de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 20 Março , 2008, 16:07

As comemorações dos 200 anos da chegada da família real ao Rio de Janeiro, para manter a soberania nacional, face às invasões francesas, muito se disse pró e contra essa decisão. No fundo, fixei uma observação que defendia a vantagem e a importância da mudança da familia real para o Brasil. Essa observação lembrava, a meu ver com razão, que o estabelecimento da corte na então colónia portuguesa, contribuiu, fortemente, para a unidade das várias regiões do Brasil, ajudando a construir o sentido de nação, o que facilitou a independência.
E a boa pergunta?
Lembra a "Visão" que um estudante brasileiro interpelou o embaixador português, Francisco Seixas da Costa, para lhe dizer que o Brasil seria melhor se tivesse tido outros colonizadores, os holandeses, por exemplo.
O embaixador, depois de o aconselhar a debruçar-se sobre a história do seu país, disse-lhe com a desarmante naturalidade brasileira: “Queria ver você cantar "Garota do Ipanema" em holandês?!”
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 20 Março , 2008, 15:22


Aveiro atrai turistas espanhóis e outros. Quem sai à rua nesta quadra pascal sente isso, tão explícitos são os linguajares que se cruzam connosco. É bom que isto aconteça, porque Aveiro e sua região bem o merecem. Há cartazes que justificam esta preferência. Tradições, cultura, monumentos, ambiente, natureza e a simpatia das gentes aveirenses.
Há muitos anos que a Rota da Luz tem investido na “venda” da nossa região turística, chamando a atenção para o muito que há para ver e admirar. E também para comer e saborear.
Sei que muitos desconhecem esta realidade e este esforço da Rota da Luz e das autarquias que lhe estão associadas. Mas é preciso que nos habituemos à ideia de que é importante corresponder aos desafios que daí advêm. Temos de cooperar com todas as entidades envolvidas pelo turismo, pela razão simples de que este sector, de importância económica, cultural e social, é fundamental para o nosso desenvolvimento.
Paisagens, património histórico, cultural e monumental, tradições, gastronomia, artesanato, artes e o espírito de partilha e de acolhimento, tudo precisa de ser divulgado e experimentado. E se isso fizermos, já será muito bom.

FM

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 20 Março , 2008, 15:05


Publiquei neste meu espaço diversos temas ligados à Quaresma e à Páscoa. O meu blogue, não sendo um blogue católico, não deixa de ser um blogue feito por um católico. Aqui se procura reflectir e ler a vida com olhares marcados pelos ideais lançados há dois mil anos por Jesus Cristo. Sem sectarismos, mas com a coerência de quem acredita que a Boa Nova então anunciada se mantém actual e a necessitar de ser mais divulgada e vivida.
Sempre vi a Páscoa como sinal indelével de ressurreição e de vida nova. Por isso tantas vezes a ilustro com flores e árvores floridas, sinal de renascimento e de início de florescente caminhada, rumo à verdade por que todos ansiamos. Porque é a essência de um mundo muito melhor.
Aos meus amigos aqui deixo a promessa de que esse também será o meu caminho, de preferência de mãos dadas com toda a gente, crente ou não crente. Sem esse princípio, a vida, para mim, não terá sentido. E a todos convido a partilharmos, nesta quadra, um bom folar, com ovos a enfeitá-lo e a desafiar-nos.
Boa Páscoa para todos.

FM
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 20 Março , 2008, 14:54



À medida que aquele canto ecoava por aquelas serranias, onde o vento já se fazia sentir com mais intensidade, dirigi-me, de imediato, para junto do tal grupo de jovens que tinha visto tempos antes, pois eram eles que entoavam este cântico de anúncio, de compromisso e de construção. Não servem as pedras para construir uma Igreja?
O estabelecimento da comunicação entre nós foi rápido, dando a impressão de que nos conhecíamos desde há muito tempo. E porque não? Não somos, todos, filhos do mesmo Pai? Não temos uma fé comum? Não estaríamos, todos, em “treino” espiritual?
Em brevíssimas palavras, direi que o Grupo era constituído por quatro raparigas e três rapazes, todos estudantes universitários. Eram de Vale de Cambra e estão inseridos em várias actividades eclesiais.
A dada altura da conversa, uma das jovens diz-me: “Vimos, para estas bandas da serra, para nos reencontrarmos com Jesus Cristo. E, depois de termos a certeza de que o reencontro foi feito, descemos a serra e Ele vem connosco.”
Por momentos, fiquei sem saber o que dizer, tal era a força da fé e a convicção que via na expressão daquele rosto. Recordei-me, mais uma vez, das palavras do Padre Tolentino Mendonça: ”Vamos ao deserto não para nos instalarmos nele, mas para fazermos dele um caminho para essa novidade pascal. Para grande alegria de Cristo, Homem novo.”
Eu que tinha ido até às bandas da Serra da Freita, para o meu “treino” espiritual, tinha acabado de experimentar que o silêncio pode ser aquilo que a gente quiser que ele seja, desde que tenhamos a possibilidade de o saborear no seu sentido autêntico da vida, através da nossa relação pessoal com Deus e com os homens.
Perante a fé firme daquela jovem, comparada ao granito que pisávamos, senti que “o silêncio não é uma ausência. É a presença plena, inteira e intacta do mundo.”
Muito ou pouco, nós éramos, ali e naquele momento, presença viva de Deus e do seu mundo.
O silêncio que procurávamos tinha dado o seu espaço a um “lugar de comunicação”. Comunicação essa que terá a sua plenitude quando anunciarmos e cantarmos, em alegria, que o Senhor Ressuscitou e está vivo!
Pouco depois, regressámos aos nossos lares, com algum frio e fome à mistura, mas com a certeza de que éramos, pelo menos, mais Igreja!

Vítor Amorim
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