de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Domingo, 19 Agosto , 2007, 01:34


















X FESTIVAL NACIONAL
DE FOLCLORE PRAIA DA BARRA
:
Se não posso mostrar as danças e os cantares, nem todos os trajos nem as vozes puras do Festival de Folclore Praia da Barra, aqui ficam, ao menos, algumas imagens do que ontem vi, ao vivo, na Casa Gafanhoa. Desta Casa-Museu, mostrarei logo mais algumas fotos, como símbolos do viver de uma família de abastados lavradores dos princípios do século XX. Lavradores e sócios de uma empresa dedicada à Pesca do Bacalhau.
Só mais um pormenor da recepção feita aos grupos participantes (Rancho Folclórico de Alenquer; Rancho Folclórico e Etnográfico "Os Ceifeiros de Bemposta", Loures; Grupo de Danças e Cantares de Carragoso,Viseu; Rancho Folclórico de S. Romão do Coronado, Trofa; e Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré): o Representante da Federação do Folclore Português, António Amador, garantiu que a identidade pátria, no respeito pelas nossas tradições, será preservada pelas instituições vocacionadas para a defesa da etnografia, não obstante a integração na UE e a falta de apoios dos nossos governantes a nível nacional.



Editado por Fernando Martins | Domingo, 19 Agosto , 2007, 01:29
FADAS
E LOBISOMENS
EM VILAR

Caríssima/o:


Da Gafanha, saltei para Vilar, ali ao pé de Aveiro.
E ir a Vilar é reencontrar bons Amigos que lá fiz. De entre todos – que não me levem a mal os Matias ( o João, o Paulo,...), os Vieiras, os Gamelas... - bem, de entre todos há uma referência especial à Bondade personificada do Padre Almeida! Assim, os nossos jovens poderão saber que além de homens-lobos havia (e há!) homens-bons!
Parece estar a ouvir o Fernando Ferrão a chamar-me à pedra: Então esquece a boa Senhora que deu tudo pelo Patronato?!
Cá para nós que ninguém nos ouve (ou melhor, nos lê) estou quase como os “Amigos da Escola de Vilar” que se reúnem todos os anos... mas só... eles!
Bem procurei uma lenda que ilustrasse a minha passagem por Vilar. Com a zundapp a toda a brida, apenas encontrei estas fantasmagorias de João Pereira Lemos, em tudo iguaizinhas às que ouvimos ou, quiçá, nos fizeram mudar de cor com o susto. Revisitemos então Vilar, ao luar, na década de 40 do século passado:

«Na nossa meninice ouvíamos falar nas fadas transformadas em cisnes brancos que vogavam na represa da Azenha da Ti Cândida! Na pipa que rolando subia a ladeira da S. Rita. No Lobisomem que, vagueando de noite para cumprir o seu fadário de cão raivoso, só voltava a ser homem depois de ser picado por uma agulha. Ou os fantasmas do Pinhal dos Frades que não passavam das sombras das copas dos pinheiros e que eram projectadas em noite de luar e se moviam com aligeira brisa. [...]
Um dia no ano de 1947, vínhamos na companhia do Artur Leite a passar à porta do Cemitério Novo por volta da meia-noite, quando um lençol saiu da porta do dito, rodopiando e vindo ao nosso encontro. Ficámos siderados, sem fala, cabelos em pé quase desmaiando de susto; porém, o Artur que se calhar nem acreditava nos espíritos invocados pela mãe, correu direito à “alma do outro mundo” e deu-lhe dois valentes murros que produziram logo efeito. De dentro do lençol alguém de carne e osso suplicou “Não me bata mais que estou aqui à espera do meu patrão!” Era o criado do Manuel Vieira Bacalhau que o queria matar com algum ataque do coração!...
Outra ocasião, vínhamos noite dentro a passar pelos “carreiros” ali da rua do Caseiro, e a verdade é que vínhamos assustados com o que diziam se passava naquele local, quando começámos a ouvir no fim dos muros onde hoje o Zé Manel Saraiva tem a casa, um resfolegar estranho. O coração quase nos parou mas caminhámos resolutos, já agora “morra o bicho, fique a possanha”. Então o que era senão o burro do Zé Lindo que se espolinhava levantando uma enorme nuvem de poeira, e o dono curtia, soprando, uma enorme bebedeira!...»

[Vilar Doce e Poético Cantinho, João Pereira Lemos, pp. 199-200, Edição da Acção Católica Rural de Vilar, Aveiro, 1991]

E agora dizei-me qual de vós ainda não enfrentou noites assim. Se não, o luar de Agosto é companheiro ideal!

Manuel

Editado por Fernando Martins | Domingo, 19 Agosto , 2007, 01:22

MAR À VISTA
:
No cimo, com mar à vista, sente-se um prazer enorme por ver horizontes sem fim. Se não acredita, faça um esforço e vá até lá. A Praia da Barra, como outras, certamente, tem este sortilégio de nos oferecer panoramas únicos, que nos afastam do stresse. Claro que temos de dar uma ajudinha. Parece que neste domingo não teremos chuva nem muito frio. Então, aproveite.

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