de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sábado, 13 Setembro , 2008, 20:12
Segundo o EXPRESSO de hoje, Mariano Gago, ministro da Ciência e do Ensino Superior, "'Indignado com o 'carácter brutal da esmagadora maioria' das praxes académicas, promete denunciar à Justiça todos os que pratiquem ou consintam rituais violentos. Já era tempo de alguém falar duro contra práticas 'humilhantes'". Subscrevo inteiramente esta posição de Mariano Gago.
FM

Editado por Fernando Martins | Sábado, 13 Setembro , 2008, 14:23
Neste jogo, todos ganharam



JOGO DA MALHA RESISTE AO TEMPO

Passei hoje pelo Stella Maris, clube da Obra do Apostolado do Mar, a comemorar 25 anos do seu edifício-sede, como tenho sublinhado neste meu espaço. Fui para assistir, mesmo a correr, a um torneio de malha. A iniciativa foi da direcção do clube, que contou com a participação dos Amigos da Malha, da Carvalheira, lugar pertencente ao concelho de Ílhavo.
A Malha é um jogo tradicional a passar de moda em muitos lados, que outros jogos, mais sofisticados, vão ocupando o seu lugar. Mas na Carvalheira, “a catedral do jogo da malha”, no dizer do presidente daquela associação, António Gomes, há muita gente, sobretudo jovens de diversas idades, que teimam em manter viva esta tradição, a par de outras, resistindo ao tempo. Os Amigos da Malha, para além de organizarem torneios a nível local, ainda participam noutros de âmbito nacional. Neste torneio, afiançaram-me, todos ganharam.
Joaquim Simões, presidente do Stella Maris, animado pelo desejo de dinamizar o clube, tomou este iniciativa, que culminou com as tradicionais fêveras assadas na brasa. Garantiu-me ele que o importante é oferecer alternativas saudáveis às pessoas, proporcionando encontros, onde o convívio ao ar livre é muito salutar.
As celebrações das Bodas de Prata do edifício-sede do Stella Maris terminam no próximo sábado, com uma exposição, um concerto musical pela Filarmónica Gafanhense e uma eucaristia, às 18 horas, presidida por D. António Francisco, Bispo de Aveiro. Esta eucaristia integra-se na festa da Senhora dos Navegantes.

FM

Editado por Fernando Martins | Sábado, 13 Setembro , 2008, 13:52


Na modernidade, segundo a expressão célebre de Max Weber, a ra-cionalidade, a ciência e o materialismo "desencantam" o mundo, mas "não esgotam a necessidade humana de encontrar um sentido para o universo e para a existência". Quem o escreve é Martin Legros, no número de Setembro da revista Philosophie Magazine, que, no quadro do actual "reencantamento do mundo", segundo Peter Berger, apresenta quatro cenários, entrecruzados, para "esta contradição entre racionalidade e aspiração à espiritualidade, matriz do século XXI".
O primeiro cenário é o do retorno das religiões tradicionais renovadas. Segundo M. Eltchaninoff, há razões para o sucesso das religiões ditas clássicas. Face ao desenraizamento citadino, descobre-se que é essencial o laço comunitário e social das religiões. Com a oferta de um quadro de rituais colectivos, narrativas, símbolos, interditos, elas "estruturam a relação com o transcendente".
O segundo cenário é o do ateísmo enquanto combate da razão contra o fanatismo e a superstição e resposta aos enigmas humanos. A ciência e a técnica poderão substituir a religião. O processo de secularização acelerar-se-ia mediante "a convergência das nanotecnologias, das biotecnologias, das ciências da informação e cognitivas". Depois, para quê a religião quando o último limite, a morte, também ele for "talvez afastado"?
Os sociólogos constatam "desregulação" e individualização na fé, podendo Jean-Paul Willaine sublinhar que agora "as pessoas que se identificam como religiosas são menos crentes que antes e as 'sem religião' são menos ateias que antes".

Anselmo Borges

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