de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 19 Outubro , 2007, 19:21


EXEMPLO A IMITAR



Está a decorrer, em Aveiro, por iniciativa da Câmara Municipal, um ciclo de conferências, com o objectivo de manter viva a nossa memória, a respeito dos nossos maiores. Este projecto, a todos os títulos louvável, tem o aplauso de toda a gente e merece ser repetido, por esta ou outra forma, nas autarquias do País. Isto, porque nem sempre somos dados a recordar, com ênfase, aqueles que se deram ao serviço público, às ciências, às artes, à solidariedade, aos valores do espírito, ao desporto, ao amor ao próximo.
É frequente olharmos para a toponímia, lermos os nomes de baptismo de algumas ruas e praças, mas nem sempre sabemos, verdadeiramente, quem foram e o que fizeram de relevante essas personalidade, famosas ou humildes, que, de alguma maneira, contribuíram para o enriquecimento da sociedade, projectando-se e projectando-nos para um futuro mais justo e mais fraterno.
Os meus parabéns e que outros sigam o exemplo da autarquia aveirense, são os meus votos.

FM

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 19 Outubro , 2007, 12:21





PARA ABRIR O APETITE
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Para abrir o apetite, aqui ficam três fotografias do Museu Marítimo de Ílhavo, mais concretamente da Sala da Ria de Aveiro. Claro que há outras salas, outros espaços, onde o nosso mar e o nosso povo também são reis.

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 19 Outubro , 2007, 11:40



6º ANIVERSÁRIO
DA SUA AMPLIAÇÃO E REMODELAÇÃO

O grande dia das comemorações do 6º aniversário da ampliação e remodelação do Museu Marítimo de Ílhavo será no domingo, 21, no auditório, pelas 17 horas. O evento principal será a apresentação do livro “Museu Marítimo de Ílhavo - Um Museu com História”, que assinala o fecho das comemorações dos 70 anos do Museu. Na mesma sessão será também apresentado o catálogo da exposição “A Diáspora dos Ílhavos”.
Entretanto, hoje e amanhã, tem lugar no mesmo museu o Colóquio Internacional de Patrimónios Marítimos e Museologia.
Permitam-me que reforce o conselho, tantas vezes aqui formulado: visitem o Museu Marítimo de Ílhavo, porque vale bem a pena. As especificidades das suas colecções, que tanto dizem às nossas gentes, precisam de ser apreciadas. E se aproveitarmos a circunstância de haver festa, como é o caso deste fim-de-semana, tanto melhor.
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 19 Outubro , 2007, 11:15


SOCIEDADE MAIS INCLUSIVA, QUANDO?

1. Já estivemos a anos-luz deste ideal que perseguimos. Que o digam os heróis que ao longo tantos dos séculos como das últimas décadas têm lutado por uma sociedade (mais) inclusiva, que saiba acolher cada pessoa na sua situação, especialmente na procura de um tempo social que tenha como referência de especial atenção a pessoa que tem mais dificuldades, o “pobre” (aquele a quem falta algo) e nele elas a pessoa com deficiência.
2. Periodicamente, de forma especial em datas comemorativas (seja de âmbito local ou mundial) convivemos com as promessas interessantes de quem diante dos factos espelha a justa sensibilidade para com esta causa de todos. Mas no dia (mês, ano) seguinte tudo volta à estaca “zero”, quase ao ponto de partida, deixando na ansiosa insegurança quem já vive um peso incalculável, como também as suas famílias e as pessoas e instituições que acompanham a vida das pessoas com deficiência.
3. Do ano 2003, Ano Europeu da Pessoa com Deficiência, continuam ainda um conjunto de expectativas para serem cumpridas (dos passeios das estradas públicas até aos acessos a edifícios, e muitas vezes em construções novíssimas); da estruturante Declaração de Salamanca (10 de Junho de 1994, http://www.dhnet.org.br/direitos/sip/onu/deficiente/lex63.htm) continua aberto o longo caminho a percorrer nessa estruturação de uma educação inclusiva que tarda em ser a referência paradigmática na perspectiva de uma educação para todos e ao longo de toda a vida. Mas, sublinhe-se, para se chegar onde já se chegou tem sido heróica a entrega daqueles que, contra todos os ventos do pragmatismo, vão dando esta sensibilidade como o único caminho possível de futuro.
4. Todos sabemos que passeios da rua adaptados para a pessoa com deficiência são caminhos melhores para todos. Desta evidência, porque tarda desmedidamente a implementação dos novos modelos de acessibilidades (tanto de “caminhos” porque antes) de mentalidades? Porque aquilo que deveria ser o essencial pedagógico para todos é praticamente esquecido? Porque os cidadãos não “sentem” (só quando toca na pele) esta como uma causa de todos e essencial para uma sociedade mais sensível? Porque vêm as políticas, agora, também, sacar os cêntimos de pessoas cuja vida…? Porque andamos para trás em termos de sensibilidade social? Eis onde chegámos, e como o permitimos. Quem diria!

Alexandre Cruz

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 19 Outubro , 2007, 11:01
No seu discurso inicial, o Presidente Sarkozy recordou uma frase escrita nas paredes da Sorbone, em Maio de 68, para dizer nesse dia ao povo francês que esse não podia ser o caminho para a renovação e desenvolvimento do país. A frase foi esta: “Viver sem obrigações e gozar sem trabalhar”. Era o ideal de muitos dos protagonistas desse dia.
Os tempos que vão correndo mostram que este parece ser ainda hoje o sonho de muita gente. O ambiente reinante vem, em muitos casos, ao encontro de quem assim pensa e deseja isso mesmo para si. Ganhar muito com pouco ou nenhum trabalho e sem esperar nem gastar tempo. O frenesim na procura do mais fácil e rentável, leva por vezes a entrar por caminhos enviesados e escusos, à margem da lei ou sob uma protecção duvidosa da mesma, permitido o aumento da corrupção, da marginalidade, da irresponsabilidade social. Tudo isto é possível, mesmo habitando-se vivendas vistosas, gozando da estima de uns e dos favores de outros. Uma clandestinidade com muitas abertas, que passa desapercebida a quem só olha para o lado e, quando os olhos se abrem, logo a luz os incomoda.
As obrigações, que tantos rejeitam e que podemos traduzir por deveres e compromissos pessoais e colectivos, pressupõem consciência de responsabilidade, sujeição a normas de conduta, compreensão do bem comum, participação activa na construção de uma comunidade de direitos e deveres, abertura à mútua colaboração, espírito de serviço e de disponibilidade, capacidade de convivência salutar e de verdadeiro discernimento. Só neste clima se pode esperar a satisfação dos legítimos direitos de cada um e de todos. Então, tem sentido a luta pelos mesmos direitos, quando não reconhecidos, negados ou dificultados
Ninguém ignora que governar, até a própria casa, é uma tarefa cada vez mais difícil e penosa. Muita gente não quer regras, a obediência traduzem-na por sujeição de escravos, cada um sabe sempre mais do que os outros e só o que o que ele faz e diz é que tem valor e mérito. Os outros existem para incomodar quem se incomoda com pouco.
A sociedade está a empobrecer progressivamente. Só um atordoamento publicitário que cria e alimenta ilusões e anestesia a inteligência de quem devia pensar e ser crítico, pode impedir esta dolorosa e preocupante verificação. Também têm culpa desta doença que vai minando a vida em sociedade, muitos meios de comunicação social que cultivam o superficial e o emotivo e só aterram na realidade quando o escândalo é grande e torna a notícia rentável. As revistas dos escaparates, que são depois as que nos consultórios são monte de papel à disposição de quem espera, para poder queimar o tempo e alimentar a fantasia, dizem, com grande aparato gráfico, o vazio de muitas vidas, tornadas “famosas” pelo número de casamentos e de escândalos.
Gozar à tripa larga, sem dar nas vistas, foi o conselho de um conhecido treinador de futebol a alguns jovens jogadores, envolvidos em festa, que não honrava pessoas decentes e sérias. Porque se abriu para eles, em corrente abundante, a torneira dos milhões, muita gente julga que está aí para eles e para a gente nova, em geral, o segredo de uma grande felicidade, presente e futura.
A vida não se pode isentar de obrigações. Ela mesma as necessita e as gera para evitar a sua desagregação e obter a honrosa classificação de ser serviço. Do mesmo modo, também para o normal das pessoas, o trabalho que proporciona a alegria do que se goza e satisfaz. Fugir a obrigações e a trabalhos é falsear a vida e envenenar o prazer do que legitimamente se goza. Aqui o segredo da história que perdura e deixa rasto. A opção pela historieta e pela banalidade, pelos caminhos sujos e pelos meios falsificados, é de vida curta, porque de consciência perturbada.

António Marcelino
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