de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sábado, 12 Abril , 2008, 20:35

O antigo jornalista Ângelo Granja faleceu este sábado, em Viana do Castelo, aos 67 anos, na sequência de complicações surgidas após uma operação cirúrgica aos intestinos. Natural do Porto, Ângelo Granja foi chefe de redacção do ‘Diário Popular’, em Lisboa.
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NOTA: Porquê esta referência no meu blogue? Pela simples razão de que Ângelo Granja foi o primeiro jornalista a fazer uma grande reportagem, para o “Diário Popular”, que foi publicada em 21 de Dezembro de 1966, defendendo a elevação da freguesia da Gafanha da Nazaré a vila.
Veio a minha casa, com o jornalista Daniel Rodrigues, então correspondente daquele diário em Aveiro, para que o acompanhasse nas entrevistas que era necessário fazer. Dei-lhe as dicas necessárias, sugeri-lhe as pessoas com quem devia falar e mostrei-lhe a freguesia, viajando de carro por algumas ruas e passando por pontos estratégicos. No final, minha esposa preparou um lanche. A reportagem tinha por título “Do deserto nasceu um oásis... A Gafanha da Nazaré luta pela sua elevação à categoria de vila”. Dias depois, e tendo em conta que o "Diário Popular" era um jornal de grande expansão, Portugal ficou a saber que a Gafanha da Nazaré desejava ser vila. O presidente da Junta de Freguesia era o conceituado comerciante Albino Miranda e o presidente da Câmara Municipal de Ílhavo era o Dr. Amadeu Cachim, ao tempo, também, director da EICA (Escola Industrial e Comercial de Aveiro.
FM
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Editado por Fernando Martins | Sábado, 12 Abril , 2008, 18:25

Já li o livrinho – atual O novo acordo ortográfico O que vai mudar na grafia do português – de João Malaca Casteleiro e Pedro Dinis Correia, que apresenta as alterações produzidas pelos países de língua oficial portuguesa. A primeira impressão com que fiquei diz-me que não haverá problemas nenhuns no futuro, e que tudo será ultrapassado com facilidade pelos que escrevem o português, um pouco por todo o mundo.
Já passei, ao longo da vida, por algumas alterações ao português, sob o ponto de vista ortográfico, e não morri. Em Portugal temos um certo prazer em contestar tudo o que seja novidade. Foi assim com a adoção da moeda única. Afinal, o povo depressa aceitou o euro. Com as alterações ortográficas, será o mesmo. E não vale a pena gritar muito, porque as línguas vivas têm de evoluir, adaptando-se à vida e procurando a simplificação, para melhor as pessoas se entenderem.
Qualquer dia, os computadores estarão disponíveis para nos ajudarem. Mais fácil, pois, tudo ficará.
Como é normal, neste curtíssimo texto já respeitei algumas regras, embora a isso ainda não esteja obrigado.

FM

Editado por Fernando Martins | Sábado, 12 Abril , 2008, 15:37

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo celebra 115 anos de vida. Bonita idade, com muitas histórias para contar. Histórias de vidas salvas, de pessoas que sofreram as agruras das catástrofes naturais, de incêndios incontroláveis, de desastres terríveis. Mas também de alegrias de gente que ajudaram a nascer.
Confesso que tenho uma admiração muito grande pelos Bombeiros. Comovo-me até quando os vejo, na televisão, e na vida, em luta contra os fogos e na atenção com que prestam os cuidados necessários a pessoas acidentadas.
Abnegados até à exaustão, disponíveis 24 horas por dia e durante todos os dias das suas vidas, os Bombeiros dão-nos extraordinários exemplos de amor ao próximo e de disponibilidade para acudir a quem sofre. Merecem, por isso, todo o nosso carinho e apoio.
Os Bombeiros de Ílhavo, que são a nossa gente, merecem os nossos parabéns.

Editado por Fernando Martins | Sábado, 12 Abril , 2008, 15:13

Bento XVI deixou este Sábado um forte apelo à comunidade internacional, para que empreenda o caminho do desarmamento global, construindo as bases de uma “paz duradoura”. “Renovo o apelo para que os Estados reduzam as despesas militares para o armamento e tomem em séria consideração a ideia de criar um fundo mundial destinado a projectos de desenvolvimento pacífico dos povos”, apontou.
Ler mais na Ecclesia
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Editado por Fernando Martins | Sábado, 12 Abril , 2008, 15:01




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Tenho muitos amigos. Terei, decerto, também alguns inimigos. Dos primeiros lembro-me sempre. Dos outros, raramente. Dos amigos, frequentemente, aprecio a disponibilidade, a abertura ao diálogo, a franqueza, a compreensão e a paciência com que me ouvem.
Dos amigos recordo as conversas, as intimidades, os projectos em comum, os passeios partilhados, a atenção com que me acompanham nos momentos difíceis. De todos gostaria de contar histórias dessas amizades, mas reconheço que não é fácil. E alguns, disso estou certo, talvez nem gostassem. As intimidades de algumas cumplicidades são para ficar entre amigos.
Mas hoje, a propósito das fotos que publico do Caramulo, permitam-me que recorde momentos agradáveis em que um casal, servindo de cicerone, me mostrou a serra, levando-me a conhecer recantos que nem a minha imaginação poderia suspeitar. E com que disponibilidade o fez, de mistura com o prazer de quem mostra tesouros pouco vistos.

FM
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Editado por Fernando Martins | Sábado, 12 Abril , 2008, 14:45

1 A declaração do arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, reeleito presidente da Conferência Episcopal Portuguesa - "o Estado democrático não pode ser militantemente ateu" - só pode entender-se como manifestação de profundo desagrado face ao Governo actual. Mas é incorrecta e infeliz. De facto, vive-se, em Portugal - e bem - num Estado laico, portanto, com separação da(s) Igreja(s) e do Estado, de tal modo que este não pode ser militantemente ateu nem militantemente católico ou muçulmano, por exemplo. No domínio religioso, é sua função salvaguardar e defender a liberdade religiosa de todos.
Pode ler todo o artigo de Anselmo Borges, no Diário de Notícias
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Editado por Fernando Martins | Sábado, 12 Abril , 2008, 14:25

Foram necessárias umas imagens televisivas (neste caso gravadas por um telemóvel) para que os portugueses se pusessem a falar sobre a violência e a indisciplina que se vai fazendo sentir em alguns estabelecimentos de ensino, em Portugal.
A constatação de que vivemos numa sociedade apática ou conformada, cansada ou anestesiada, e que só se dá conta de que as coisas existem ou acontecem quando aparecem na televisão, parece evidente. Teremos que aguardar que novas imagens surjam, na TV, para continuarmos a falar deste ou de outros assuntos? Se resposta é sim, mal vamos!
E que dizer das 184 denúncias, por violência, recebidas pela linha SOS Professor? E das 7028 ocorrências, que vão do furto à agressão, registadas pelo programa Escola Segura? Tudo isto, e muito mais, são dados relativos, apenas, ao ano lectivo 2006-2007!
Provavelmente, para alguns, o mais fácil é dizer que a culpa é dos pais e as coisas já poderiam ficar por aqui, quanto a responsáveis.
Os sindicatos, dirão que os professores não têm meios para exercerem a sua autoridade profissional na escola e a culpa, sendo, também, dos pais, é, em primeiro lugar, do Ministério da Educação.
Se ouvirmos os pais, a responsabilidade é dos professores, que deviam exercer a sua autoridade, mesmo sobre os seus próprio filhos, apesar de existirem pais que, logo que podem, vão, eles próprios, agredir os professores, sempre que estes exercem a autoridade, resultante do exercício da profissão de educadores dos filhos. Paradoxos!
Há quem diga que o estatuto do aluno não fomenta a autoridade dos professores e das escolas, por ser demasiado brando, já que a sanção máxima prevista é a da transferência do aluno para um novo estabelecimento de ensino, o que pode ajudar a indisciplina.
Dizem, outros, que o sistema de sanções, além da transferência, é muito burocrático e moroso, o que desmotiva os professores em aplicá-lo, daí a permissividade.
Já no passado dia 3 de Abril, do corrente ano, o P.G.R. afirma que já há crianças, a partir dos seis anos, com pistolas nas escolas, para não falar das centenas de facas ou navalhas que circulam no interior e exterior dos estabelecimentos de ensino.
O Ministério da Educação, não podendo negar os factos, diz que está tudo controlado.
Se somarmos a isto a droga, que vive, lado a lado, com estes estabelecimentos, ou seja, com os alunos, temos uma situação muito preocupante na educação, em Portugal.
Talvez por nunca ter sido professor, não consigo entender como é que estes podem dar aulas quando têm medo dos alunos, dos pais e sei lá mais do quê! Serão mesmo aulas?
E mesmo que haja pais que não eduquem os filhos, isso implica que os professores deixem de ter autoridade para exercer as suas competências profissionais?
É verdade que a escola pública reflecte muito do bom e do mau que afecta a sociedade. Neste caso, um mal profundo, sinal de uma grave crise de valores, permissiva, sem referências de conduta e sem regras para uma socialização sã e solidária.
Há que dar, rapidamente, os instrumentos que devolvam às escolas e aos professores a legítima autoridade e disciplina, que devem exercer, em tempo útil e eficaz para todos.
Aos alunos e encarregados de educação devem ser dadas a conhecer as “regras da casa”, sempre simples, claras, de fácil interpretação e aplicação para todos.
Exigir resultados e objectivos bem definidos e rápidos a toda a comunidade escolar é o mínimo que se lhe deve pedir. Só assim, se podem separar os que teimam em não cumprir as regras estabelecidas, legitimamente, daqueles que cumprem e se esforçam em obter os melhores resultados escolares possíveis.
É tempo de se começar a saber com quem se conta para ensinar e disciplinar e com quem não se conta para aprender e obedecer.
Vítor Amorim
Nota: Foto do meu arquivo

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