de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 24 Março , 2009, 23:32

Fermentar Esperança

1. Uma boa parte dos diagnósticos está feita. O caminho que conduziu à crise (financeira, económica, social…) de sociedade actual vai-se descortinando do amplo novelo de redes que tudo liga. A tendência humana com facilidade esvai-se mais para o discursivo que para o ser pró-activo do compromisso histórico de todos. Dos dinamismos mais impressionantes que pode resgatar do pessimismo é a esperança; mas esta não existe por si, tem raízes profundas que escapam às fórmulas e às coisas utilitárias. O tempo de primavera comunica-nos esse imperativo do melhor para o futuro, renovação da natureza que reflecte uma lei de novidade infinita que tudo envolve.
Alexandre Cruz
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 24 Março , 2009, 12:37

Mike Davis/Porto de Aveiro, de Delmar Conde, vence Regional de Cruzeiros. Esta embarcação aveirense, em representação da Associação Náutica da Torreira, não deu hipóteses à concorrência e conquistou mais um troféu, aproveitando as excelentes condições climatéricas que se fizeram sentir durantes as três regatas que pontuaram para o Troféu Milaneza - Campeonato Regional de Cruzeiros, no campo de regatas de Leixões.
O número de barcos superou todas as expectativas, o mesmo valendo para a qualidade competitiva das tripulações.
No cômputo final, e para a Classe ANC, a vitória coube ao DC1200 Mike Davis/Porto de Aveiro, de Delmar Conde, seguido do Gindungo de António Alegre com o Cocoloco de Rui Ferreira a fechar o pódio.
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 24 Março , 2009, 12:23

A primeira viagem de Bento XVI gerava, logicamente, uma grande expectativa. Era uma ocasião histórica que chegava num momento em que o Papa se via debaixo de duras críticas no Ocidente.
Já escrevi anteriormente que o actual Papa não é facilmente decifrável pela comunicação social, ainda que admita que a relação não funciona bem por falhas de parte a parte. Mais uma vez, contudo, foi visível que Bento XVI está condenado a ser julgado, quase em permanência, na base de uma série de clichés: conservador, duro, retrógrado, eurocentrista, etc.

É verdade que boa parte da imprensa deste lado do mundo ficou presa no "caso" do preservativo. Também é verdade, contudo, que a viagem foi muito, muito mais do que essa resposta, ainda a bordo do avião, e seis dias em solo africano merecem uma abordagem bem maior.

Diria, antes de mais, que a ideia de fundo que se aplica a todas as matérias abordadas é sempre a mesma: se os africanos não assumirem as suas responsabilidades, não se sentirem protagonistas, não são ajudas vindas de fora que irão resolver o problema.

Mais surpreendentes ainda do que as reacções às considerações do Papa sobre o uso do preservativo no combate à SIDA - sente-se em muitos meios uma estranha necessidade de criticar Bento XVI - foram as avaliações que menorizavam as intervenções papais em solo africano.

Não sendo o seu território preferido, o actual Papa pareceu bem preparado em relação ao que iria encontrar em África - onde as pessoas fizeram questão de mostrar que gostam dele - e há questões que dificilmente fazem parte de uma perspectiva "europeísta" do mundo: guerras civis, pobreza, tribalismo e rivalidades étnicas, má governação, corrupção e violação de direitos humanos, desigualdade entre sexos e marginalização das mulheres, práticas desumanas e exploração dos recursos naturais por uma globalização injusta.

Para o Papa, África deve reencontrar o seu lugar mundo e ser, no século XXI, um farol para a Igreja e para toda a humanidade. "Reconciliação, justiça e paz" são as palavras que serviram de fio condutor da viagem e servem como uma espécie de "até já" para o II Sínodo dos Bispos africanos, que decorrerá em Outubro, no Vaticano, precisamente sobre esses temas.

Uma palavra final para Angola. Ao escolher visitar esta Igreja lusófona, saída de décadas de guerras terrivelmente destrutivas, o Papa quis mostrar ao resto do continente qual é o caminho que está destinado aos católicos nos vários processos de reconstrução que o fim das ilusões criadas pela independência gerou em África.

Octávio Carmo

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 24 Março , 2009, 12:15

A Câmara Municipal de Ílhavo comemora hoje, dia 24 de Março, o primeiro aniversário do Centro Cultural de Ílhavo (CCI), com a inauguração de uma Exposição de Júlio Resende, pelas 18 horas. Na altura, o presidente da autarquia, Ribau Esteves, fará o balanço do primeiro ano de vida deste espaço cultural, sublinhando os propósitos anunciados no dia da inauguração: “O Centro Cultural de Ílhavo é uma nova capacidade de crescimento cultural e social, uma nota de qualificação urbana e uma aposta na produção e na promoção cultural de valores locais e universais.”
Durante este ano o CCI contou com a adesão de 33 mil pessoas a 120 acções realizadas, com relevante sucesso, utilizando muitas e variadas formas de cultura, como refere o Newsletter da CMI.
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