de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Domingo, 30 Setembro , 2007, 20:31
Stella Maris, na Gafanha da Nazaré
Buarcos: Homenagem ao pescador

Caramulo

STELLA MARIS DE AVEIRO ABRE-SE A NOVOS HORIZONTES

Em jeito de balanço, podemos dizer que a Obra do Apostolado do Mar (OAM) continuou, neste primeiro semestre de 2007, a procurar novos caminhos de intervenção do seu clube Stella Maris nas áreas da ria e portos de Aveiro, apostando, especialmente, nos campos social, cultural e religioso.
A direcção, presidida pelo diácono permanente Joaquim Simões, optou, nessa linha, por conhecer, junto de dirigentes nacionais da OAM, formas diversas de valorização dos marítimos e seus familiares, sobretudo os residentes na região aveirense. Assim, seis elementos dos corpos directivos participaram num retiro, em Fátima, onde foi sublinhado o valor da solidariedade entre as famílias ligadas ao mar.
Com o mesmo objectivo de estabelecer laços solidários entre os membros da direcção e amigos da OAM da Diocese de Aveiro, realizou-se uma visita a Buarcos, para uma troca de impressões com o Padre Carlos Noronha, director nacional da OAM, e seus colaboradores. Os visitantes reconheceram a importância de uma instituição como esta, inserida numa freguesia piscatória e atenta aos problemas da comunidade.
A comitiva aveirense rumou seguidamente para a Serra do Caramulo. Num enquadramento natural, paisagístico e demográfico bem diferente das terras da laguna aveirense, um amigo do Stella Maris de Aveiro ofereceu um lanche na povoação de Pedronhe, do qual resultou um convívio muito salutar.
Porque se torna urgente dar a conhecer os objectivos concretos da OAM, nomeadamente através do clube Stella Maris, a direcção promoveu, ainda neste semestre, a celebração do primeiro ano da tomada de posse dos novos dirigentes. O encontro congregou, para além do Bispo de Aveiro, D. António Francisco, outros responsáveis diocesanos ligados ao sector, autoridades civis, funcionários e seus familiares, bem como amigos do clube, sobretudo os que, em momentos difíceis, se dispõem a ajudar este serviço diocesano.
No sentido de busca de conhecimentos e de procura de experiências que possam levar a OAM de Aveiro a abrir-se a novos horizontes, a direcção participou, em Junho, no XXII Congresso Mundial do Apostolado do Mar, promovido pelo Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes. O Congresso decorreu em Gdynia, Polónia, e teve por tema “Em solidariedade com a Gente do Mar, testemunhos de esperança pela Palavra de Deus, a liturgia e a diaconia”.
F.M.

Editado por Fernando Martins | Domingo, 30 Setembro , 2007, 14:22
Gafanhoas na romaria da Senhora da Saúde

FESTA DA SENHORA DA SAÚDE

Ao ouvir os foguetes da Senhora da Saúde, lembro-me bem de que isso era um convite a corrermos até lá. Mas tal foi muito depois da foto que aqui publico, retirada da Monografia da Gafanha (edição de 1944) do Padre João Vieira Rezende, que foi prior da Gafanha da Encarnação, a que pertencia a Costa Nova, hoje paróquia, mas ainda ligada, civilmente, à mesma freguesia.
Os trajes, que presentemente pouco ou nada nos dizem, eram moda naqueles tempos e, decerto, bastante apreciados. Trajes de gente de trabalho duro, nos campos arenosos das Gafanhas, mas que hoje, apesar de bastante produtivos, estão um tanto ou quanto abandonados ou... cheios de casas e prédios que emolduram ruas e mais ruas. Outros tempos.

Editado por Fernando Martins | Domingo, 30 Setembro , 2007, 11:44

OUTONO

Tarde pintada
Por não sei que pintor.
Nunca vi tanta cor
Tão colorida!
Se é de morte ou de vida,
Não é comigo.
Eu, simplesmente, digo
Que há tanta fantasia
Neste dia,
Que o mundo me parece
Vestido por ciganas adivinhas,
E que gosto de o ver, e me apetece
Ter folhas, como as vinhas.


Miguel Torga



In “DIÁRIO”, 1968

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Editado por Fernando Martins | Domingo, 30 Setembro , 2007, 11:19


IMPLOSÃO POLÍTICA?

1. Implosão? Certamente que não! Mas a conjuntura da eleição do líder partidário do maior partido da oposição confirmou como vamos andando. Claro que a actividade política, como fenómeno geral, não se esgota nos partidos, embora estes, com seus “aparelhos”, na hora da verdade, acabem por abafar outras opções. De quando em quando fala-se e vêem-se movimentos cívicos e mesmo outras novas formas de “participação” mas que, com pena, passado umas semanas, perdem a força por falta de estrutura própria acabando por ter vida breve.
2. O dizer-se que “cada país tem os políticos que merece”, além de ser comentário fácil e/ou mesmo de descomprometida analítica, sempre generalista, resulta em não acrescentar nada de bom e novo à realidade. Os fenómenos comunicacionais de hoje, que sobrepõem o entretenimento às questões de fundo (que o diga Santana Lopes na adiada Entrevista à SIC Notícias), acabam por ser o espelho de uma verdade cultural, da qual então se poderá dizer, isso sim, que “cada país tem os cidadãos que merece”, ou melhor: “cada país tem os cidadãos que tem (somos)!”
3. As recentes eleições do maior partido da oposição de feridas abertas merecem a maior atenção; como já antes haviam merecido a maior importância as eleições para a presidência da Câmara de Lisboa da qual saiu vitoriosa a abstenção. Tanto para os próprios como para o país, o “à deriva” confuso político-partidário é sempre sinal que deita a perder todas as boas intenções de todos. Fenómeno não novo e preocupante (por caricato) era tristemente interessante de observar na reclamação “ética” de ambas as partes, quando nenhuma delas tinha esse oxigénio vital de completa dignidade. Assim, não há condições!
4. Como edifício em implosão, diante de uma sempre inquietante abstenção cultural entretida, as bases de uma desejada credibilidade política vão ruindo. Não de fora, mas por dentro. Pior ainda! Mau para todos. Custando muito construir uma “torre”, num instante ela pode cair. Mas tudo continuará, a viagem humana sempre foi assim! Todavia, embora pareça interessante ao timoneiro do barco comum o desnorte alheio, não se pense que isso é bom… As eleições legislativas de 2009 trazem consigo o perigo da superconcentração do poder; isso sempre foi, no mínimo, menos bom (e por vezes mau)... A democracia real e dinâmica da liberdade precisa de oposições credíveis. Essa será a base saudável e autêntica de uma comunidade que sabe (con)viver com a diferença de opinião. Isso!

Alexandre Cruz

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