de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 21 Maio , 2008, 18:31
Em GALAFANHA fala-se da Gafanha da Nazaré. Mas também das outras Gafanhas, porque são da mesma família ou aparentadas. Aceitam-se opiniões credíveis. Referentes ao passado, mas também ao presente. Sempre a pensar no futuro.
O que de importante se disser sobre a nossa terra, das orígens aos tempos actuais, ali ficará alojado para quem quiser saber. Mas seria muito interessante que todos os gafanhões dessem as suas achegas. Vamos a isto?
De qualquer forma, não deixarei de lembrar neste meu espaço o que lá for editado.
Fernando Martins
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 21 Maio , 2008, 16:19


O Presidente da República levantou, no dia 15 de Abril, um problema que não deixou mais de ser falado nos jornais, na rádio, na televisão, nos encontros partidários e outros. Sinal de que o tema é actual e sobre ele há muitas opiniões. Disse, então, o Presidente do pouco interesse dos jovens pela vida política. Multiplicaram-se as explicações, que não têm terminado, sobretudo por parte dos partidos políticos que vieram agora dizer números e afirmar que, nos grandes partidos, cinquenta por cento dos aderentes inscritos são jovens.
Talvez fosse mais honesto e sério, em vez de se tentarem justificações em contrário, pensar na gente jovem que conhecemos e interrogarmo-nos sobre o que julgamos que comanda as suas vidas, o seu mundo e os valores que o norteiam, os seus interesses e o modo como se concretiza. Ver se é só a política que os deixa mais ou menos insensíveis, como muitos deles afirmam de si e dos seus amigos e colegas, ou se o mesmo se passa em relação à vida associativa em geral, sindicatos, movimentos vários e associações de todo o género.
Todos os adultos falam dos jovens, normalmente sem os ouvir, e multiplicam opiniões sem confronto com o seu pensar e o seu agir. Por mim, penso que os jovens estão mais desinteressados dos adultos e do seu mundo de interesses, que das realidades sociais fundamentais. Frequentemente, são críticos em relação a esse mundo que lhes diz pouco, pelas teias que o tecem e os enredos em que se desenvolve.
Há tempos, ouvindo um dirigente sindical que lamentava, num encontro de cristãos militantes operários, o pouco interesse dos jovens pela vida e pelas lutas sindicais, não foi difícil chegar-se a acordo sobre algumas razões: o seu problema era então e continua a ser o primeiro emprego e a preocupação dos sindicatos andava mais na defesa dos direitos dos que já trabalhavam e, também, as experiências de contactos havidos, sem que se lhes desse tempo para questionar e opinar, não fora de molde a criar laços.
Todos sabemos que os jovens, em geral, reagem às instituições. A afirmação de independência que lhes é própria, a reacção a formalidades e a mundos fechados e o seu sentir próprio, não se coadunam muito com eles. Mas não é assim a cem por cem por cento. Quando vivem ou frequentam, com regularidade, ambientes que lhes ajudam a ter um sentido na vida, quando podem ser protagonistas e não meros súbditos de normas vindas de fora, quando têm com eles, lado a lado, adultos que os respeitam e os tomam a sério, os jovens aderem a movimentos dinâmicos e vivos, são criativos, descobrem em si , com a alegria, capacidades que nem imaginavam, vêem os outros com olhos novos.
Mesmo assim, muitos deles não são constantes, nem persistentes nos seus projectos e nos deveres assumidos. Cultivam os seus humores, gostam de navegar no vento, são propensos a ir, de vez enquanto, dar uma volta, movidos por afectos imediatos. É a normal inconstância e a fragilidade da idade, que também atinge adultos de quem é legitimo esperar mais maturidade.
Os movimentos e associações de jovens, normalmente têm menos a estabilidade e estão aí bem alguns adultos, pacientes e sábios, para garantir a sequência dos projectos e a reflexão, mais serena e menos emotiva, quando se torna necessário. Mais para ajudar a pensar, que para substituir o pensamento.
Na política partidária as coisas são diferentes. O contacto com jovens políticos mostrou-me, em casos concretos, que o poder é mais uma ambição, que um serviço. Se isto é projecto para uns, é enjoo para outros.
É errado dizer que os jovens são o futuro. Se não forem já valores no presente, o futuro da sociedade pouco poderá esperar deles.
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 21 Maio , 2008, 09:42

A Quercus propôs hoje às empresas que atribuam aos seus quadros o Passe Social, em vez dos carros de alta cilindrada. Poupar-se-ia muito dinheiro na aquisição desses veículos e diminuía, drasticamente, o consumo de gasolina. O ambiente também saía grandemente beneficiado. A ideia não é má, mas os meus amigos acreditam que os quadros das empresas têm assim tantas preocupações com o ambiente? Os ambientalistas às vezes são uns "poetas"…
Há anos entrevistei na Rádio Terra Nova dois ambientalistas. Durante o programa, mostraram que tinham muitas ideias, dando sugestões e mais sugestões. Uma delas incidia sobre a utilização da bicicleta em vez do automóvel... Lembraram até que a nossa região, de traçado de planície, favorecia a circulação de bicicletas, como era notório na Gafanha da Nazaré. Concordei.
Quando saímos do estúdio e os acompanhei à rua, verifiquei que ambos se tinham deslocado em bons automóveis. Não resisti e perguntei-lhes:
- Então não vieram de bicicleta?
- Sabe, de carro é mais prático e mais rápido!
Pois é… Bem prega Frei Tomás: “Olha para o que eu digo e não para o que eu faço!”
FM
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 21 Maio , 2008, 09:39

Abdicar da família é abdicar do futuro. Esta é uma das convicções mais fortes que norteiam a presença católica na sociedade e, por certo, uma das mais incompreendidas, com reacções muito díspares em relação a esta defesa tão determinada de um modelo que a Igreja acredita ser o melhor para o casamento e, sobretudo, para o desenvolvimento das crianças que surjam nesse projecto de vida.
Admito que seria mais confortável para quem legislar em função de programas supostamente modernos e progressistas que as convicções religiosas fossem relegadas para esferas mais íntimas, com menos impacto na coisa pública, como se as crenças pessoais não servissem para determinar a vida, mas para serem conservadas numa espécie de museu interior, com exposição limitada às quatro paredes dos locais de culto.
O conformismo típico de muitos espíritos portugueses poderia levar muitos a dizer que o ideal é evitar o confronto, reduzir o alcance da mensagem aos que, à partida, partilham os mesmos valores, e deixar que as diversas opiniões sejam lançadas à praça mediática para que cada um “compre” a que melhor lhe parecer.
Não se trata, em última instância, de impor uma visão da vida ou da sociedade, mas de uma preocupação de fundo, que passa pela constatação das consequências de modelos e políticas que têm afectado, sobremaneira, tudo o que se relaciona com a instituição familiar e com as crianças. É ao presente e ao futuro dos mais pequenos da sociedade que esta edição semanal lança um olhar mais atento, questionando alguns dos caminhos trilhados até agora pela sociedade do nosso país, que deixa tantas crianças desprotegidas, muitas vezes à beira da catástrofe, hipotecando assim o que de melhor estaria reservado para um novo Portugal.
Resta saber que grau de compromisso estarão dispostos a assumir todos os que partilham uma visão da vida inspirada pelas convicções católicas sobre a vida e a família. Não é tempo de campanhas nem de grandes discursos, mas o futuro pede uma acção decidida, em especial junto dos mais desprotegidos nas novas gerações. Porque o amanhã não espera. E não podemos abdicar do futuro.

Octávio Carmo
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 21 Maio , 2008, 08:18
Gonçalo M. Tavares

A propósito do livro Jerusalém, de Gonçalo M. Tavares, que ando a ler, Saramago diz, com a autoridade que lhe vem do Prémio Nobel da Literatura que é, e com a carga da fama e do proveito que usufrui, de grande escritor que também é, que “Jerusalém é um grande livro, que pertence à grande literatura ocidental. Gonçalo M. Tavares não tem o direito de escrever tão bem apenas aos 35 anos [agora tem 38]: dá vontade de lhe bater!”
Esta frase diz tudo. Diz que Gonçalo M. Tavares merece mesmo ser lido por quem aprecia uma escrita escorreita, coisa não muito frequente em muita livralhada que anda por aí; diz da justiça intelectual de um escritor de renome mundial; diz da ternura que um escritor idoso nutre por um jovem que despontou, há tempos, para a arte de bem escrever; diz que, afinal, não falta quem seja capaz de escrever com muito nível, de forma aparentemente tão simples.
FM
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 21 Maio , 2008, 08:08
Alegoria da Beira-Mar (Colecção Centro Paroquial da Vera-Cruz), de Gaspar Albino

No próximo dia 22 de Maio, dia santo de guarda e feriado nacional, ocorre a solenidade litúrgica do “Corpo e Sangue de Cristo”, denominada entre nós por Festa do Corpo de Deus. Embora a instituição do sacramento da Eucaristia seja celebrada em quinta-feira santa, no enquadramento do Tríduo Pascal comemorativo do Mistério da Redenção, a Igreja julgou oportuno, desde há séculos, consagrar um dia especial ao culto solene e, quando possível, com manifestações colectivas em honra do Santíssimo Sacramento. A intenção da Igreja é avivar no espírito dos católicos a fé na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia.

Como tem sido habitual, a solenidade do “Corpo e Sangue de Cristo” será celebrada na cidade de Aveiro da seguinte forma, além das Missas programadas:

- Às 16.00 horas, na igreja matriz da Vera-Cruz, Eucaristia concelebrada, sob a presidência do sr. Bispo de Aveiro.

- Às 17.00 horas, procissão eucarística, com a participação de Irmandades e Associações, que terá o seguinte itinerário:

- Largo da Apresentação, Praça 14 de Julho, Rua de Domingos Carrancho, Praças de Joaquim de Melo Freitas e de Humberto Delgado, Ruas de Coimbra e dos Combatentes da Grande Guerra, Praça do Marquês de Pombal e Igreja das Carmelitas, onde terminará com a bênção do Santíssimo Sacramento.
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 21 Maio , 2008, 07:06

Na sequência do intercâmbio cultural iniciado em 1993, o Grupo Poético de Aveiro vai realizar, nos próximos dias 30 e 31 de Maio, um Encontro Poético Luso-Espanhol.

Dia 30 de Maio, pelas 21.30 h, no Navio Santo André (junto ao Porto de Aveiro - Forte da Barra).

Dia 31de Maio, pelas 21.30 h, na Feira do Livro de Aveiro.

Além de poetas daquela Associação, estarão presentes representantes da Academia Castelhano-Leonesa da Poesia, Grupo Literário e Artístico Sarmiento de Valladolid, Revista poética hablada de Juan de Baños-Palência. Também estará presente o editor e poeta de Pontevedra Fernando Luis Poza.

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