de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 29 Junho , 2007, 14:45

"O riso é a mais útil forma da crítica porque é a mais acessível à multidão"


Eça de Queirós,
in PÚBLICO de hoje
:
NOTA: Esta simples citação do grande Eça trouxe-me à memória um livrinho que li há muitos anos sobre o romancista de "A cidade e as serras", o primeiro romance que dele li. Chama-se o livrinho "O espírito e a graça de Eça de Queiroz", preparado por Luiz de Oliveira Guimarães, com prefácio de Fradique Mendes, como se lê logo na capa. Edição da Romano Torres, com data de 1945.
Li-o com prazer e recordei-o hoje, por artes nem sei de quê.
Deste livro transcrevo:

"Portugal é um país que todos dizem que é rico, povoado por gente que todos sabem que é pobre"
:
"Um dia, em Paris, quiseram que Eça de Queiroz subisse em balão. Recusou.
- Eu não sou político, meus amigos!
E, depois dum silêncio, esclareceu:
- Só os políticos é que conhecem a complicada arte de se equilibrarem nos ares!"
:
"Atenas produziu a escultura, Roma fez o direito, Paris inventou a revolução, a Alemanha achou o misticismo. Lisboa que criou? O Fado"
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 29 Junho , 2007, 11:27






UM ESPAÇO MUSEOLÓGICO
QUE MERECE SER VISITADO

No sábado, 23 de Junho, foi inaugurado o Museu Paroquial da Gafanha da Nazaré, em cerimónia simples que contou com a presença de D. António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro, servindo de cicerone o Prior da freguesia, Padre José Sardo Fidalgo.
Penso que toda a gente compreenderá a importância de um espaço museológico como este, onde se preservam peças que fazem parte integrante da história da comunidade católica da Gafanha da Nazaré.
Para além de paramentos da igreja primitiva, que foi inaugurada em 1912, os visitantes podem apreciar outras peças de muito valor, simbólico e não só, como castiçais, jarras decorativas, cálices e turíbulos, píxides e custódias, navetas e missais. Há imagens dos primeiros tempos da igreja, um livro de actas da Irmandade de Nossa Senhora da Nazaré, dos princípios do século XX, uma bandeira da mesma irmandade, com data de 1941, e muitos outros motivos para uma visita atenta.
As paredes do Museu estão bem decoradas com painéis do artista Manuel Correia, alusivos à parábola do Filho Pródigo. Um trabalho muito expressivo e de rara sensibilidade, que merece ser olhado com olhos de ver.
A comunidade católica da Gafanha da Nazaré está de parabéns. O que é preciso, agora, é que todos visitem este Museu Paroquial, enriquecendo-o, se puderem, com peças que tenham pertencido à paróquia, uma vez que, segundo lá se recorda, em legenda bem visível, há património da freguesia que anda perdido e que ainda não foi possível recuperar.

Fernando Martins
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