de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 21 Fevereiro , 2008, 22:11

Alvitra-se a hipótese de o Tribunal Administrativo e Fiscal ficar instalado no antigo Convento das Carmelitas, em Aveiro, a título provisório. Tenho pena que não seja estudada a forma de aproveitar aquele espaço para fins culturais, preferencialmente sob responsabilidade da Igreja Católica. Penso que essa seria a melhor solução. Mas como os políticos é que sabem...
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 21 Fevereiro , 2008, 21:47
Um trabalho da Eurosondagem para a Renascença, SIC e Ex-presso sublinha que os madeirenses não querem ser independentes. A sondagem diz ainda que os madeirenses não acreditam em discursos de políticos que apelam ao separatismo. Aliás, os resultados são claros, pois 72,2% dizem "não" à independência da Região Autónoma da Madeira. Pode ser que agora alguns espertos calem as ameaças.
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 21 Fevereiro , 2008, 18:55




O Centro Cultural e de Congressos, domina, de certa forma, um bom espaço turístico da cidade dos canais. O excelente aproveitamento de uma antiga fábrica de cerâmica, a "Jerónimo Pereira Campos & Filhos", que marcou uma época de exploração intensiva do barro, dando trabalho, directa e indirectamente, a centenas de pessoas, mereceu esta reforma, agora de braço dado com a cultura. Se vier a Aveiro, e se pelo Centro Cultural passar, não deixe de entrar. É que há sempre que ver e que admirar.


Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 21 Fevereiro , 2008, 18:23
As intenções são de atender, visto que se trata de proporcionar um clima familiar a crianças sem família, capaz de as educar e defender, aproximando a solução dos problemas a quem os possa compreender.
Reflectindo sobre o problema das famílias de acolhimento, com intuitos do bem de pessoas indefesas, não faltam razões para o fazer com cuidado e serenidade. Nem sempre as boas intenções, ainda que justificadas, são caminho para bons resultados.
De repente, parece que os responsáveis políticos acordaram para a importância da família como primeira e natural escola de educação dos seus filhos. Então se decidiu que, onde família não existe, a criança tem direito a uma família, que, não sendo a de sangue, é contratada, com obrigações e restrições legais, para a acolher, com a preocupação de ser, o melhor possível, uma família “faz de conta”.
No fundo, parece dever ser uma família contratada pelo Estado, sob vigilância técnica, para acolher e guardar, que, se em alguns casos até pode resultar, todo o entrelaçado da solução não faz prever grandes resultados. Bastarão as estatísticas, que dirão daqui a meses dados numéricos, porque o mais importante é indizível; então saberemos que há tantas crianças acolhidas, menos tantas crianças em instituições, tantas já entregues à família de sangue, e por aí adiante. Não consigo ver o amor e o clima propício à educação de crianças indefesas, um objecto de contrato entre instâncias oficiais e famílias, sujeitas a vigilância e controle, que não se podem afeiçoar, porque também não poderão adoptar as crianças que lhes são entregues. Vão repetir-se os casos que têm enchido os jornais e os telejornais. Se não podem afeiçoar-se, como as poderão educar?
Se não as podem educar, segundo exigências normais, requeridas pelo clima educativo, porque lhas entrega o Estado? Será apenas um modo de dar trabalho e diminuir assim a taxa do desemprego? As crianças são pessoas, não são coisas. Todos o sabemos.
Pouco ou nada se faz para dignificar a família normal. Muito se permite e favorece para que ela nasça sem consistência e perca a pouca que ainda pode ter, por razões triviais. O Estado, com a facilitação do divórcio e a banalização do sexo, com medidas políticas e sociais avulsas, umas deficientes e outras discutíveis, mas todas a tocar a vida familiar por dentro, tem vindo, consciente ou inconscientemente, a destruir a família normal e a torná-la, em muitos casos, família sem a alegria de o ser e incapaz de o vir a ser.
Há em Portugal instituições sérias e credenciadas, e até inovadoras no campo educativo, por mais que custe a alguns técnicos sociais admiti-lo, que têm mostrado e continuam a mostrar a sua grande capacidade, humana e afectiva, de doação gratuita e de entrega incondicional a crianças que lhes foram entregues, muitas apanhadas na rua onde foram abandonadas, deixando atrás de si mistérios de dor indizíveis. Ao longo de muitos anos foram dando consistência a um labor educativo persistente, como o de uma maternidade afectiva indiscutível, nem sempre fácil, entregando, por fim, à sociedade jovens responsáveis e preparados para nela viverem, com capacidade de participação, que falta a muitos outros, nascidos em berços dourados. A generalização de que as instituições são sempre negativas para as crianças, comporta uma mentira e um preconceito, não admissíveis a gente que trabalha no campo social do Estado e julga que um diploma a credencia para dizer disparates e ter atitudes de arrogância, que roçam a ignorância, a má educação e mesmo a injustiça.
A consideração de problema tão grave, como o de crianças em famílias de acolhimento e em instituições, exige trabalho em rede e parceria, discernimento com conteúdos e critérios, ideias claras e valores a defender e a promover, realismo sem preconceitos. O Estado, é minha convicção, não tem coração para educar, e os seus servidores têm horários de funcionário público, que não existem na família, nem nas instituições credenciadas. Ele tem de saber as suas limitações e obrigações, ver o seu lugar neste processo, que nunca será de dono das crianças, de saber absoluto e exclusivo, de decisor sem apelo do que pensa, por si, ser o melhor, de juiz das famílias que geraram filhos, de intérprete exclusivo de crianças que não ama.

António Marcelino
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 21 Fevereiro , 2008, 18:11
Lorosae!

1. Na terra de Timor Lorosae José Ramos-Horta desperta do pesadelo de 11 de Fevereiro. O pó vai acalmando, nem que seja pelo decretar vigilante do “estado de emergência” do governo timorense, agora solicitado como prolongamento para mais 30 dias. A mulher de Xanana Gusmão foi com os filhos agradecer à GNR. É confirmado, pela investigação minuciosa da Missão das Nações Unidas no território, se é que dúvidas existissem, que os dois ataques «estavam relacionados, foram feitos pelo mesmo grupo». Ramos-Horta, gravemente ferido e resgatado pela GNR, foi evacuado para o vizinho Royal Hospital de Darwin. Xanana conseguiu fugir. O rebelde Alfredo Reinado, líder dos ex-militares revoltosos, foi morto no dia dos acontecimentos. Mas, terá sido morta a raiz de todos os problemas desta jovem nação?
2. É difícil falar de Timor. Se o é para quem lá esteve anos e calcorreou as montanhas, muito mais o é para quem não pisou esse chão do sol nascente. Não é só o problema da distância física, dos milhares de quilómetros que nos separam, é bem mais o lugar que Timor ocupa no coração dos portugueses. Por muitas razões da história passada e pelas contínuas pontes de todos os dias com Timor, terra independente desde 2002. Talvez, como se diz, seja mesmo necessário colocar “o coração ao largo” para ver com olhos de ver o que acontece. Timor é (mesmo) dos timorenses. Será que todos os timorenses já se aperceberam disto no esforçado trabalho a realizar todos os dias? Todas as solidariedades não podem substituir todas as responsabilidades. Aliando-se a cooperação do “ensinar a pescar”, será mesmo necessário voltar a pergunta (na teoria, que seja) para o povo de Timor: “Que querem os timorenses de Timor?” (É fácil escrever esta questão, e sabemos do seu simplismo de quem está deste lado do mundo… Mas, por que lado envolver e comprometer?!)
3. Após a independência, como depois de todas as independências seja de que género for, os anos seguintes são decisivos. É o tempo da consolidação e da estruturação das instituições participativas e democráticas. Em Abril-Junho de 2006 ocorreu uma enorme vaga de violência, verificando-se o aprofundar de incompatibilidades de grupos que pensam de forma diferente sobre vários assuntos. Estes ataques de Fevereiro de 2008, diante de problemas sociais em que todas as instâncias e cidadãos têm de ser parte das soluções de forma democrática, acabam por demonstrar que o objectivo era derrubar os poderes presidenciais e governativos… Nestas conjunturas, e diante do incerto futuro, “ter pena” de Timor também não ajuda nada (pelo contrário é não aceitar corajosamente que Timor é dos timorenses). Talvez, simbolicamente, nesta “entrega de Timor aos cidadãos de Timor”, na busca de soluções (sem ociosidade e) pelo trabalho concreto de todos os dias possa residir uma chave do futuro. Mas, o que é SER cidadão e TER o poder em Timor?
4. Custa a compreender, pese embora todas as naturais formas diferentes de pensar sobre isto ou aquilo, que já quase tenha sido perdida a memória colectiva como coesão das lutas pela independência. Ou esta terá sido mais pela emoção e nem tanto com a razão e o compromisso de todos?! Muitos timorenses estão em Portugal nas suas formações pessoais e profissionais. Diante da apreensão do necessário regresso irá também na bagagem a confiança para construir um país Timor onde o sol da paz e do desenvolvimento brilhem cada dia. (Quanto a nós, sabemos que tudo o que dissemos não é nada comparado com a complexa realidade a trans-formar…)

Alexandre Cruz

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 21 Fevereiro , 2008, 00:44
"Mas, em vez dessa felicidade que a propaganda vendia a rodos, em vez desse povo em festa permanente nas ruas, imagem de cartaz e de postal, encontrei miséria em todos os cantos e recantos da Ilha. Miséria disfarçada e escondida numa paz podre feita de policias que controlavam policias e outros policias para controlar os restantes. Miséria descarada nos racionamentos, nos professores universitários que acumulavam empregos para poder comprar um frango. Miséria humilhada na prostituição dentro dos hotéis e à porta das “lojas de turistas”. Miséria travestida de artesanato barato, charutos aldrabados e “paisagem típica” que não passava de degradação e sujidade."

Férias de Pedro Rolo Duarte em Cuba
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