanto se parece continuar a correr o perigo de empobrecer no conteúdo. É verdade que a ansiedade é um dado humano e transversal a todos os quadrantes da vida em sociedade, e que, por vezes, poderá ser mesmo difícil manter a serenidade e elegância na postura… Mas tem-se assistido a patamares de linguagem e irritação que deitam a perder toda a escola de virtudes e de bom gosto e senso nas coisas da “causa pública”.
3. Os portugueses esperam (?), como hábito (!), destas fases das campanhas esclarecimentos claros, aprofundados, com pausas para nos ouvirmos, com oportunidades de reconhecimento do bem feito, com realismo e humilde maturidade de autocrítica para saber-se que se errou aqui ou ali. Tão diferente do ruído turbo e não clarividente que parece insistir em nos acompanhar. E depois, quem arruma os cartazes?

Alexandre Cruz

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 23 Abril , 2009, 17:41
D. Jorge Ortiga, presidente da CEP


"É fundamental que os eleitores tenham consciência do que está em causa quando se vota. Os responsáveis políticos têm o dever de formular programas eleitorais realistas e exequíveis, que motivem os eleitores na escolha das políticas propostas e dos candidatos que apresentam. Este dever exige dos mesmos responsáveis a obrigação de visar o bem comum e o interesse de todos, como finalidade da acção política, propondo aos eleitores candidatos capazes de realizar a sua missão com competência, cultura e vivência cívica, fidelidade e honestidade, sempre mais orientados pelo interesse nacional, que pelo partidário ou pessoal. Ser apresentado como candidato não é uma promoção ou a paga de um favor, mas um serviço que se pede aos mais capazes.
Os regimes democráticos, como as pessoas que neles actuam mais visivelmente, não são perfeitos. A política é acção do possível. É, porém, necessário que se vão alargando sempre mais as margens do possível, para que a esperança não dê lugar a desilusões."


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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 23 Abril , 2009, 14:43


Vão celebrar-se, nos próximos meses e em todos cantos e recantos onde haja igreja ou capela, as festas religiosas tradicionais. Não há santo que não tenha a sua festa, mesmo que a devoção por ele não seja tanta que a justifique.
A tradição pesa muito na história de um povo, mesmo quando a vida dispersou a sua gente por outras terras. Se a tradição se vem da lonjura do tempo, de avós e bisavós, o respeito e a fidelidade em a cumprir não se discutem. Nada conta mais. Nem leis dos bispos, imposições dos padres, crises sociais, morte de vizinhos. É festa, é festa.
O bairrismo dos lugares, a emulação dos mordomos, o que se viu noutros lados, o que a televisão mostra servem de inspiração ao programa da festividade, publicitado em cartazes de gosto duvidoso, onde se misturam santos com cantores e conjuntos musicais, missas e procissões com arraiais e tômbolas.
O povo precisa da festa porque é dura a vida de todos os dias. Mas as festas, por aí fora, são cada vez menos festas do povo que as criou. Os olhos são postos agora nos forasteiros, na gente que vai de fora e se dispõe a pagar, não para honrar o santo, que muitos nem sabem quem é ele, mas para ver o artista conhecido, ouvir o conjunto de renome, encontrar clima propício a um maior gozo nem sempre honesto.
Muitas festas tradicionais já pouco mais têm de religioso que o nome do santo, que ainda ali aparece como motivo para as ofertas da gente mais velha lá da terra, que é a que ainda conserva alguma devoção e faz promessas. Muita outra gente da comissão, anda mais preocupada em que não falte tempo para o leilão e para a música, porque as despesas são muitas. Até já pede que as coisas da igreja se reduzam à missa e à procissão, uma vez que esta não pode deixar de ser. Assim, não se demore muito com coisas só de alguns e, ao fazer das contas, não haja prejuízos por causa da religião…
Uma ocasião de encontro de familiares e de amigos, que fazia vir à terra desde longe os que por lá andavam, foi-se tornando num momento de discutíveis misturas e barulho, que faz sair alguns dos que lá vivem à procura de terras mais sossegadas, impedindo até que venham à festa os que nunca faltavam. Afinal, deixou de ser a festa da terra com a sua mística e originalidade, para ser uma igual a todas as outras.
Importa-se tudo: ornamentações, conjuntos, pessoas. O de fora é que dá lustro à festa.
Porque se chegou aqui? Não faltam razões: o empobrecimento do sentido religioso nas pessoas, nas famílias e na comunidade, a invasão do profano, sempre passageiro e efémero, a publicidade aguerrida e teimosa de muitos intermediários do espectáculo… Tudo foi descentrando as pessoas do essencial da festa e debilitando os laços que, em momentos privilegiados como este, as uniam e tornavam solidárias.
Qualquer festa, com sentido cristão, não pode deixar de se reportar à Festa, a Páscoa de Cristo. Dela flui, de modo natural, verdadeira alegria, abertura fraterna, partilha espontânea, vontade de prosseguir, valorização do sagrado, expressões de gratidão e confiança. Sem descobrir e viver a Páscoa, qualquer festa religiosa perde o sentido.
A festa cristã repete-se em cada Domingo, dia pascal por excelência; nas celebrações sacramentais, acontecimentos pascais, por isso mesmo de Vida que nasce e cresce, se alimenta e recupera, se comunica e se compromete; na acção apostólica, gratuita e generosa; na solidariedade para com os mais pobres de todas as formas de pobreza.
A ausência de sentido cristão de festas que por aí se fazem é denunciada pela sua insensibilidade às crises sociais, ao sofrimento e até ao luto que emerge em dia de festa do lugar, ao desgoverno das despesas que esquecem as necessidades do dia-a-dia da paróquia ou do lugar. Festas que atordoam e esqueceu as que pacificavam e uniam. Simples leis não invertem o processo. Quantas vezes, para não criar mais problemas, até a Igreja passa ao lado e faz o seu caminho. A festa é útil e necessária, mas não assim.

António Marcelino
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 23 Abril , 2009, 12:24

O Livro é um Amigo

Nunca me cansarei de sublinhar a importância do livro e da leitura. Mas hoje, Dia Mundial do Livro, não posso deixar de o fazer, para ficar de bem com a minha consciência. Porque a leitura é uma fonte inesgotável de saberes e um extraordinário caminho que conduz ao sonho e à magia do encontro com outros povos e culturas, com o ineditismo de tantas civilizações. Pela leitura, de livros fundamentalmente, o leitor recria o seu imaginário, dá largas à sua imaginação, ocupa tempos livres, abafa tristezas, inventa alegrias.
O livro é, realmente, um grande amigo, sempre disponível, sempre à espera que nele peguemos, para, recatadamente, partirmos em viagens cheias de fantasias que preenchem a vida, levando-nos para longe de inquietações, situando-nos no bom que existe à nossa volta.
Hoje, Dia Mundial do Livro, pare uns minutos, sente-se comodamente e leia. Verá que tenho razão.

Fernando Martins
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