de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 21 Outubro , 2008, 18:04

O retorno das filosofias

1. Foi uma agradável surpresa de há dias o facto de no Brasil haver uma forte aposta, em termos educativos, na área de filosofia. Nas escolas dos vários níveis ela pertence aos programas dos sistemas (abertos) educativos, sabendo-se da importância do pensar para melhor compreender e agir. As próprias ciências sociais, humanas, políticas, psicológicas e neurociências, todas as abordagens da própria analítica tipológica dos comportamentos humanos precisa do horizonte interpretativo que a profundidade sistemática da reflexão filosófica propicia. Dos lados orientais do planeta esse potencial filosófico está garantido como inalienável património cultural. No ocidente fomos querendo instrumentalizar tudo, colocando na prateleira esta face pensante e reflectida da vida.
2. Ainda que tenha lugar um olhar crítico de suspeita sobre as visões metafísicas da filosofia, o facto é que tanto a ansiosa busca de sentido como sucessos literários semelhantes ao livro de Lou Marinoff (2002), Mais Platão, Menos Prozac, são bem reflexo dos desafios da realidade do tempo actual. O castelo social precisa de alicerces, a humanização dos sistemas de um fundamento condigno, a subsistência das éticas, a plataforma das religiões e das políticas… tudo o que move precisa do pensar e repensar como atitude filosófica espontânea comum que, para alguns, atingirá a capacidade sistemática de organização como pensamento a ser proposto. A urgência de pensar o agir é premência contínua mas ganha tanto mais pertinência quanto mais acelerada for a vida pessoal-social.
3. O desafio da quantidade dos tempos presentes precisa da garantia de qualidade. Esta, como dinâmica inspirada de reinvenção, provém do rasgo e da capacidade indispensável do pensamento. Não admira que países como o Brasil apostem na tecla certa para um desenvolvimento valorativo e uma humanização social de futuro. A tecnologia vai estando garantida. A filosofia, que lugar (nos) ocupa?
Alexandre Cruz

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 21 Outubro , 2008, 17:38


É sempre com muita alegria que recebo notícias dos nossos emigrantes. Elas são a prova de que lêem os meus blogues e a certeza de que continuam sensíveis aos que se passa na nossa terra. Hoje ofereço parte de um e.mail do João Rodrigues, um gafanhão que não vejo há anos.

“Gostava de fazer uma proposta... Frequentemente se fala no seu blogue acerca dos barcos bacalhoeiros, das secas, etc. Mas pouco se fala da ciência da construção de tais barcos. Os que sabiam construir tais embarcações estão a morrer, quase com a mesma frequência de grandes "símbolos"da nossa terra, e com eles toda uma ciência que bem poucos conhecem... Quantos contos e narrativas daí se poderiam tirar... Seria um grande favor para a história da Gafanha se alguém se propusesse a documentar tais factos. E segundo parece não há melhor qualificado de que o professor Fernando.
E [outras pessoas], que tanto bem fizeram a muitos... será que as poderia entrevistar? Por favor, continue a falar da nossa gente com o mesmo brio e orgulho de sempre.
Tal proposta vem ao encontro dos muitos artigos no blogue "Galafanha", que, para gente como eu, são um elo muito forte que nos une par além dos continentes.

Obrigado, uma vez mais, pelo grande trabalho que está fazendo para benefício de todos os gafanhões.”
Um abraço

João Rodrigues

NOTA: O João Rodrigues vive e trabalha num país sem acentos. Por isso, tive de fazer as devidas correcções. Diz o João que eu sou o "melhor qualificado" para escrever sobre o tema que sugere. Não é verdade. Há muita gente nas Gafanhas que sabem muito mais do que eu sobre esse assunto e sobre outros. Pode ser que eu convença algum a colaborar no meu blogue. Mas tens razão, João Rodrigues, quando dizes que há "símbolos" que começam a desaparecer, sem que alguém se preocupe com isso. Há tanto que fazer...
Um abraço
FM

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 21 Outubro , 2008, 17:21

Com o objectivo de fomentar hábitos de leitura nas camadas jovens, criar e consolidar hábitos de escrita, valorizando a expressão literária, a Câmara Municipal de Ílhavo vai realizar a oitava edição do Concurso Literário Jovem.
Este concurso é dirigido aos alunos das Escolas do 1.º, 2.º e 3.º Ciclos, assim como do Ensino Secundário, podendo participar alunos de qualquer estabelecimento de ensino do Município de Ílhavo, até ao 12º ano de escolaridade, que poderão concorrer nas modalidades de texto narrativo e texto poético.
A todos os autores será entregue um certificado de participação, cabendo, ainda, aos três primeiros classificados de cada categoria, prémios sob a forma de material didáctico.
O prazo de entrega dos trabalhos decorre até ao dia 13 de Março de 2009, devendo os mesmos ser entregues por mão própria ou enviados por correio, com aviso de recepção e endereçados para a Câmara Municipal de Ílhavo - VII Concurso Literário Jovem - Avenida 25 de Abril -3830-044 Ílhavo.


Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 21 Outubro , 2008, 14:46

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