de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sábado, 09 Fevereiro , 2008, 20:50



Manuel Alegre, um histórico do PS, está descontente com a política protagonizada pelo seu partido. Hoje, num encontro com apoiantes ligados à sua candidatura a Presidente da República, à revelia e mesmo contra o candidato do seu partido, Mário Soares, denunciou a política actual. Presentemente, é um crítico contundente da política de Sócrates, mostrando esse descontentamento a todo o momento.
À saída do encontro, afirmou que, até hoje, ainda não compreendeu a política levada a cabo pelo Governo do PS. E acrescentou: “Não se pode fechar coisas sem criar alternativas, além de que fechar serviços públicos em zonas do país onde não existe mais nada é deixar as pessoas com menos do que nada e numa situação de abandono, de aflição, e com a sensação de que foram desprotegidas e abandonadas pelo Estado democrático.”
Depois deixou recados. Para o seu partido e para o País: É preciso refrescar a democracia; o povo português está triste; não há debate no PS; é necessário reformar o sistema; os partidos não se regeneram com facilidade por dentro; há um buraco negro no partido [PS], na democracia e no País. Claro que não é só o PS o culpado. O sistema [onde é que eu ouvi isto?] já vem de trás!
Será que os nossos políticos andam cegos? É que não vêem a realidade do povo português, que vive numa angústia terrível, alimentada pela incerteza do amanhã.

FM
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Editado por Fernando Martins | Sábado, 09 Fevereiro , 2008, 18:40
Vulcão dos Capelinhos

Vulcão dos Capelinhos: casa soterrada


Vulcão dos Capelinhos
Um espectáculo raro para quem chega. Imagens que se fixam, para sempre, na retina de quem as vê e as contempla. A força da natureza com toda a pujança de um vulcão sempre à espera de se mostrar.

Editado por Fernando Martins | Sábado, 09 Fevereiro , 2008, 16:22


FÁTIMA COM MAIS PEREGRINOS

Quatro milhões e 800 mil pessoas participaram no ano passado nas várias celebrações no Santuário de Fátima. Os números foram revelados esta Quinta-feira, mostrando um aumento de 600 mil pessoas em relação a 2006.
O aumento também se verificou nas peregrinações oficiais, um total de 3909, das quais 1344 portugueses e 2565 oriundas do estrangeiro.
O Santuário recebeu peregrinações de 74 países, verificando-se um grande crescimento nos peregrinos vindos de países de Leste. Outros países que apresentam maior crescimento em número de peregrinos são o Brasil e a Coreia do Sul. Itália, Polónia, EUA e Espanha continuam a ser os principais países de origem.
A inauguração da nova igreja da Santíssima Trindade, em Outubro do ano passado, foi um dos momentos altos de 2007, reunindo milhares de pessoas em volta do Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado do Vaticano e legado pontifício de Bento XVI para o encerramento das comemorações dos 90 anos das Aparições.
Os fiéis que participaram em 2526 missas oficiais foram 4milhões e 191 mil, a que se somam 689 mil em missas particulares. Comparativamente com o ano anterior houve mais 600 mil fiéis nestas celebrações.
O Serviço de Peregrinos registou também os números de outras celebrações oficiais, como o Rosário e outras celebrações paralitúrgicas. Houve 1403 celebrações oficiais tendo participado 3 milhões e 893 mil pessoas, quase mais um milhão do que em 2006.

Fonte: Ecclesia
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Editado por Fernando Martins | Sábado, 09 Fevereiro , 2008, 13:52

Um diaporama de Dinis Manuel Alves


Editado por Fernando Martins | Sábado, 09 Fevereiro , 2008, 09:59

Há anos, no aeroporto de Lisboa, uma senhora que eu não conhecia de lado nenhum aproximou-se para me dizer delicadamente, num quase agradecimento, que se tinha divorciado, com o meu contributo.
"Como?!...", atirei-lhe eu, perplexo. E ela: que eu tinha feito uma conferência - era verdade - e tinha dito que ninguém deveria ser obrigado a viver no inferno e ela vivia num inferno e, com aquelas minhas palavras, arranjara coragem.
De outra vez, ia a entrar para uma conferência, e um casal disse-me à queima-roupa: "Obrigados pelo que escreveu sobre os católicos divorciados e recasados!"
Nós nunca sabemos quais são exactamente as consequências, boas e más, do que dizemos ou escrevemos. Mais uma razão para se procurar a verdade e a honestidade!
Há dias, um outro casal intimou-me: "Viu aquelas declarações de um cardeal sobre os divorciados? Escreva qualquer coisa sobre isso."
Eu pensava que as pessoas eram mais ou menos indiferentes ao facto de a Igreja proibir a comunhão aos católicos que se divorciam e voltam a casar. Mas fui-me apercebendo de que não é assim. Quando permanecem ligadas à Igreja, é doloroso. Para quem não será doloroso, em qualquer situação, sentir-se excluído? À distância, é fácil ver que muitos, homens e mulheres, seguiram Jesus, fascinados, porque ele incluía no Reino de Deus - o Reino de Deus é, numa primeira instância, "uma vida mais digna e feliz para todos" (J. A. Pagola) - aqueles e aquelas que a sociedade e a religião oficial excluíam. O teólogo Edward Schillebeeckx pergunta algures sobre a alegria de um marginalizado convidado por alguém significativo para "tomar um copo". Ora, Jesus sentou-se à mesa - um sinal da presença do Messias de Deus -- com os pecadores públicos, as prostitutas, os pobres, aqueles e aquelas que a vida excluiu. A alegria deles foi sem nome.
Agora, o arcebispo de Milão, cardeal Dionigi Tettamanzi, numa carta pastoral que tem por título "O Senhor está perto de quem tem o coração ferido", reconheceu que a Igreja Católica "descuidou e ignorou" os separados e divorciados. A Igreja não esteve atenta aos seus "sofrimentos". Assim, Tettamanzi exprime-lhes o seu "pesar", se encontraram homens ou mulheres da comunidade cristã que "de algum modo os tenham ferido", "julgado sem misericórdia" ou "condenado".
Lê-se na carta: "A Igreja sabe que em certos casos não só é lícito, mas inevitável, tomar a decisão de uma separação. Para defender a dignidade da pessoa, evitar traumas profundos e salvaguardar a grandeza do matrimónio, que não pode transformar-se num rosário insustentável de ataques e ferimentos mútuos." Por isso, a Igreja não os "julga" nem os "olha como estranhos que faltaram a um pacto; pelo contrário, sente-se participante das necessidades que os tocam intimamente".
Assim, faz-lhes um apelo para que não abandonem a Igreja: "Também de vós a Igreja espera uma presença activa", e convida-os, concretamente, a "participar com fé na Missa".
Mas cá está! Continua a proibição de acederem à comunhão. Ora, é precisamente esta exclusão que faz problema. De facto, é como alguém ser convidado para um banquete e, depois, não lhe ser permitido comer e participar.
Objectar-se-á que a Igreja tem de ser fiel à doutrina. Eu diria que é evidente que há o ideal de um casamento indissolúvel e fiel e de uma família estável, a promover também pelo Estado. Aliás, em princípio, quem se casa não leva consigo, à partida, o subterfúgio do divórcio, que implica imenso sofrimento para os cônjuges e sobretudo para as crianças. Mas também há a vida na sua realidade tantas vezes crua, como reconhece o cardeal.
Sem culpa, com culpa de um ou do outro ou dos dois, por vezes, "a separação é lícita e inevitável".
Quando já não há amor, já não são aquele e aquela que se conheceram e amaram. O tempo mudou-os.
Se, depois, em dignidade e na responsabilidade, refizeram a vida num novo casamento, deverá a Igreja, lembrando-se de Jesus, o da inclusão, manter para todos, definitivamente, a exclusão da comunhão?
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