de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 28 Fevereiro , 2008, 23:13
Diz a história do Vaticano II, por muitos já esquecida ou nunca aprendida, que foi grande a discussão dos padres conciliares quando se reflectiu sobre a condição, ao longo do tempo, da Igreja, Povo de Deus, que peregrina no mundo. Viu-se então que, na sua história, havia páginas de santidade, mas também páginas com desvios do rumo que o seu Fundador lhe imprimira.
Era preciso deixar explicito que se assumiam umas e outras na sua verdade total. Foi assim que surgiu uma proposta de redacção para ficar no texto conciliar e que falava da Igreja de Jesus Cristo “santa e pecadora”. A afirmação, tal qual, não agradou, pois se acreditamos que o Espírito Santo a conduz e a anima na sua vocação à santidade, que é a vocação de todos os seus membros, o pecado não faz parte da natureza da Igreja, mas é resultado da falta de verdade e coerência daqueles que, dizendo-se cristãos, lhe desfiguram o rosto, que é o de um Deus Pai, rico em misericórdia, e de um Filho, que a quer pura e santa e por ela se entregou à morte, vencendo esta com a sua ressurreição.
Encontrou-se então uma fórmula mais aceitável, verdadeira e estimulante: “Igreja santa, mas sempre necessitada de purificação”. Assim se respeita a verdade da santidade e se faz apelo a que se considere a condição do pecado como transitória, com a libertação sempre à vista para quem quiser livremente aceitar o caminho, que Cristo abriu para todos.
A santidade de muitos cristãos, mais numerosos que os que recebem o reconhecimento público das suas virtudes, é um património da Igreja, rico e inegável. Ela mostra a todos, deste modo, aos de dentro e os de fora, como não faltam, nem nunca faltaram, cristãos para os quais Deus é o único Senhor, a Luz das suas vidas e a Força do seu caminhar, crescendo cada dia à medida de Cristo, no meio de contrariedades, lutas e trabalhos.
A Palavra de Deus, revelada e transmitida pela Tradição, ajuda-nos a entender que o santo é o cristão normal e que a santidade está ao alcance de todos os filhos de Deus, constituindo para cada um o apelo a ir mais longe, iluminado interiormente por uma fé esclarecida e coerente.
Porém, a Igreja não esquece nem pode esquecer que o tempo da peregrinação no mundo, se é o tempo do mérito, é também o tempo “da grande tribulação”. O tempo põe à prova tanto a grandeza, como a debilidade de cada um de nós. Por isso, a Igreja nunca deixará de convidar os cristãos à conversão evangélica, a voltarem-se para Deus com as suas forças e fraquezas, vitórias e derrotas, e a alinharem a vida toda, segundo o amor que lhe dá sentido e com garantia de segurança e de êxito. Assim, vai dizendo que todos podemos ser vencedores nos combates da vida, dando sentido de vitória a cada pequeno ou grande combate que vamos travando.
Só o amor a Deus e aos outros, por razão de Quem primeiro nos amou, é caminho de salvação. Só o deixar de estar ligado à Fonte da vida e de amar aqueles de nós mais precisam é prenúncio de perda e sinal do pouco que Deus pode significar para nós.
Não é fácil reconhecer a nossa condição, tanto de romeiros a caminho da santidade, por gestos de verdade e coerência de vida, como de humildes pecadores, que, por acções e omissões, vão deixando secar no coração o amor que salva.
Cada ano, na Quaresma, e, ao longo dos meses, através das acções mais diversas, a Igreja, mãe e mestra, nos estimula e adverte, tanto para a possibilidade da santidade ao alcance de todos, como para o perigo do pecado pessoal, social e comunitário, ao qual não faltam ocasiões aliciantes e portas abertas e convidativas a entrar.
É, também, tempo para dizer a todos que a necessidade de purificação acompanha a Igreja no seu a dia de peregrina e constitui um apelo claro com as suas exigências e verdade.
No tempo da peregrinação, que é o do enraizamento, prova e purificação da fé, nem há santidade consumada, nem situações irremediáveis. Definitivo, só o amor de Deus para com todos.

António Marcelino

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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 28 Fevereiro , 2008, 22:45
O apagão mundial de 29 Fev. 2008

1. Já de há algum tempo a esta parte tem circulado nos diversos canais de comunicação e na internet a mensagem do “apagão mundial”. Não sabemos quem é a origem específica desta ideia que, ao que parece, percorre o mundo, mas provirá de linhas de reflexão e actuação da ordem ecológica. O dia escolhido é o último de Fevereiro, a hora que nos cabe é das 19.55h às 20.00h. Nestes mesmos 5 minutos o mundo pensará na mesma mensagem, para o planeta “respirar”. Apesar, naturalmente, de muita indiferença do pragmatismo das sociedades que não vêm resultado prático destas coisas estando sempre à espera dos resultados imediatistas, o certo é que procura-se (e espera-se) uma resposta massiva, a fim de estudar e ver o que acontece em termos da «brutal» poupança energética.
2. Este apelo, usando a força da união mundial pela Internet, apresenta mesmo um comunicado em várias línguas. Não só na lusofonia ou no inglês do ocidente mas em línguas orientais, árabes e asiáticas. Trata-se, efectivamente, de uma corrente global, do que chamaríamos um despertar da sociedade planetária e suas opiniões públicas para as defesas e preservações fundamentais. Já não é novo este recurso comunicacional. Foi usado tanto para a solidariedade mundial em causas como o Tsunami da Ásia ou os apelos prementes à não execução de pessoas em determinados pontos do globo. Mas, verdade se diga, ao que parece, nunca como neste “apagão mundial” (como estudo e sensibilização de poupança energética) a mensagem chegou tão longe, no apelo ao desligar de todos os instrumentos possíveis a fim de nos encontrarmos “despidos” de todos os aparelhos alimentados de energia.
3. Também neste apelo a deixar “respirar” o mundo (em que poluímos, segundo estudiosos, mais em 30 anos que nos últimos 30 séculos), brota o convite a parar um pouco, a deixar respirar e sentir a vida, esta às vezes tão carregada das corridas ou das coisas instrumentais. A mensagem vai a ponto de dizer em todas as línguas: «Sim, estaremos 5 minutos às escuras, podemos acender uma vela e simplesmente ficar a olhar para ela, estaremos a respirar nós e o planeta». Procuraremos, também, “parar” nesse momento, mesmo à luz da vela... Fazer a pausa do exercício de cidadania planetária nesta mega e humanizante sensibilização. No dia seguinte estarão aí os números da participação e mesmo da poupança energética desses 5 minutos. Também desta forma vamos sentindo que pertencemos ao mundo que aguarda a preservação de todos. Claro, não se esperem resultados que esta experiência não pretende nem pode dar. Mas ela também oferece um sinal daquilo que é a identidade global na defesa de ca(u)sas de todos!

Alexandre Cruz

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 28 Fevereiro , 2008, 11:11


Organizada pela Câmara Municipal de Aveiro e pela distribuidora “Calendário das Letras”, a Festa do Livro, que ficará instalada numa grande tenda no Rossio, expõe milhares de livros, organizados por escalões e preços, com mais de 18 meses de publicação, a preços muito baixos.
Desde um até dez euros, podem ser encontrados os mais diversos tipos de livros de centenas de editoras: infantis, juvenis, romance, técnicos, entre outros.
As Festas do Livro são hoje, em paralelo com as Feiras do Livro tradicionais, grandes momentos onde se promovem os livros e a leitura.
Nas Festas incluem-se especificamente os fundos editoriais mais antigos, a preços especiais e nas Feiras promovem-se, fundamentalmente, as novidades.
A primeira Festa do Livro decorre até 16 de Março, das 11 às 21 horas, no Rossio, em Aveiro

Fonte: CMA

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 28 Fevereiro , 2008, 09:34

Não me consta que nas sociedades ocidentais sejam perseguidos os muçulmanos ou os obriguem a aderir ao cristianismo. Em Portugal, como noutros países de cultura cristã, os islâmicos, como outros membros de qualquer religião, têm liberdade de culto, podendo construir os seus templos, quantas vezes com os apoios das autarquias e até do Estado. Tanto quanto me é dado saber, não são perseguidos nem sobre eles se exerce qualquer proselitismo. Mas em alguns países de maioria islâmica não é assim. Os cristãos são obrigados a esconder a sua fé, estando impossibilitados de a manifestarem fora das quatro paredes das suas casas.
No Iraque, dizem algumas notícias, os cristãos vivem num martírio incompreensível, “como nos primeiros séculos do cristianismo”, com ameaças de que devem converter-se ao Islão ou deixar o país.
Na Jordânia, país com algumas marcas da cultura ocidental, também se expulsam cristãos, com a acusação de fazerem proselitismo, enquanto desenvolvem actividades sociocaritativas. Ali, o culto cristão está fechado à chave, isto é, não podem ser exibidos sinais religiosos, para além dos islâmicos. Nem templos, nem manifestações públicas, nem cerimónias. As perseguições vão ao ponto de impedir o acesso a empregos e cargos públicos.
Imaginem que isto acontecia em Portugal ou noutros países de maioria cristã. Era o fim do mundo, com ameaças e nem sei que mais.

FM
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 28 Fevereiro , 2008, 08:56


Camões brindou-nos com o Velho do Restelo, retrato do pessimista nacional. Já no seu tempo, no século XVI, ele se insurgia contra o pessimismo, o eterno descrente das nossas capacidades pátrias. E no entanto, Portugal aí está a lutar contra tudo e contra todos para existir, mesmo que na cauda da Europa. Que a nível do mundo, ainda estamos no grupo dos melhores.
Vem isto a propósito dos que passam a vida a lastimar a nossa triste sorte de estarmos vivos. Os nossos comentadores, colunistas e demais opinadores, que moram diariamente nos órgãos de comunicação social, mas que também saltitam na Internet, com mensagem carregadas de dramas e má-língua, não sabem falar de coisas positivas. Para eles, melhor dizendo, para uma grande maioria, Portugal e os portugueses não têm futuro. E são tantos os que atiram ao vento as nossas desditas, que nem sei como é que o nosso País ainda se mantém a olhar em frente. E depois, até parece que o pessimismo é contagiante, levando-nos, mesmo contra a nossa própria vontade, a embarcar na onda. Já aqui disse, uma vez, que se a esses comentadores, colunistas e opinadores faltasse esse pessimismo, perderiam o emprego.
Sejamos, pois, optimistas, apostando numa linguagem pela positiva!

FM

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