de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Domingo, 07 Outubro , 2007, 11:35

João Ângelo Pinho

Natural da Freguesia de Macieira de Sarnes, Concelho de Oliveira de Azeméis, o Prof. João Ângelo Pinho nasceu em 1938, na casa dos avós maternos, tendo ali passado a sua meninice até completar o Ensino Primário (antiga 4ª classe). Órfão de pai aos 5 anos de idade, rumou para Lisboa a fim de frequentar o Ensino Secundário.
Posteriormente, concluiu o curso de professor na Escola do Magistério Primário do Porto (1960), iniciando funções docentes no ensino primário em S. João da Madeira. Frequentou também, durante algum tempo, a Faculdade de Economia da Universidade do Porto.
Chamado ao serviço militar em 1961, foi mobilizado para a ex-província ultramarina de Angola, onde permaneceu entre Julho de 1963 e Outubro de 1965.
Após a sua passagem à disponibilidade, reiniciou funções docentes no Concelho de Santa Maria da Feira, mais precisamente em Dezembro de 1965.
Por ser neto de ilhavenses, pela via paterna, e por ser filho de professor, classe a que sempre se orgulhou de pertencer, fixou residência na Cidade de Ílhavo em Agosto de 1966. Leccionou então na Gafanha da Boa Hora, Gafanha da Nazaré (Cambeia) e, mais tarde, em Setembro de 1971, foi transferido para a ex-Escola n.º 1 de Ílhavo. Ainda exerceu funções docentes na Escola Preparatória Bento Carqueja (Oliveira de Azeméis), onde foi responsável pela implementação do Ciclo Preparatório na Vila de Cucujães (1973-75). Regressado a Ílhavo, foi nomeado, em 1976, Delegado Escolar do Concelho, funções que exerceu durante 19 anos, tendo igualmente exercido o cargo de Vereador da Câmara Municipal de Ílhavo nos anos de 1978 e 1979.
Encarregado de educação de três filhos e defensor do direito a uma educação íntegra dos jovens, desempenhou um papel preponderante nas Associações de Pais durante 12 anos, tendo sido igualmente co-fundador da Associação de Pais da Escola Preparatória de Ílhavo. Foi eleito para os órgãos directivos daquela Associação e da Associação de Pais da Escola Secundária de Ílhavo de 1981 a 1992, representando a mesma na Federação Regional de Aveiro e na Confederação Nacional de Associações de Pais.
Sócio-fundador da Associação Nacional de Professores, dinamizou e contribuiu para a implementação da Secção de Ílhavo desta Associação em 1985, fazendo ainda hoje parte dos órgãos dirigentes da mesma a nível local e nacional.
Aposentado desde 1995, o Prof. João Ângelo Pinho continua a trabalhar em prol da educação, desempenhando actualmente o cargo Presidente da Mesa de Assembleia-Geral da Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo, Instituição à qual se encontra ligado desde 1982. Já o tempo livre é passado na entrega incessante ao saber, dedicando-se à leitura e procurando inteirar-se das virtudes das novas tecnologias, com recurso à Internet.
Inquestionavelmente, estamos na presença de um Homem para quem o lema de vida foi e continua a ser “o saber não ocupa lugar!”
In Viver em..., da CMI
:
NOTA: Não ficaria de bem com a minha consciência se publicasse apenas o que nos ofereceu este mês a agenda Viver em... da responsabilidade da Câmara Municipal de Ílhavo. Porque conheço e admiro o professor Pinho há bons anos, porque aprecio as suas qualidade de cidadão íntegro e porque sou seu amigo.
Concordando inteiramente com o que vem na Viver em..., permitam-me, então, que sublinhe mais algumas facetas deste homem a quem o concelho de Ílhavo muito deve. Fraterno no trato, disponível para com todos os professores (e não só) que a ele recorriam frequentemente, amigo do seu amigo, atencioso para com todos, fossem eles gente importante ou humilde. Nunca me lembro de o encontrar aborrecido, nunca o vi exaltado. Foi sempre um Delegado Escolar apaziguador, um conselheiro oportuno, um profissional competente e um homem intrinsecamente bom. Por tudo isto, aqui ficam os meus parabéns, com votos de que continue (continuemos) disponível (disponíveis) para servir.
Fernando Martins

Editado por Fernando Martins | Domingo, 07 Outubro , 2007, 11:19

Quantas Barragens?!

1. Há dias foi apresentado o Plano Nacional de Barragens. Sabemos que as necessidades de energia são muitas, sendo esta uma fatia fundamental de despesa habitual do país. Neste sentido, todo o esforço, tardio, é estratégico e por isso bem-vindo. Mas, serão três, quatro barragens? Cinco, já soaria a promessa exagerada! De forma alguma: a promessa é mesmo a construção não de sete ou oito, mas (números redondos) dez barragens! Claro, depois de dez estádios, dez barragens para 2020, é essa a última promessa, para produzir 7000 megawats nesse final da década de 20. (Bom, ao menos nestas barragens sabemos que, mais mês menos mês, ficarão cheias!...)
2. O discurso do 5 de Outubro elegeu, novamente, a “corrupção” como combate e (“inovadamente”) a EDUCAÇÃO como aposta decisiva. Sobre a primeira matéria, o Eng. João Cravinho, “aconselhadamente” agora emigrado, (em grande entrevista à Visão) continua a ver à distância o seu esforço da des-corrupção colocado na prateleira; quanto à educação, um forte apelo “cidadânico”, de empenho de pais e comunidade local desperta-nos para o sentido da hierarquia de prioridades, devendo-se destacar um sentido de exigência estimulante que (pro)mova a escola e a comunidade educativa como missão decisiva no “agarrar” os desmotivados, abandonados e auto-excluídos da escola. Que dramático o abandono escolar e a desqualificação dos portugueses que merecia a garantia de uma promessa para 2020!
3. Que democracia é esta que continuamente publicita e promete e tem ainda, “longemente”, por cumprir o que prometeu? (Os milhares de postos de trabalho?) É para levar a sério, ou será para não ligar?! Há dias falava-se que o “prometismo”, a forma elegante de fazer política, já chegou ao poder local… E ainda: porque é que os portugueses acreditam muitas vezes facilmente na proclamada “banha da cobra”?! Nos tempos em que estamos, é problemático (seja de que quadrante for) o prometer-se, como é sintomático da profundidade cívica (ou não!) o acreditar-se na promessa. Mas, já agora, quanto às dez barragens (sem derrapagens orçamentais!) previstas, para quê e para quem tanta energia, se a natalidade é o que é, a escola “idem aspas” e os cuidados de saúde são o que são?!
4. Será que continuamos a prometer ao lado?! As crianças, os doentes, idosos, desempregados, as pessoas com deficiências, os professores, escolas… também merecem uma promessa…! Sonhamos com o dia em que não se façam promessas, elas afastam-nos da autenticidade.

Alexandre Cruz

Editado por Fernando Martins | Domingo, 07 Outubro , 2007, 10:57


SÁBIA LIÇÃO DE VIDA

"Não há nada que esteja mal na América que não possa ser curado pelo que está bem na América"

Bill Clinton
(ex-Presidente dos EUA 1946 - )
Citado pelo PÚBLICO de hoje
:
Ora aqui está uma curta e simples, mas sábia lição de vida. Para a América e para todas as nações do mundo. Obviamente, também para Portugal, onde o que há de bom, conhecido e ignorado, supera, penso eu, o que possa haver, e há, de menos bom.
Aqui está uma bela proposta para todos nós: que saibamos tirar partido, sempre pela positiva, das nossas potencialidades, para chegarmos mais longe e mais alto. Sem lamúrias e sem preconceitos.
É garantidamente possível ultrapassar barreiras, vencer o que parece impossível, fazer melhor o que tem de ser feito, contribuir para uma sociedade mais fraterna, cultivando a partilha de bens e saberes, estimulando caminhadas de justiça social. Lutando, com franco optimismo, por um mundo melhor, afinal.

FM
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Editado por Fernando Martins | Domingo, 07 Outubro , 2007, 10:35

OUTONO

A chuva na cidade incerta e muda
planta subúrbios de crepúsculo
nos amarelos álamos do rio.

E, por dentro das minhas mãos,
pousadas de frio
nos rins tão fatigados da tarde
ou no áspero feno da insónia

Apagam-se (a asa é sempre pouca)
os pássaros que de sal
vestem minha pele,
tecem minha boca.

Armor Pires Mota

In TRISTES PÁSSAROS DE BABILÓNIA

Editado por Fernando Martins | Domingo, 07 Outubro , 2007, 10:24

A ÚNICA VERDADEIRA
IGREJA DE JESUS CRISTO


Há anos, na Suíça, fui a Ecône, visitar o Seminário da Fraternidade S. Pio X, fundado pelo bispo M. Lefebvre, dissidente do Vaticano. Recebeu-me um padre simpático. Após conversa longa, apercebi-me de que o problema da Fraternidade não está propriamente na missa em latim. A questão essencial é o Concílio em temas fundamentais: a liberdade religiosa, o ecumenismo, o diálogo inter-religioso.
Depois do "Motu Proprio" "Summorum Pontificum", de Bento XVI, de 7 de Julho, ficou autorizada a Missa em latim segundo o Missal Romano promulgado por S. Pio V em 1570. A Fraternidade recebeu a medida com entusiasmo: trata-se de "um avanço capital na restauração da Tradição", comentou o secretário-geral.
Penso que comunidades cristãs vivas têm de assentar em três pilares fundamentais. Um é o apostolado da inteligência, que tem a ver com o diálogo da razão e da fé - a compreensão da fé, que não pode ignorar os avanços da ciência. Outro é o anúncio do Reino de Deus e a luta pela justiça. Depois, há as celebrações litúrgicas belas. É essencial acentuar a dimensão da beleza na liturgia e homilias que façam ponte entre a mensagem do Evangelho e a experiência actual de mundo. Mas não se vê onde esteja aí a necessidade ou importância do latim, sobretudo se a celebração se fizer de costas para o povo.
Os tradicionalistas têm outra razão maior de contentamento: o documento com "Respostas a algumas perguntas acerca de certos aspectos da doutrina sobre a Igreja". Tem a data de 29 de Junho, é assinado pelo cardeal W. Levada, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e foi aprovado pelo Papa.

Anselmo Borges
Pode ler todo o artigo em DN

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