de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 26 Outubro , 2007, 15:50
Cristo e Nossa Senhora

Painel, lado esquerdo de quem olha

Painel, lado direito


Espelho de água



Altar com pedra do túmulo de S. Pedro, ao centro




Painel de Siza Vieira


UMA OBRA À MEDIDA DAS NECESSIDADES
ESPIRITUAIS DO MUNDO INTEIRO


Quando entrei na igreja da Santíssima Trindade, fiquei com a sensação de uma grande beleza. Uma beleza sóbria e imponente pelas formas e decorações de enorme riqueza artística. Também de uma beleza que convidava ao silêncio e ao recolhimento. Os meus olhos ficaram fascinados pelo que viram. Arte em todos os pormenores; sem saber que mais admirar. Se a variedade de expressões artísticas, oriundas um pouco de todo o mundo, se a luminosidade serena que tudo envolve, se a ausência de ruídos ou sons do exterior, se a serenidade de quem entra e sai, se a fuga aos estereótipos nos rostos de Cristo e de Nossa Senhora, se o painel atrás do altar, no presbitério, de ouro e terracota, com o título expressivo de “Chamamento Universal da Igreja” .
Depois, o piso inferior, onde sobressaem os painéis de azulejos Siza Vieira, em que o autor procurou representar “A Galilé dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo”. Capelas, salas para encontros, espelhos de água, tudo acoplado a um claustro amplo e bem iluminado.
Era dia de semana, mas a igreja da Santíssima Trindade estava com visitas contínuas, sem possibilidades de ali se desenvolverem actos de culto ou encontros de formação e de espiritualidade. Eu engrossei o número de visitantes na quarta-feira última. Mas estou em crer que, muito em breve, naquele espaço, à sombra da Senhora de Fátima, um fervilhar de actividades dará outra vida ao novo templo e seus anexos. E os que agora criticam o dinheiro que ali se gastou hão-de reconhecer a mais-valia que representa esta obra grandiosa para o século XXI. Uma obra à medida das necessidades espirituais dos católicos do mundo inteiro.

Fernando Martins


Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 26 Outubro , 2007, 12:31

GAFANHA DA ENCARNAÇÃO
HOMENAGEIA O SEU PÁROCO


A Paróquia da Gafanha da Encarnação vai homenagear, no próximo domingo, 28 de Outubro, o Padre Lé, que há 50 anos serve aquela comunidade como pároco. A homenagem tem o seu ponto alto na Missa Solene às 12.15 horas, seguindo-se almoço e convívio. O Padre Manuel Ribau Lopes Lé nasceu em 1922 e foi ordenado no dia 20 de Setembro de 1947.

Esta homenagem é, a todos os títulos, merecidíssima. As comunidades não podem, sob pena de se tornarem injustas e ingratas, ficar indiferentes a quem as serve, com dedicação indesmentível. O Padre Lé, que conheço desde que sou gente, é o exemplo perfeito de uma entrega sem limites à Gafanha da Encarnação e à Igreja, estando sempre na linha da defesa dos interesses da comunidade que serve há 50 anos. Não é todos os dias que vemos pessoas que trabalham sem pensarem na reforma e nas comodidades a que essa situação pode conduzir. Por isso, a justeza desta homenagem, que aplaudo vivamente.

FM

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 26 Outubro , 2007, 12:04

Por respeitar o ambiente e a segurança: Distinguida empresa química instalada no Porto de Aveiro


O Grupo Drovigo, da empresa APD Química, cujas instalações se situam no Porto de Aveiro, recebe, hoje, em Paris, o prémio «European Responsible Care 2007», que distingue projectos que defendam o meio ambiente, a segurança, e a saúde

Com uma actividade baseada na distribuição química, este grupo foi seleccionado entre outras 16 empresas, pelo Conselho Europeu da Indústria Química, que realiza, em França, o Forum Responsible Care, no âmbito do qual terá lugar a cerimónia de entrega deste galardão. O Grupo Drovigo é um operador logístico com sede em Espanha, mas que dispõe de delegações em Portugal desde 2001. Foi fundado nos anos 50, operando por toda a Península Ibérica. As instalações desta empresa no Porto de Aveiro têm capacidade para receber navios até cinco mil toneladas. No ano passado, facturou quase 26 milhões de euros, tendo distribuído cerca de 30 mil toneladas de mercadorias. A ADP Química, empresa em que se insere, tem uma capacidade de armazenamento de 12 mil metros cúbicos de líquidos, e um armazém com três mil metros quadrados. Atribuído anualmente, o prémio «European Responsible Care» tem como objectivo distinguir o melhor exemplo europeu de desempenho ao nível da actuação responsável, e é atribuído por um júri que integra personalidades independentes de diversas áreas, nomeadamente, membros da Comissão Europeia, do Parlamento Europeu, da imprensa e do próprio sector químico. A Actuação Responsável é a designação nacional do Responsible Care, um compromisso ético voluntário da indústria química mundial, que visa a melhoria contínua nas áreas da Saúde, Segurança, Ambiente e comunicação com os stakeholders, na rota do desenvolvimento sustentável. Em Portugal, a Actuação Responsável foi adoptada pela Associação Portuguesa das Empresas Químicas, há 22 anos, sendo, desde então, a entidade coordenadora nacional da Actuação Responsável, a par com associações químicas de outros 52 países. Há dois anos, o prémio foi entregue ao Painel Comunitário de Actuação Responsável de Estarreja.

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NOTA: Vezes sem conta denunciei, de forma construtiva, a falta de respeito pelo ambiente na Gafanha da Nazaré, mormente na área portuária. Ultimamente, porém, a questão ambiental tem vindo à baila, por mor da poluição com origem no Porto Comercial e que afecta esta cidade, passando mesmo para além dela. Os protestos choveram de todos os lados, políticos e outros, porque as pessoas precisam de respirar ares sadios.
Congratulo-me agora com este prémio atribuído a uma empresa sedeada no Porto de Aveiro, pela sua aposta no respeito pela natureza, nela incluindo, naturalmente, os muitos milhares de pessoas. Espero então que este prémio seja estímulo para todas as outras empresas instaladas no Porto de Aveiro.

FM
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 26 Outubro , 2007, 11:49



A Ciência terá limites?

1. Esta é uma pergunta retórica. Claro que a ciência, como tudo quanto é a percepção humana sobre a realidade, tem alcances e tem limites. Este é o título (“A Ciência terá limites?”) de conferência internacional que nestes dias (25 e 26 de Novembro) decorre na Fundação Calouste Gulbenkian (http://www.gulbenkian.pt/) e que conta com a presença de múltiplos especialistas de referência. Mas será um erro considerar-se que estas questões unicamente interessam aos especialistas e cientistas…
2. Tanto os esforços de divulgação científica merecem uma atenção dos cidadãos a estas questões, como o facto de que aquilo que se vai investigando vir a ter impactos decisivos na nossa vida diária (seja à distância de uma década) deverá sensibilizar todos (“qb”) para estas questões. Que o diga a história da Revolução Científica do séc. XVI-XVII, com os seus impactos na transformação de paradigmas (dos modos) sociais e pessoais de viver. Hoje será a revolução genética e comunicacional que nos está a transformar, a ponto de termos que REVER (quase) TUDO.
3. Felizmente que já ultrapassámos os tempos da surdez científica; felizmente que, hoje, a conjugação de esforços em diálogo de ciências torna todos mais comprometidos. Mas o desafio ético (da dignidade humana) apresentar-se-á como o eixo de equilíbrio, dando os pilares tanto dos alcances como das fronteiras da própria ciência. Já lá vão os tempos (?) tanto dos endeusamentos científicos como de pretensões unilaterais do tratamento das questões e da procura da verdade.
4. Os limites estão aí, todos os dias, a desafiar toda a proclamada sociedade do conhecimento. Numa ciência que saiba (sempre mais e melhor) dialogar com a realidade concreta, dir-se-á que os limites da ciência pairam nos limites da própria humanidade; mas não só, também os limites das culturas, das políticas, das religiões, das filosofias: enquanto a fome, a sede, a violência, o desequilíbrio ambiental, os esvaziamentos da DIGNIDADE HUMANA persistirem, os limites gritam e apelam a todas as formas de conhecimento para as resoluções inadiáveis.
4. Um dos nomes de referência convidados à conferência é George Steiner, que, partilhando dos limites da ciência, exemplifica dizendo que «não há nenhum instrumentos de observação, por mais sofisticado que seja que nos permita prosseguir para lá das “paredes douradas” externas ou internas do nosso possível universo local. […] O Concorde foi uma maravilha aerodinâmica, tecnológica. Não há qualquer intenção de o fazer voar.» Os dados estão aí. A viagem HUMANA, diferente, continua. Seja ela capaz de integrar todas as formas (humildes) de conhecimento ao serviço da sua própria dignidade. No reconhecimento dos limites estará, também, a ponte de aprendizagem dialogal.

Alexandre Cruz

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