de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 01 Agosto , 2007, 15:15
Uma equipa de juniores de raça, ano de 71/72.
De pé, da esquerda para a direita: Nelson, Djalma,
Lombomeão, José Cruz, Teixeira e Jacob.
Em baixo, pela mesma ordem: Sizenando, José Nunes,
Balacó, Amaro, Costa, Anselmo e Carlitos
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MEIO SÉCULO AO SERVIÇO DO DESPORTO
E DO POVO DA GAFANHA DA NAZARÉ
:

Em 1 de Agosto de 1957, segundo reza o artigo número um dos Estatutos, nasce o Grupo Desportivo da Gafanha. Da Gafanha, por pretender, na altura, representar toda a sub-região assim denominada.
Tempos antes, na barbearia do Hortênsio Ramos, nasceu a ideia de se criar um clube desportivo que fosse, de alguma forma, o herdeiro da União Desportiva da Gafanha, do Atlético Clube da Marinha Velha e da Associação Desportiva da Gafanha, entretanto extintos. A escolha do nome logo se impôs, porque havia outros tantos adeptos dos clubes que anos antes haviam entusiasmado os gafanhõese que lutavam pela preservação dos nomes dos clubes históricos. Houve então necessidade de ultrapassar o obstáculo e a primeira proposta de baptizar a nova instituição com o nome de Grupo Desportivo da Gafanha partiu do indigitado presidente Henrique Correia. Era um nome pouco expressivo para a época e, talvez, para os nossos dias. Mas foi o que ficou.
Recordamo-nos do último argumento que entretanto foi aduzido e que foi mesmo convincente: “Não podemos adoptar qualquer nome dos clubes extintos — dizia o Henrique Correia, cuja memória sentidamente recordamos para a homenagem que lhe é devida, já que foi, embora por pouco tempo, o primeiro presidente do Grupo Desportivo da Gafanha — porque não queremos nem devemos assumir responsabilidades perante os credores desses clubes.” Naquele tempo, tal como nos nossos dias, os clubes desportivos tinham inúmeras dificuldades económicas e financeiras e era legítimo que o grupo nascesse sem quaisquer vinculações aos anteriores, a não ser ao gosto pelo desporto que eles nos legaram. Também assim, livre de tutelas do passado de qualquer deles, poderia o jovem clube congregar à sua volta todos os gafanhões, amantes, principalmente, do desporto-rei.
Ao entusiasmo da primeira hora, que conduziu mesmo à elaboração dos Estatutos e consequente registo e publicação no Diário do Governo (III série, n.º 163, de 14 de Julho de 1958) e inscrição na Associação de Futebol de Aveiro, não correspondeu uma adequada organização. O presidente Henrique Correia emigrou para o Canadá e os colegas da Direcção, mais jovens e inexperientes, deixaram o Grupo Desportivo da Gafanha em letargia, até que o calor da Primavera o fizesse acordar para uma vida nova. E assim aconteceu no dia 31 de Maio de 1968. Nessa data, e conforme reza a acta número um, foram eleitos os novos corpos gerentes, cujos cargos ficaram assim distribuídos:
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Assembleia-Geral

Presidente, Padre Domingos José Rebelo dos Santos
Vogal, Manuel Vergas Caspão

Direcção

Presidente, José Henrique dos Santos Sardo
Secretário, José Alberto Ramos Loureiro
Tesoureiro, João Gandarinho Fidalgo
Vice-presidente, Carlos António da Silva Loureiro
Vogal, Hortênsio Marques Ramos

Conselho Fiscal


Presidente, Carlos Sarabando Bola
Vogal, Nelson Mónica Modesto
Vogal, José Casqueira da Rocha Fernandes

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 01 Agosto , 2007, 12:35
HOJE VAMOS AO MUSEU


O nosso roteiro de férias leva-nos a visitar alguns dos museus temáticos existentes na área geográfica da Diocese de Aveiro. Se fosse possível, o percurso seria feito de comboio e de navio, ao som de música popular e saboreando um vinho bairradino.
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NAVIO-MUSEU SANTO ANDRÉ


Atracado junto ao Forte da Barra, na Gafanha da Nazaré, o Navio-Museu Santo André é um antigo navio da pesca do bacalhau adaptado a museu, que conserva todo o seu equipamento e respectivos apetrechos da pesca.
Algumas das suas dependências, como os antigos porões, são agora salas de exposições e um pequeno auditório, onde o visitante pode ficar a conhecer melhor algumas das actividades relacionadas com a pesca do bacalhau, como também pode visitar exposições temporárias sobre variados temas ou participar em eventos diversos.
A casa das máquinas, a ponte (de comando do navio), os camarotes (tanto dos oficiais como dos pescadores), a cozinha, o refeitório, entre outras dependências, estão de acordo com o original, de modo a que o visitante possa ter uma ideia fiel de como era a vida a bordo no navio.
O Navio-Museu Santo André é propriedade da Câmara Municipal de Ílhavo e está tutelado pelo Museu Marítimo de Ílhavo.
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NOTA: Uma proposta do jornalista Cardoso Ferreira, no Correio do Vouga
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 01 Agosto , 2007, 10:30



PAÇO DE MAIORCA VAI PASSAR A HOTEL

Nas minhas voltinhas de férias, não podia deixar de passar por alguns sinais históricos e turisticamente recomendáveis. Num dia de algum calor, parei defronte de um palácio, que foi propriedade dos Viscondes de Maiorca. Os desdobráveis turísticos recomendam, com justiça, este edifício, que é, desde 1977, imóvel de Interesse Público.
Trata-se de um edifício de planta longitudinal irregular, cuja fachada assimétrica se compõe de um portal central, como facilmente pode ser confirmado.
Documentação turística diz este paço se enquadra na tipologia dos palácios rurais de influência barroca, já da segunda metade de setecentos, apresentando-se ao visitante com uma significativa riqueza na decoração de interiores, particularmente os azulejos rocaille das diferentes salas, os tectos pintados, a beleza da Sala de Papel, a imponente cozinha de planta octogonal e a capela com altar do séc. XVI.
Flanqueado por jardins, este nobre edifício enquadra-se numa vasta propriedade que propicia agradáveis passeios de lazer e encontro com a natureza.
Tudo isto tinha lido e me dispunha a confirmar in loco, mas dei com o nariz na porta. O paço estava encerrado ao público. Indaguei então que o antigo palácio dos Viscondes de Maiorca, que havia sido adquirido pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, no tempo da presidência de Pedro Santana Lopes, estaria à espera de ser convertido num luxuoso hotel. Melhor que ficar por ali fechado sem ninguém o poder visitar, como me aconteceu a mim.
F.M.

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 01 Agosto , 2007, 10:04

A SOMBRA DAS ÁRVORES É SEMPRE...
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A sombra das árvores é sempre um convite a um descanso, por pequeno que seja, a quem passa afogueado com o calor. O mês de Julho deste ano, que não foi muito quente, teve, no entanto, um ou outro dia que nos obrigava a parar a caminhada à sombra de uma árvore. Aqui me lembro das redacções de pequeno, quando nos pediam os benefícios das árvores. Além dos frutos e da madeira que elas nos davam, lá aparecia sempre, inevitavelmente, a sombra saborosa em dias de calor.
Estas árvores, como outras, podem ser apreciadas e usufruídas no parque das Abadias, na Figueira da Foz.

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