de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 22 Janeiro , 2008, 16:06

Não aguentei mais


Gosto de assistir, como telespectador, ao "Prós e Contras". Ontem era dia de reflectir sobre a recente lei que proíbe o tabaco em recintos fechados. Em determinada altura não aguentei mais e virei as costas à algazarra. Uma lei que defende os não fumadores, que devia merecer uma análise calma, porque está em jogo a saúde de milhões de portugueses, virou, simplesmente, numa bagunçada inadmissível. Tudo porque uns tantos inteligentes, acorrentados a interesses bem conhecidos (comerciais, industriais e políticos, neste caso porque tudo serve para dar nas vistas), resolveram brincar com coisas sérias, mostrando-se de caras sérias e fazendo dos outros uns tontos.
O importante é muito simples: respeitar a saúde das pessoas e levar uns tantos fumadores a ter em conta que não podem obrigar ninguém a fumar. Ninguém pretende tirar o vício seja a quem for. Quem quiser fumar, que fume. Mas que o faça sem incomodar e prejudicar os outros.
FM
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 22 Janeiro , 2008, 15:39

"Este ano, o tradicional Carnaval da Glória não vai sair à rua. Motivos financeiros, aliados à data do evento, este ano excepcionalmente cedo, e à fraca mobilização de equipas, foram as razões apontadas pela Comissão Organizadora para este cancelamento"
:
O Diário de Aveiro noticia hoje que o Carnaval aveirense, habitualmente organizado pela paróquia da Glória, não se vai realizar. Embora não seja um frequentador assíduo dos festejos carnavalescos, não posso deixar de lamentar que isto aconteça.
As explicações do pároco, padre Manuel João, são esclarecedoras, mas nem assim se compreende que os aveirenses, com as forças vivas à frente, tenham deixado cair uma festa já com raízes entre nós. Tanto mais que sempre foi pautada pela alegria e pelo sentido pastoral, sobretudo na aproximação que proporcionava a todos os aveirenses, num clima sadio.
Ficará para o ano. Espero que sim.

FM
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 22 Janeiro , 2008, 15:38




O “Risco”


1. A história é revestida de equilíbrios provindos de “choques”. Bom seria que esses “choques” não existissem, mas eles são um facto. O famoso “Crash” dos anos 30, de que ouvimos falar como novidade em tempos, trouxe consigo um efeito dominó típico de estarmos e vivermos em rede. Hoje, mais que nunca sublinhe-se, a intensidade da “rede” é elevadíssima, tempo on-line, para o bem, para o menos bem e mesmo para o mal. Os mercados estão alavancados uns nos outros, num medir de forças ao segundo e num jogo mediático tornado de tal maneira forte em que, tantas vezes, valoriza-se mais o poder da imagem virtual que o real das condições económicas. Há já alguns anos, lembramo-nos do “fim” de algumas grandes empresas globais dos EUA que assentavam a sua lógica nos planos da virtualidade, até que ruiu…
2. A noção de “risco” está aí, novamente demonstrada. “Risco” e “Crash”, palavras a evitar dizer nesta estratégia de não contagiarmos o pessimismo das bolsas e dos mercados. Com antídoto para o “risco” aposta-se na palavra “confiança”, visando recuperar os equilíbrios perdidos. Só que estes, afinal, andavam mais ilusórios que reais. Tal como, por princípio, uma pessoa ou família não pode gastar mais que o que ganha ou tem, assim também quanto maior eram os índices de especulação dos mercados (nos EUA, desde há meses), maior será no reajustamento a crise. A recente crise dos mercados internacionais, entre as mais variadas razões, também demonstra que a virtualidade dos mercados mais dia menos dia acaba por descer à realidade, e que todos – uns com os outros - estão seguros por um fio comum. O que acontece em Nova Iorque, chega até nós, e o que se sente em Paris tem impactos em Tóquio, numa interdependência que impõe reciprocidades no reajustamento das situações de crise.
3. Os analistas da especialidade têm dito que as quebras rivalizam com o 11 de Setembro 2001, e numa “vertigem” que obriga a acompanhar o fuso horário das diferentes bolsas mundiais que unem as grande capitais do mundo. É a globalização dos mercados, que desafia à globalização da cooperação, como acontece nestes dias com o povo moçambicano vítima das cheias. À ideia global, desde os séculos XVI pertence a noção de incerteza e insegurança, pois «viver numa época global significa a necessidade de enfrentar uma série de novos factores de risco. Em muitas situações teremos de ser mais atrevidos do que cautelosos no apoio que dispensamos à inovação científica ou a outros tipos de mudança. Ao cabo e ao resto, uma das raízes da palavra “risco”, no português original, levou à criação de outra palavra que também significa “ousar” (Anthony Giddens. O mundo na Era da Globalização: 43). Seja uma globalização da ousadia mais justa e solidária.

Alexandre Cruz

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 22 Janeiro , 2008, 12:43
Ponte da Cambeia

A Câmara Municipal de Ílhavo adjudicou, por cerca de três milhões de euros, a recuperação do Jardim Oudinot, na Gafanha da Nazaré, considerado o «maior parque da Ria de Aveiro», informou a autarquia.

A empreitada foi adjudicada ao consórcio Conduril/Rosas Construtores, sendo o prazo de execução de cinco meses e resulta de um acordo financeiro entre a Câmara Municipal de Ílhavo e a Administração do Porto de Aveiro (APA).
As infra-estruturas a serem construídas consistirão num ancoradouro de recreio, percursos pedonais e cicláveis, equipamentos desportivos, parques infantis e uma praia fluvial com apoio de bar.
«Com esta obra realizada pela Câmara Municipal de Ílhavo, no âmbito de um acordo de parceria com a APA, cumpre-se um importante objectivo do Plano Unir@Ria, materializando-se o maior Parque da Ria de Aveiro, e garantindo a sua disponibilização e fruição a todos, com uma nota de relevância para o acesso directo da população da Gafanha da Nazaré à Ria, na única zona onde isso é possível dentro da área portuária», refere uma nota municipal.
O processo segue agora para visto do Tribunal de Contas. Na última reunião, o executivo municipal de Ílhavo adjudicou também o projecto para a remodelação e ampliação do Mercado da Costa Nova ao Gabinete Octógono Projectos, por 97 mil euros.
Trata-se de uma obra considerada «da maior importância» para a manutenção do mercado da Costa Nova, «visto englobar não só a ampliação do espaço de venda do mercado propriamente dito, mas também nela se incorporar a nova cozinha, completamente equipada e obedecendo a todas os requisitos higio-sanitários para a confecção do marisco que é vendido no mercado já cozinhado».


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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 22 Janeiro , 2008, 12:22
Foto enviada por um professor amigo. Clicar na imagem para ampliar

Assim vai a Educação entre nós. Com pais destes, como serão os homens de amanhã? Naturalmente, e à partida, piores do que os seus pais. A não ser que venham a recuperar da educação que receberam, mas à sua custa... ou à custa de outro ambiente, onde a educação para a responsabilidade seja uma realidade concrecta.

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 22 Janeiro , 2008, 12:14


«Rezai incessantemente»

Vivemos nesta semana o Oitavário de oração pela unidade dos cristãos, que teve lugar pela primeira vez de 18 a 25 de Janeiro de 1908 – por iniciativa do episcopaliano americano Rev. Paul Wattson, como lembrou, com justiça, o Papa na alocução do Angelus do passado Domingo – e que trouxe à vida das comunidades de todas as confissões cristãs, num século de vigência, a consolidação de um genuíno desejo de unidade, hoje universal. O texto bíblico que dinamiza o Oitavário de oração em 2008 é-nos proposto pelo Apóstolo das nações na carta endereçada aos cristãos de Tessalónica: «Rezai incessantemente». Assim enunciada, a oração ressoa, nas palavras de São Paulo, como verdadeiro imperativo de vida cristã. Na docilidade ao Espírito que santifica a criação inteira, os cristãos aprendem a escutar a vontade de Deus, fonte de todo o bem, e a oferecer-Lhe o louvor perfeito.
Apesar de dilacerada em múltiplas voltas da História, os cristãos sabem que a unidade não é um desejo vão, pois têm como fundada razão da sua esperança a palavra de Jesus – «que todos sejam um» (Jo 17,21) –, pronunciada na antecâmara da Paixão. O desejo da unidade não esgota a força do seu dinamismo num justo e necessário movimento de purificação da memória, sempre pacificador, nem sequer no genuíno acolhimento do outro, tão enriquecedor na diferença, ou até na expressão mais viva do encontro fraterno, tornada patente na partilha da Eucaristia, única mesa de todos. Na verdade, tal desejo alcança o seu mais fundo sentido na missão, pois o mesmo Jesus, confiando ao Pai a unidade dos seus discípulos, logo acrescentou: «para que o mundo creia».
Ao iniciar o seu pontificado, Bento XVI pediu passos concretos nos caminhos, ainda difíceis, do ecumenismo. Não se tratará apenas, por certo, de esperar a multiplicação de actos de acolhimento, da parte de uns e de outros; nem ainda de conseguidas aproximações teológicas, a que as declarações conjuntas têm dado expressão; como até a realização de gestos, porventura epifânicos, protagonizados por aqueles que Deus escolheu para dirigir as comunidades. Mas poderá, sem dúvida, inscrever-se entre aqueles passos concretos trazer o desejo da unidade dos cristãos, segundo os desígnios de Deus, para a oração quotidiana das nossas comunidades, isto é, para a vida de todos e de cada um de nós, todos os dias. Essa tarefa pertence-nos.

João Soalheiro

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 22 Janeiro , 2008, 11:58
Há tempos louvei aqui a acção da ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica), em defesa dos consumidores. Entretanto, começaram as acusações de que aquele organismo está a exagerar na forma de agir e nas multas que prescreve para cada infractor. Talvez seja verdade. No entanto, continuo a dizer que a ASAE é importantíssima para a moralização dos agentes alimentares e económicos. Se é verdade que há gente muito honesta nestes domínios, também não deixa de ser correcto admitir que há muito "chico esperto" que está sempre pronto para nos enganar, vendendo gato por lebre.
É público que nas vésperas de uma grande peregrinação a Fátima alguns proprietários de restaurantes souberam que a ASAE ia passar por lá. Foi o suficiente para logo encerrarem certos estabelecimentos, conforme se podia ler nos avisos postados à porta, mais ou menos nestes termos: Encerrado para limpeza. Pois é. Se calhar, sem a ASAE à perna, tudo continuaria como dantes.
FM
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