de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 30 Abril , 2009, 21:34

Dia 1 de Maio. Dia do Trabalhador

Faz-se uma interrupção no trabalho, um feriado, para comemorar o Dia do Trabalhador! É, no mínimo, paradoxal, esta lógica do ser humano!
Sendo um valor que acompanha o homem em todas as sociedades, tem sido encarado das mais diversas formas. A ironia que subjaz à expressão “O trabalho dá saúde que trabalhem os doentes!”, atesta de forma jocosa a ambivalência do conceito. É um valor, sim, para muitos, mas também uma imposição para tantos outros, que, não o acatam com prazer!
O aforismo popular “O trabalho não azeda” contraria o outro provérbio, “Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”. Afinal, sendo o povo detentor de uma sabedoria catalogada e milenar, também se contradiz nestas tiradas de sapiência!
O valor do Trabalho que a teacher interiorizou, por herança genética, tem o peso e o valor que os seus progenitores lhe transmitiram. Sempre observou, empiricamente, como os pais, desde tenra idade, o iam transmitindo.
Nesta perspectiva, discorda das políticas dos últimos governos, em relação a alguns apoios pecuniários, atribuídos aos desempregados do mercado laboral. Haveria múltiplas formas de ocupar as pessoas atingidas pelo flagelo do desemprego, dando-lhes tarefas, trabalho, num serviço cívico a prestar à comunidade. Para uma camada da população que não atribui ao trabalho, o valor, a dignidade que este confere, é mais fácil, cómodo e aliciante ficar à “boa vida”, sem fazer nada, sem despender qualquer esforço, e ter no fim do mês, a migalha, a esmola, o RSI (rendimento social de inserção) que o governo, displicentemente, lhes disponibiliza.
Para os que dão o corpo ao manifesto, que fazem pela vida, que se esfalfam para ganhar o pão nosso de cada dia, que fazem calos nas mãos... ou nas cordas vocais, essa medida é vista com desaprovação, desconforto, desconfiança.
Invoca-se aqui, a análise de António Aleixo:

Quem trabalha e mata a fome,
Não come o pão de ninguém!
Mas quem não trabalha e come
Come sempre o pão de alguém
!

Há sempre alguém que por falta de cabeça, de capacidades, de dignidade, prefere estar às sopas dos outros, neste caso concreto, do governo, a “vergar a mola” e trabalhar! Faz calos! Dizem alguns, preferindo ficar na indigência.
No seu percurso profissional, quando no final do ano lectivo se ocupava das matrículas, tarefa, já há muito desempenhada pelos DTs (directores de turma), deparava-se com esta cena tão caricata quanto insólita.
Algumas mães, quando acompanhavam os filhos nas matrículas e eram interpeladas sobre a sua profissão, respondiam que não faziam nada, que não trabalhavam. Eram domésticas!
A teacher remoía-se toda por dentro, contra esta assumpção de “inutilidade” de “indigência”, pois sabia que não correspondia à verdade.
Durante muitos anos, senão décadas ou até séculos, o trabalho doméstico não estava catalogado no rol das profissões que os pais dos alunos indicavam, aquando do preenchimento dos boletins de matrícula.
- Não limpa a casa?
- Não passa a ferro?
- Não cuida da educação dos seus filhos?
- Não zela pelos interesses da família?
Interrogava a teacher, levando as ditas mulheres “indigentes” a reflectir sobre a panóplia de afazeres que lhes preenchiam o dia.
Claro que sim, Sra Doutora, faço tudo isso! Era a resposta imediata.
E... ainda se atreve a dizer que não trabalha e que não tem profissão? Só porque não é remunerada? Não tem um patrão directo, com visibilidade para lhe exigir um horário rígido de entrar e largar o trabalho. Aposta a teacher que estas donas de casa que se esfalfam para que as suas tarefas sejam cumpridas, de tão compridas que são, têm isenção de horário de trabalho, como qualquer executivo de uma grande empresa! Estes, dadas as suas responsabilidades acrescidas, não têm horários rígidos, sim, todos sabemos, mas trabalham muito mais que os subalternos que lhes estão directamente dependentes. Ser dona de casa é uma missão e diria até, nos dias de hoje, uma profissão nobre!
Nos dias de hoje, o trabalho doméstico assumiu outro estatuto e tanto é considerado já como alternativa profissional, desempenhado por uma série de mulheres com formação académica diferenciada, como é partilhado pelos casais jovens. Estes, quando têm a sua actividade profissional, fora de casa, assumem a divisão das tarefas domésticas como incumbência de ambos. Só assim haverá a igualdade, tão propalada por um sector do mundo feminino, e os homens contribuirão para a harmonia familiar que é aspiração de todos.
E... doméstica, doméstica já é considerada uma profissão sem carácter sectarista, já que há elementos do sexo masculino a desempenhá-la também. E, à guisa de conclusão, apetece dizer: ou há moralidade... ou trabalham todos!

Maria Donzília Almeida
30.04.09
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 30 Abril , 2009, 18:04
D. Manuel Martins

Frei Nuno de Santa Maria foi finalmente canonizado.
Este acontecimento não mereceu grande atenção a boa parte dos portugueses, sobretudo a nível dos responsáveis do país e de alguns dos meios de comunicação social.
Não vem para aqui a questão dos milagres exigidos pela Congregação para a Causa dos Santos.
Adianto só que, com todo o respeito pelas disposições da Igreja, julgo sinceramente que tais milagres não deviam funcionar como condição para a glorificação dos cristãos.
Além de saberem a tentação de Deus, acontece que muitos deles não convencem. Já D. António Ferreira
Gomes, nas célebres “Cartas ao Papa” põe clara e corajosamente esta questão. A Igreja, quero dizer mais propriamente, a Comunidade dos cristãos sabe bem quem é santo e merece, por isso, ser glorificado. Ao que vêm tantos exames aos escritos, ao que vem a audição de tantas testemunhas, ao que vem a perscrutação dos sentimentos do povo relativamente a este ou àquele cristão que viveu e morreu com fama de santidade?
O nosso Frei Nuno há muito tempo que estava canonizado pelo povo.
Quem olha atentamente para a nossa História do século XIV não terá dificuldade em reparar que Portugal estava a perder a alma, estava a fugir de Portugal. E foi o Condestável D. Nuno que deu
Portugal a Portugal, que fez com que Portugal se reencontrasse e pudesse assim perspectivar futuro.
Sem D. Nuno, Portugal seria uma apagada lembrança da memória.
Se calhar, até seria bom que parássemos um pouco para nos perguntarmos se o Portugal dos nossos dias não andará a fugir novamente de Portugal, se Portugal não andará por caminhos que o levem a perder a sua alma e a sua identidade.
Bastaria para tanto pensar em leis que atentam contra a família, contra a vida, contra tantas situações que têm a ver com o humanismo que deveria acompanhar situações de saúde, de trabalho, de educação de justiça, de respeito por valores e tantas coisas mais. Portugal está a afastar-se da sua matriz. Melhor, por razões de falso e perigoso poder, por razões ideológicas e filosóficas, muitos estarão a obrigar Portugal a fugir da sua matriz.
Claro que os tempos vão mudando e operam-se transformações profundas na sociedade. O ontem pertence à história e muitas vezes não fica dele senão uma amarga saudade. Mas, o que nos fez e faz não pode mudar. O que nos estruturou e estrutura não pode mudar. Estamos numa hora magnificamente exigente. Oxalá sejamos capazes de a apanhar como se impõe.

Manuel Martins,
Bispo Emérito de Setúbal

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 30 Abril , 2009, 17:49



A Câmara Municipal de Ílhavo (CMI) adere ao Plano Nacional de Leitura (PNL), através de um protocolo com o Ministério da Cultura, numa cerimónia de assinatura agendada para hoje, 30 de Abril, pelas 17.30 horas, na Biblioteca Municipal de Ílhavo (BMI).

Com a assinatura deste protocolo, a CMI pretende levar os cidadãos a ler mais e melhor, proporcionando-lhes um maior acesso ao livro e à leitura, desde a primeira infância até à idade adulta. Também se pretende-se promover, de forma mais eficaz, junto das escolas e das famílias, o contacto com os livros e o gosto pela leitura.

Entre as várias obrigações, o PNL ficará responsável pelo apoio financeiro durante os próximos três anos aos Jardins-de-Infância e escolas dos 1.º e 2.º ciclos do Ensino Básico do concelho, com vista à aquisição de livros destinados a leitura orientada nas salas de aula e nas demais actividades curriculares.

Ainda foi agendada a assinado de um protocolo de Cooperação e Constituição da Rede de Bibliotecas de Ílhavo (Biblioteca Municipal e Bibliotecas Escolares). A Rede de Bibliotecas de Ílhavo é oficialmente criada por protocolo assinado, entre a CMI, os Agrupamentos de Escolas de Ílhavo, Gafanha da Encarnação, Gafanha da Nazaré, a Escola Secundária da Gafanha da Nazaré, a Escola Secundária Dr. João Carlos Celestino Gomes e o Centro de Formação da Associação de Escolas dos Concelhos de Ílhavo, Vagos e Oliveira do Bairro (CFAECIVOB), na BMI, enquanto sede do Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares (SABE).

Este é sem dúvida o culminar de uma realidade, baseada num trabalho contínuo de persistência, dinamização, promoção e divulgação de práticas que permitem dotar os seus leitores e utilizadores de competências nos domínios da informação e da literacia.

Ao longo destes últimos anos, o trabalho em equipa aproximou as nossas Bibliotecas Escolares e a Biblioteca Municipal na dinamização e promoção da leitura como factor primordial das aprendizagens.
Na mesma data, foi apresentado o Cartão de Utilizador RBI, a ser implementado no início do próximo ano lectivo, que permitirá, a todas as crianças e jovens que frequentam as Jardins-de-Infância e Escolas do Concelho de Ílhavo, aceder em simultâneo ao serviço de empréstimo nas Bibliotecas Escolares e na Biblioteca Municipal.

Fonte: CMI

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 30 Abril , 2009, 10:55

Marcos Cirino desfia recordações com muito amor à Gafanha da Nazaré


Marcos Cirino da Rocha, 87 anos, gafanhão de gema, vibra com as coisas da Gafanha da Nazaré. Conhece muito da sua história. Evoca com entusiasmo os assuntos em que se envolveu. Conta pormenores que escapam a muito boa gente. E insiste na ideia de que há pessoas que nos querem prejudicar, decerto marcado por tempos e comportamentos idos.
Fomos ouvi-lo um dia destes. Entrámos em sua casa e vimos miniaturas de barcos de várias épocas. Todos construídos por si. “À escala”, sublinha. Mas também vimos inúmeras pastas de documentos e processos relacionados com antigas, e talvez recentes, reivindicações e polémicas.
Fernando Martins
Leia toda a entrevista aqui

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 29 Abril , 2009, 18:29

O diário francês “Le Monde” de 22/23 de Março, dava conta de uma iniciativa original, a ganhar relevo nos tempos que correm, que, pelos seus objectivos, merece aplauso e, quiçá, seguidores onde vai grassando a peste tão nefasta da corrupção.

A iniciativa deste Clube deve-se a Eva Joly, magistrada franco-norueguesa, que teve de instruir o famoso processo ELF. Um processo que envolvia pessoas do seu país e de África, ligadas, de um e de outro lado, ao poder político e ao poder económico.

Os membros do “Clube dos Incorruptos” são magistrados que sentiram necessidade de pôr em comum as suas preocupações ante o dever grave, um verdadeiro desafio, de enfrentar e julgar casos de alta corrupção e de apreciar dossiers sobre o tema, que envolvem pessoas e entidades influentes, famosas e socialmente intocáveis.

Reúnem-se com regularidade para confrontar métodos usados e resultados obtidos, e para se apoiarem, mutuamente, nesta tarefa, quase sempre ciclópica e difícil, que, muitas vezes, termina sem resultados positivos, mesmo quando tudo já aparecia mais ou menos claro.

A corrupção, em alguns países de África, concluiu Eva Joly, quase sempre com raízes no Ocidente, tem posto em causa a democracia de muitos deles e até a sua sobrevivência como países. Manietado pela sofreguidão e cupidez de alguns poderosos locais, com apoios interessados, dentro e fora, e grande capacidade para mostrar inocência onde as culpas são evidentes e os resultados não escapam nem aos cegos, o papel da justiça é sempre difícil e muitas vezes inglório.

Entre os membros do Clube fazem-se confissões, individuais e de grupo, que, pelo seu teor e gravidade, merecem uma especial atenção por parte de quem pode, a nível internacional, ter alguma interferência positiva, se acaso ainda existe alguém, pessoas ou instituições, com tal poder e influência. São as confissões dos magistrados, pelo menos, um alerta urgente para outros países e nações, onde iguais problemas se vão avolumando e não são menores as dificuldades encontradas para lhes fazer frente.

O longo artigo do “Le Monde”, duas páginas recheadas, fala, por parte dos magistrados do Clube, de confissões dolorosas em virtude de combates perdidos, de ameaças e tentativas programadas de homicídio, de impossibilidade pessoal e de familiares de deslocação em privado, porque os conhecidos corruptos, quando sob investigação e juízo, lhes aparecem em qualquer canto, não pela preocupação de os saudarem ou de lhes proporcionarem auxílio.

A corrupção, que sempre existiu em graus diferentes, muitas vezes encoberta e outras sem que seja possível ver todo o seu alcance, torna-se cada vez mais grave e cresce em espiral, quando os valores éticos se evaporam e à justiça faltam meios ou determinação para a enfrentar, anular os seus resultados ou minimizá-los, no possível. Ela cresce, também, por contágio. O fascínio do dinheiro e do poder, dois aliados habituais, é tentação que se espalha e em que se cai, a muitos níveis.

Atenta a novas oportunidades, a grande corrupção ocupa o espaço da traficância, não apenas das drogas geradoras de toxicodependência, mas também de influências, espreita a permissividade do poder, pouco atento ou interessadamente desatento, goza dos favores de pessoas, locais e circunstâncias, tanto do poder absoluto, que também ele é, normalmente, corrupto, como das democracias, apáticas e sem espinha dorsal, embevecidas com a força dos resultados eleitorais, que depressa esquecem o que significa a promoção do bem comum, a justiça social e a defesa, corajosa e persistente, dos direitos individuais e colectivos. A corrupção não envolve só sofreguidão de dinheiro. Também se faz pela ânsia do poder. Mas a meada, por certo, tem duas pontas.

António Marcelino
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 29 Abril , 2009, 18:17

1. Esta quadra do ano é assinalada, de norte a sul do país e também em Aveiro, pelo espírito festivo dos estudantes, no seu diálogo com a sociedade envolvente e na manifestação pública da força das academias. Como se diz, tendo de haver tempo para tudo, trata-se de uma época saudável de festa, de encontros partilhados nos mais variados níveis, da cultura ao desporto, da música aos tradicionais cortejos académicos, passando pelos festivais de Tunas (o magnífico FITUA!), entre nós concluindo a Semana Académica com o momento celebrativo da bênção dos finalistas. Cada momento de festa, como cada dia, merecerá a melhor atenção; mas não poderá nenhum momento isolado infeliz diminuir o sentido comunitário das festas académicas.
2. O olhar crítico e derrotista poderá dizer que “não estamos em tempo para festas”. Com esta visão menor nunca se avançaria nada para lado nenhum. Tudo na justa medida terá o seu lugar e esta expressão de tradição típica nossa acaba por ser um sinal de vitalidade das gentes das próprias comunidades académicas. Pode-se aplicar a mesma mensagem das festas populares dos nossos lugares e nas nossas gentes: quando já não existir sequer motivação para estas realizações será sinal de comunidade sem laços comuns, desagregação do sentido de unidade colectiva. A festa nunca dependerá (essencialmente) da fartura ou crise económica, mas da vontade e motivação das pessoas e este é um valor inestimável a preservar. Querer será poder!
3. O rasgo de criatividade que percorre o país nas festividades dos estudantes do Ensino Superior também poderá ser um “ar fresco” de estímulos positivos e enérgicos… Diria o outro que de nada vale o “chafurdar” na crise! O tempo da vida é dom único, o valor mais precioso do mundo. Um tempo de pausa convivial nunca foi nem será incompatível com o rigor e o compromisso dedicado, mas também um desafio de frescura e qualidade lançado a todos. Aveiro é nosso e há-de ser! Assim seja!

Alexandre Cruz

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 29 Abril , 2009, 12:14

No molhe da Meia-Laranja, mesmo com céu enevoado, os pescadores não faltaram. E eram bastantes, um pouco por todo o lado. Na minha passagem, apenas vi um peixe a sair da água, preso ao anzol. Mas os pescadores lá estavam, pacientemente, à espera da sorte, ou do saber.

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 29 Abril , 2009, 11:59
Mensagem do Bispo de Aveiro

Bispo de Aveiro na Bênção dos Finalistas de 2008 (Foto do meu arquivo)



CONFIANTES NO FUTURO
AGARRAI O PRESENTE COM DETERMINAÇÃO


A festa da bênção chegou, finalmente! É um dia feliz e promissor, pólo de convergência de esforços e lazeres, de êxitos e fracassos, início de uma aventura que se deseja ainda mais feliz e afirmativa. É uma data assinalável na vida académica que encerra um ciclo de sonhos e abre horizontes novos a uma outra fase repleta de aspirações e ansiedades. É uma oportunidade única e solene na história da vossa afirmação pública que vos ajuda a assumir a complexidade do presente, a reconhecer o valor do passado e a dar largas às dimensões do futuro.

Por isso, a quereis celebrar com entusiasmo confiante, na companhia dos vossos familiares e amigos, em campo aberto e espaço público, de forma livre e assertiva, na presença de colegas e outros membros da instituição académica; por isso, a quereis celebrar em assembleia cristã que realiza a eucaristia dominical a que presido com a maior alegria.

Conseguistes! Podeis afirmá-lo com a certeza da experiência feita no dia-a-dia que, de vez em quando, teve de enfrentar surpresas e recriar energias. Aprendestes a assumir os desafios da vida, a descobrir as energias positivas dos obstáculos, a transformar as dificuldades em possibilidades e as crises em oportunidades; por isso, à ciência e à tecnologia, sempre apreciáveis, fostes juntando a sabedoria da relação humana, do valor das coisas, da riqueza do tempo, do alcance das opções, do sentido da vida; aprendestes a viver o dinamismo da esperança e a ética da responsabilidade. Aprendestes e quereis testemunhá-lo! Parabéns e oxalá que esta sabedoria vá crescendo com os anos, com o exercício competente de uma profissão responsável, com a cooperação em serviços de cidadania, com o envolvimento em acções de voluntariado.

A maneira construtiva de estar e intervir na sociedade relaciona-se muito com esta sabedoria aliada às outras capacidades e competências que humanizam a pessoa e desvendam o sentido da vida e da história. Sem uma visão englobante e sábia, fica-se prisioneiro de um saber específico, sectorizado, parcelar, desarticulado do conjunto social. E fica em risco a qualidade da sociedade e das suas múltiplas instituições que dependem, em grande parte, da consciência cívica dos seus membros em relação ao bem comum e da competência dos seus responsáveis nas áreas que lhes estão confiadas. Aliás o futuro harmónico da sociedade – como o demonstra a história recente - depende mais daquela sabedoria do que das competências científicas e técnicas.

Conseguistes! E haveis de conseguir ao longo da vida a realização superior do vosso ideal: ser feliz e fazer felizes os outros, aprender a saber e comunicar sabedoria, afirmar a individualidade e reforçar a sociabilidade, valorizar o que se alcança e dar alento ao que se deseja, escutar a voz da consciência onde ressoa a vibração dos sons do Transcendente, do Deus de Jesus Cristo, nosso amigo e confidente. Oxalá possais contar com o apoio indispensável para tão legítima aspiração e ousada ambição. Oxalá tenhais coragem de procurar grupos e associações que correspondam aos vossos anseios e proporcionem espaços de diálogo que facilitem o encontro de respostas. Contai com a disponibilidade da Igreja e dos seus movimentos apostólicos. Este serviço de acolhimento e busca faz parte da sua missão.

Caros finalistas, como experimentastes ao longo do vosso curso, não se pode viver sem esperança. É ela que garante o dinamismo da vida. É ela que perspectiva o presente rumo ao futuro. É ela que recarga energias para prosseguir esforços. Mas a esperança precisa de um fundamento sólido e de um horizonte iluminado, de uma rocha que lhe sirva de âncora e de um ideal que lhe proporcione o feixe de luzes do farol.

Que possais viver esta segurança na liberdade e alcançar esta luz na verdade, é o meu desejo sincero no dia feliz da festa da vossa bênção que, espero, se há-de prolongar por muitos anos.

Aveiro, 3 de Maio de 2009
António Francisco dos Santos,
Bispo de Aveiro
NOTA: Antecipo a publicação da Mensagem do Bispo de Aveiro, para uma maior vivência da festa e Bênção dos Finalistas.

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 29 Abril , 2009, 11:44


Folgo em saber que o Conselho Local de Acção Social do Município de Ílhavo (CLAS) reiterou, na sua última reunião, a importância do trabalho desenvolvido pelo Serviço do Atendimento Social Integrado, no sentido da concretização de uma intervenção social racional e eficiente, justa e preferencialmente geradora de estruturação da vida dos cidadãos necessitados, com o envolvimento de toda a comunidade e numa busca incessante de crescimento qualitativo. Nessa linha, importa que todos se mobilizem, tendo em visto a ajuda aos mais necessitados, em tempo de crise.


Fonte: CMI

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 29 Abril , 2009, 11:31


Contributos para os 250 anos da elevação de Aveiro a cidade


O Grupo Poético de Aveiro, que surgiu em 1993 como associação cultural empenhada no desenvolvimento, promoção e divulgação da poesia e da cultura de expressão portuguesa, irá brevemente editar mais um número da revista folhas – letras e outros ofícios, o número doze. Pretende com ele prestar um contributo para o assinalar dos 250 anos da elevação de Aveiro a cidade. Não que a revista deixe de ser o que é, um espaço aberto a todo o tipo de colaboração escrita, sobretudo poética, desde que a mesma apresente a dignidade que convém a uma revista literária. Neste espaço cabem os novos autores, ainda que nunca tenham publicado, e cabem os consagrados, ainda que diariamente apareçam em várias publicações.

Além da livre temática porque sempre se tem pautado a nossa revista, propomos desta vez o tema Memórias da cidade e das suas gentes, a todos os que, disponíveis para tal, não queiram deixar morrer este ou aquele episódio marcante, este ou aquele personagem inspirador ou inspirado, este ou aquele rincão ou espaço que se foi tornando confluente, onde os aveirenses dos diversos bairros e estratos sociais se foram fazendo sábios.

A nossa esperança é ajudar a salvar a memória do que ainda possa ser salvo mas, também, salvar a arte de viver com a riqueza e a consciência do passado, longe ou perto, que fez esta cidade.

Contamos com a vossa colaboração, maior ou menor, sem quaisquer preconceitos ou restrições. Aguardamos as vossas contribuições, em poesia ou prosa, não esquecendo que a publicação dos trabalhos estará sujeito à habitual selecção do grupo coordenador da nossa revista.

Nota: Os trabalhos podem ser enviados até 8 de Maio de 2009, por correio electrónico para:
grupopoeticoaveiro@gmail.com ou por correio normal para:
Grupo Poético de Aveiro - Casa Municipal da Cultura - Praça da República-3800 Aveiro

A Direcção

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 28 Abril , 2009, 21:33

O PÚBLICO dispensou a colunista Laurinda Alves, alegando exigências de contensão nas despesas. Tanto quanto sei, os restantes colunistas continuam ao serviço do diário que costumo ler desde o primeiro número. Fiquei triste, porque aprecio os escritos desta jornalista e escritora, fundamentalmente por seguirem a linha que há muito defendo, de apostar numa forma de estar na vida, sempre pela positiva. Tive pena, porque o PÚBLICO deixou de ter nas suas páginas uma profissional que aprecio, tal como muitos outros leitores.
Presumo que não houve na decisão do director, José Manuel Fernandes, uma motivação política, já que Laurinda Alves é candidata a eurodeputada pelo MEP (Movimento Esperança Portugal). A ser assim, é grave. Outros colunistas, contudo, na mesma posição, isto é, também candidatos a eurodeputados, Vital Moreira e Rui Tavares, pelo PS e pelo BE, respectivamente, ainda não foram despedidos, que eu saiba.
Num comentário que escrevi no seu blogue, não deixei de lhe manifestar a minha solidariedade, ao dizer-lhe que espero continuar a ler o que ela vier a escrever, onde quer que seja, porque Laurinda Alves tem o condão de nos ajudar a pensar. Só espero que ela não demore a fazê-lo. Estou convencido de que não hão-de faltar órgãos da comunicação social à altura da jornalista que o PÚBLICO dispensou.
Fernando Martins


Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 28 Abril , 2009, 21:04

1. À situação que se vem vivendo nos últimos meses junta-se agora o alerta de saúde pública que a OMS – Organização Mundial de Saúde confirmou devido à chamada gripe mexicana. É como se de repente um conjunto de elementos se juntassem diante dos quais urge (re)agir na perseverança confiante dos grandes valores que poderão fermentar novas vias de solução, um dos quais é a solidariedade. Os tempos que vivemos são de reposição das grandes questões, de modo a reinventar para novos quadros de problemas as inovadoras respostas. Não chegam as respostas habituais diante de cenários efectivamente novos. Para descortinar amplas soluções, assim, torna-se imperativo, consequentemente, a arte de saber relançar as questões essenciais, desmistificando certas visões mecanizadas e abrindo novas vias.
2. As perguntas sobre os valores, as políticas, a sociedade civil, as economias, a justiça, a saúde, as redes sociais, a subsidiariedade, a solidariedade global como o desafio do século, o respeito ambiental… hoje entrecruzam-se não havendo margem para respostas simplistas. Há empresários heróis, existirão gestores oportunistas; há trabalhadores dedicadíssimos, existem trabalhadores “à boleia”; existem dados da economia com pressupostos de responsabilidade social, e existem outras visões e práticas que reflectem a noção “selvagem” que estás nas mãos que as comandam. Este tempo das grandes questões ajuda a diferenciar para não generalizar mas sim: compreender. Importa, por isso, fugir às épocas políticas pródigas em maximizar intencionalmente, urge que todo o político dos cidadãos se envolva na reflexão que pode gerar mais fruto.
3. Da organização da CEP, está agendado um grande Simpósio para 15 de Maio (no Centro de Congressos de Lisboa, antiga FIL), com a temática: Reinventar a solidariedade (em tempo de crise) – reconhecer, inspirar, mobilizar. Site: http://www.reinventarasolidariedade.org/
Reflexão aberta à sociedade civil!
Alexandre Cruz

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 28 Abril , 2009, 15:43

Domingo, 3 de Maio, 11 horas, na Alameda da Universidade

Finalistas de 2008 (foto do meu arquivo)

UM PASSO NO FUTURO

Antes de partir, a nossa mesa redonda!

Num tempo que voou,
Porque o vivemos a brilhar,
Foram anos, trabalhos,
cadeiras e canseiras sem parar!

A todos, foram imensos,
Eis chegada a hora de reconhecer:
Olhar para trás, sentir o vencido mar,
À Ria, às gentes de Aveiro agradecer!

E se ao futuro a incerteza pertence
Na hora sempre sofrida de partir,
Fica-nos o sabor bem especial
Da arte da esperança sentir!

A Bênção é a nossa festa especial,
Finalistas da academia vamos cantar!
É o dia da unidade e grito maior
Que nos leva aos céus a Deus louvar!

Será, em mesa universal, a aula maior
Onde a abundância da paz todos encanta…,
Símbolos e Cursos, na Alameda, projectam o melhor…
O sonho, o futuro, triunfo de agiganta!

cobef comissão bênção dos finalistas

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 28 Abril , 2009, 15:13

O antigo Presidente da República Mário Soares disse ontem, como ouvi na rádio, que se envergonhava de, passados 35 anos após o 25 de Abril, ainda não ter sido erradicada a pobreza entre nós. O País foi democratizado, a descolonização aconteceu, mas o desenvolvimento tarda em instalar-se na nossa sociedade. Os três D, afinal, estão em grande parte por cumprir. Mas a pobreza, santo Deus, é que teima em criar raízes em Portugal. As dificuldades dominam a situação e os pobres estão cada vez mais pobres. Como é isto possível? Quem pode andar por aí sem se envergonhar?
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 28 Abril , 2009, 15:04
A fragilidade em que vivemos está bem patente na ameaça de pandemia que aí está, com a gripe suína a preocupar toda a gente. Foi há tempos a gripe das aves, como tem sido com outras doenças. O homem vive, realmente, na corda bamba. E se é verdade que algumas pandemias podem ser anunciadas, como esta está a ser, também é certo que há outras que se insinuam sem ninguém dar por ela. Em Portugal, pelo que se sabe, ainda não entrou. Mas todo o cuidado é pouco. E já repararam que a mola real das pandemias assenta na globalização?
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