de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 01 Outubro , 2008, 18:46

Alguém me alertou, há momentos, para o facto de hoje se celebrar o Dia Mundial do Idoso. Confesso que não tinha dado por isso, embora tivesse obrigação de estar a par do que me diz respeito. Tarde e já com o dia a fenecer, aqui venho lembrá-lo. Não tanto por mim, mas pelos menos jovens que por aí andam sem voz nem vez para se fazerem ouvir.
Fosse ele um dia qualquer dedicado a qualquer coisa, por mais banal que estivesse nas preocupações das pessoas, e seria certo e sabido que toda a gente andaria à cata de lembranças para homenagear os seus idosos. Sim, todas as famílias, mesmo que não creiam nisso, têm idosos. Então, como é o Dia Mundial do Idoso, não vi nada. Mas tenho pena, porque os idosos, por enquanto, ainda são gente que vive e sofre, que trabalha e luta, que teima em se afirmar na sociedade, por mais que ela insista em ostracizar quem não tem poder reivindicativo.
Afinal, se pensarmos bem, os velhos começam a estar em maioria no mundo. A esperança de vida tem aumentado a olhos vistos, a medicina e a cirurgia lá vão ajudando a curar maleitas para o povo mais cansado se aguentar de pé, e vivo, e ainda ninguém, que eu saiba, teve coragem de esquecer de vez os menos jovens, por um qualquer decreto. Porém, há famílias que os arrumam numa daquelas casas a que chamam lares, mas que de lares não têm nada. Falta-lhes, realmente, imensas vezes, a capacidade do afecto para serem lares.
Eu, que já ando na terceira idade, consolo-me de saber que todos temos, presentemente, a perspectiva da quarta idade, o que significa o direito ou a oportunidade de andar por aqui, por este mundo, a olhar o sol, a contemplar as estrelas, a apreciar miragens, a admirar a beleza das flores e o sorriso das crianças, a sentir o calor humano, a ver e a estimular o palpitar de quantos lutam para sobreviver no mar encapelado de economias que castram a solidariedade. Solidariedade que tantos idosos reclamam, sem que os oiçam.
A minha simpatia para todos os idosos. E uma flor, claro, para a idosa que me alertou para o dia que hoje todos devíamos comemorar. Por estarmos vivos e por querermos continuar a viver com dignidade.

Fernando Martins

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 01 Outubro , 2008, 17:57
Amanhã, 2 de Outubro, 9.30 horas
Para proferir uma palestra sobre “A crise dos estudos literários”, integrada na sessão inaugural de um Colóquio Internacional, estará amanhã na Universidade de Aveiro o conhecido e prestigiado ensaísta Eduardo Lourenço.
A sessão está agendada para as 9.30 horas, no edifício da Reitoria, e marca o arranque do colóquio intitulado “Culturas literárias: novas performances e desenvolvimento”.
Durante dois dias, investigadores de vários pontos do mundo vão reflectir sobre políticas de desenvolvimento cultural e debater “os efeitos dos novos sistemas de informação e de comunicação na criação literária e nas indústrias culturais”.
Fonte: CV
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 01 Outubro , 2008, 17:43

Dar lugar à Música!


1. Se formos a pensar bem o que representa a música como património, aspiração e mesmo projecto de Humanidade, ficamos sempre com um amargo de boca ao assinalarmos o dia 1 de Outubro como Dia Mundial da Música. Diz-se que saber música é importante mas, de facto, dá-se-lhe pouco lugar. Em Portugal, ser músico, como ser artista, é uma luta pela sobrevivência. Os génios salvam-se sempre, mas o corpo médio dos músicos onde depois brilharão as estrelas, padece da ausência de apostas firmes, sérias e programáticas. Um pouco por todo o país, heroicamente, vão sobrevivendo as bandas musicais e algumas orquestras; são muitas as colectividades que pela música conseguem juntar populações dispersas, a partir dos valores e sensibilidades musicais.
2. Volta e meia destaca-se que até para aprender matemática a formação musical é um trampolim surpreendente. De quando em quando salienta-se a «educação artística» como chave de desenvolvimento dos povos, a partir das matrizes das culturas. Mas sente-se que a música, como outras áreas artísticas, está claramente na periferia; se houver tempo, completa-se o “mapa”…! A era actual é a da ansiosa procura das tecnologias, deitando a perder as Humanidades e as Artes. Por isso vamos ficando mais pobres… Ainda assim, simultaneamente, brota algum despertar estimulante para cenários que virão em que será a riqueza das diversidades culturais, artísticas e musicais, o maior emblema dos povos…
3. Como trazer para o “centro” dos sistemas educativos a área artística e musical? Como elevá-la a ponto de a considerar insubstituível na formação das novas gerações? Não chega o remendo... Há inteira compatibilidade entre a fronteira das tecnologias de ponta e um humanismo que sensibilize a comunidade humana para os valores artísticos… Ou não será que tocar numa orquestra não dá espírito de equipa, estética e ética?!

Alexandre Cruz

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 01 Outubro , 2008, 14:21

Passei hoje pelo monumento erigido à memória de Manuel Fernandes Thomaz (1771 - 1822), natural da Figueira da Foz. Conhecido por "Patriarca da Liberdade", liderou a revolução de 24 de Agosto de 1820, instaurando a liberdade e a independência de Portugal. Dinamizou as Cortes Constituintes e foi o primeiro redactor da Constituição de 1822.
No monumento há a seguinte inscrição:
E quem choramos nós:
quem lamentam os portuguezes?
Um cidadão extremado;
Um homem único;
Um benemérito da Pátria;
Um libertador d'um povo escravo:
Manuel Fernandes Thomaz
1771 - 1822
Almeida Garrett

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 01 Outubro , 2008, 13:59

A Igreja Católica vai dedicar neste mês de Outubro uma particular atenção ao Mundo Missionário, desenvolvendo nas suas comunidades uma série de actividades destinadas a promover a Missão, como "urgência e prioridade". Assim leio na Ecclesia online. Penso que este desafio é cometido a todos os cristãos, pela acção e pelo testemunho no dia-a-dia. Pela acção, avançando para terras de missão, que podem estar no nosso próprio país, e apoiando quem deixa tudo pela causa da fé; pelo testemunho, pondo em prática na vida o mandamento novo de Cristo, que nos diz: amai-vos uns aos outros como eu vos amei.
O Papa Bento XVI recomenda que comecemos a viver já o Dia Mundial das Missões, que se celebra no terceiro domingo de Outubro, em torno do lema "Servos e apóstolos de Jesus Cristo", enquanto alerta para a situação em que se encontra o mundo. Diz ele: “Se por um lado mostra um grande desenvolvimento económico e social, por outro oferece-nos fortes preocupações sobre o futuro do próprio homem.” Para pensar.
Fonte: Tema e fotos da Ecclesia
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