de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 21 Janeiro , 2008, 20:02

Está a decorrer, até ao dia 25, a SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS, a caminho da tarefa URGENTE da reunificação ecuménica das Igrejas Cristãs. A primeira vez que os cristãos se uniram em oração pela unidade de todos os que aceitam Jesus Cristo como Salvador, na semana entre as festas dos apóstolos Pedro (18 de Janeiro) e Paulo (25 de Janeiro), foi em 1908, em Graymoor, Nova Iorque, Estados Unidos.
No hemisfério Norte, essas continuam a ser as datas tradicionais da semana de Oração. Já as Igrejas do hemisfério Sul celebram a Semana de Oração em torno do Pentecostes, outra ocasião simbólica da Unidade dos Cristãos.
Para a Semana 2008 o tema escolhido foi "Não cesseis de orar", exortação do apóstolo Paulo na primeira carta aos Tessalonicenses.
De cada crente se espera, ao menos, um ou outro sinal de aproximação concreta aos irmãos de outras confissões religiosas, cristãos em especial, ou de outras religiões. O mundo ficará mais rico se assim fizermos e continuará pobre se mostrarmos total indiferença.
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Foto: Patriarcas ortodoxos

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 21 Janeiro , 2008, 19:49


Aprender das diferenças

1. Que monótono seria o mundo se, sobre TUDO, todos pensassem da mesmíssima forma! Embora, muitas vezes, as próprias forças/sistemas sociais sobrevalorizem a uniformidade em vez da diversa criatividade, a história da humanidade, que em momentos determinados sofre os embates da hiperconfluência de tanta informação das diversidades, foi-se e vai-se construindo a partir das diferenças de formas de ser, pensar e agir. Todavia, toda essa riqueza da diversidade humana não provém de “uma qualquer diferença”, do fazer algo sem ninguém ter nada a ver com isso; a “diversidade”, na sua autenticidade, não se pode confundir com a libertinagem. Talvez aqui resida uma das grandes questões do tempo actual. Necessita-se de compreender as “diferenças” (de posição, cultura, política, religião) não pela sua rama mas na sua profundidade, pois só sabendo em que tabuleiro estamos é que será possível o aprofundamento das identidades no diálogo.
2. Este aprender das diversidades nada tem a ver com o proliferar das “diferenças indiferentes”, do ser diferente “por ser”, onde não há razões pensadas e amadurecidas para esta ou aquela posição. Já num patamar de superficialidade sem racionalidade, sem pensar o que se quer, então vale tudo, e as diferenças ganham um alcance desmedido e descentralizado do referencial inabalável da dignidade humana. No horizonte cultural e religioso o conhecer e apreciar das diferenças do outro acabam por mostrar o fascinante da aventura humana. Como refere Eduardo Lourenço, o pensamento, as filosofias e as religiões, representam as respostas mais profundas para o sentido da vida e da história. Estas diferentes abordagens não são superficiais mas tocam as razões profundas do pensamento humano; é neste patamar que o diálogo pode exercer pontes de um futuro mais digno e mais humano para todos.
3. A época que vivemos, com a redefinição da própria história à luz da globalização aceleradora, proporciona uma aprendizagem que dá valor àquilo que é diferente da nossa forma de pensar… Esta dinâmica procuradora e apreciadora não se confunde com anulação ou perca de identidade (outra palavra chave da actualidade), mas representa o aprofundar da mesma essência humana que nos une. Só neste terreno de qualidade, não superficial, poderemos mais e melhor discernir uma hierarquia de verdades que saiba diferenciar o que “passa” do que fica ou deve ficar. Dos bancos da escola à praça pública, talvez apreciar a riqueza dos que pensam (de forma pensada) diferente de nós seja um exercício para uma vida (com)unitária. O mundo precisa tanto de ler as diferenças como “complementaridades”. Cada vez mais, neste mundo, todos estamos no mesmo barco!


Alexandre Cruz

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 21 Janeiro , 2008, 17:07
Monumento a José Estêvão, em Aveiro

“Proponho-me visitar hoje os túmulos de Santa Joana e de José Estêvão, duas peregrinações que eu não podia deixar de fazer desde que aqui vim”

Este propósito de Júlio Dinis, anunciado na carta que escreveu de Aveiro, conforme registo publicado ontem no meu Blogue, dá que pensar. Quantos de nós já procedemos assim?
Será que, de visita a qualquer povoação, nos inteirámos antes daquilo que podemos e devemos visitar? Será que consultámos publicações que nos elucidem do que vale a pena conhecer melhor? Julgo que não. E no entanto, com frequência vejo, nas zonas históricas, turistas estrangeiros a consultarem literatura sobre o que tem de ser apreciado. Entre nós, julgo que há muito o hábito de raciocinar assim: como moramos relativamente perto, a todo o momento poderemos passar por cá, com mais calma. Só que, tal não acontece. O tempo passa e acabamos por não ver nada.
FM

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