de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 22 Setembro , 2008, 17:45

O tempo do regresso

1. O retomar das actividades impele-nos ao reerguer de projectos. Nos cenários de um surpreendente mundo em convulsão transformadora, e em que não podemos fugir dele mas actuar renovados nele, o estabelecer de objectivos ambiciosos que consigam gerar pontes de cooperação na busca de soluções é, hoje, uma claro sinal da necessária e inspirada procura revitalizadora. O mundo está como os humanos o fazem. E diante dele sempre houve, pelo menos, duas tentações: a cómoda “fuga ao mundo” típica de quem julga ter adquirido já a verdade plena, como se ela não existisse para o aperfeiçoamento comunitário; ou o diluir-se de tal modo no mundo perdendo a força crítica, afogando-se no conformismo, no deixar andar, no não vale a pena.
2. O retomar dos vários níveis de actividade, como a função educativa do aprender escolar, a missão política de servir o bem comum, as propostas de sentido de vida das Igrejas, os projectos de concertação social, humanitária e cultural, os novos programas das grelhas televisivas, os futebóis, as músicas, os espaços comunitários, tudo o que se move e pode mobilizar para uma sociedade melhor, especialmente em tempos de apregoada crise, em todos os recantos teria sentido fazer aquela “pausa” que pode gerar objectivos nobres em ordem a sermos, pelo menos, melhor Humanidade. Tudo porque a sabedoria e a bondade educativa que dessa pausa provêm também podem ser antídoto inspirador para tantos dos males sociais.
3. Após a pausa veraneante, chegado o Outono, retomamos. É o sexto ano, agora com outro nome: «o fio do tempo». Depois de alguns anos com «Universalidades» e o ano passado com a «Linha da Utopia», agora avançamos sobre «o fio do tempo». Não o meteorológico! Mas sobre os sinais do tempo actual. Único, todos actuamos nele!

Alexandre Cruz

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 22 Setembro , 2008, 10:41

FOLCLORE AO LADO DOS VELEIROS

Quem participa em cerimónias oficiais, no âmbito da freguesia ou do município, regista, com gosto, a participação do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré (GEGN), bem como de outras instituições culturais. Nas festas que se realizaram este fim-de-semana, referenciadas neste meu espaço, sublinho a representação de um par de gafanhões antigos, concretamente, dos princípios do século passado.
A Isabel e o Acácio, casal na vida real, membros do GEGN desde a primeira hora, apresentaram-se como gafanhoa em traje de inverno e como feirante, para mostrar as modas doutros tempos. Fizeram-no agora como o têm feito por todo o país e até pelo estrangeiro, onde o Grupo se desloca, na sua missão de exibir, com galhardia, o folclore da região das Gafanhas.
Ontem, o GEGN, para além da responsabilidade de organizar os festejos em honra da Senhora dos Navegantes, em parceria com o Stella Maris e com a paróquia de Nossa Senhora da Nazaré, e ainda com o apoio da Câmara Municipal de Ílhavo, da Administração do Porto de Aveiro e de outras entidades, oficiais e particulares, também ofereceu um Festival de Folclore, que contou com a participação do próprio Grupo e dos Grupos de Cantares da Associação Cultural da Azurara da Beira (Mangualde) e Danças e Cantos dos “Olhos de Água” (Pinhal Novo - Palmela). Soube bem saber que, afinal, o Folclore teve o seu lugar ao lado dos Grandes Veleiros, que atraíram milhares de pessoas à nossa terra.
FM
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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 22 Setembro , 2008, 10:04

O Castanho e as Castanhas vêm aí

Não podemos exigir das estações do ano aquilo que elas não têm a obrigação de dar. O Outono, que hoje começa, está no seu legítimo direito de começar com chuva e, para já, sem sol à vista. Querer o contrário, isto é, um dia luminoso e bonito, é pedir o ilógico. Portanto, há que aceitar a natureza, com tudo o que ela tem para nos oferecer em cada época do ano. O importante, a meu ver, é criarmos em nós o gosto por descobrir no Outono, se possível, o belo até no horroroso. Será um exagero, mas tem uma pontinha de verdade.
Assim, até me está a saber bem ouvir a chuva a cair nesta manhã sombria, sem ponta de sol, sem ponta da alegria esfusiante que um dia de Primavera ou de Verão nos pode proporcionar.
E não é verdade que, com o Outono, vamos poder apreciar a beleza e a riqueza do castanho com todos os seus matizes? E também não é nesta época que podemos saborear as castanhas assadas, mesmo que elas venham embrulhadas numa folha de jornal ou de lista telefónica?
FM
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