de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 19 Junho , 2007, 15:06
NUNCA PENSEI QUE TAL FOSSE POSSÍVEL
:

O caso da Ota e de Alcochete tem mexido com o País. Dando o dito pelo não dito, o Governo recuou nas suas convicções e aceita repensar o assunto, logo depois de a CIP (Confederação da Indústria Portuguesa) ter apresentado um estudo liderado pelo Prof. da Universidade de Aveiro Carlos Borrego. Até aqui tudo bem. Não há mal nenhum em mudar de ideias, desde que haja razões fortes para isso.
O que me chocou profundamente foi a afirmação do presidente da CIP, Francisco Van Zeller, garantindo que não divulgaria os nomes dos investidores, os que pagaram a conta do estudo, pois os mesmos tinham medo de represálias do Governo. Incrível, numa sociedade democrática. Ainda esperei, mas não vi qualquer reacção do Governo a esta afirmação. Como quem cala consente, será mesmo verdade. Quem contraria o Governo, pode correr o risco de represálias de quem nos governa. Como é que isto é possível?
Fernando Martins
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 19 Junho , 2007, 12:26
O VATICANO APRESENTA...




O DECÁLOGO DOS CONDUTORES

I. Não matarás
II. A estrada deve ser um instrumento de comunhão, não de danos mortais
III. Cortesia, correcção e prudência ajudar-te-ão
IV. Sê caridoso e ajuda o próximo em necessidade
V. O automóvel não seja para ti expressão de poder
VI. Convence os jovens a não conduzirem quando não estão em condições de o fazer
VII. Apoia as famílias das vítimas dos acidentes
VIII. Procura conciliar a vítima e o automobilista agressor, para que possam viver a experiência libertadora do perdão
IX. Na estrada, tutela a parte mais fraca
X. Sente-te responsável pelos outros
:
Fonte: Ecclesia


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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 19 Junho , 2007, 11:03


ESCOLHA UM DOMINGO
E DEDIQUE-O AO MUSEU


Nunca me canso de visitar o Museu Marítimo de Ílhavo. Quando lá vou, como aconteceu há dias, sinto-me transportado aos meus tempos de menino. Ali recordo vivências de menino e moço em que tudo aquilo me era familiar. Filho de marítimo, aprecio com enlevo tudo quanto diz respeito ao mar. Olhar os navios, mesmo em miniatura, é entrar no Santo André, quando ele chegava da Terra Nova, carregadinho de bacalhau salgado que iria dar trabalho a imensa gente, quase de todo o País, nas secas de bacalhau, onde o fiel amigo se tornava mais saboroso. Fiel amigo, porque era, então, acessível a todas as bolsas. Hoje, importado, o bacalhau, sobretudo o de melhor qualidade, já é prato de ricos.
Ainda tenho em mim o cheiro e o sabor do pão branco, branquinho como a neve, que meu pai nos dava, à chegada. Era um pão diferente, com um sabor raro e muito agradável. Nunca nos faltou o pão, nem no tempo da guerra, mas aquele, nem sei bem porquê, era muito diferente.
No museu deliciei-me com a colecção das conchas, expostas com arte, que são um encanto ver, mais os apetrechos marítimos, que me eram, e ainda são, tão familiares. Depois, a sala das salinas, com os utensílios indispensáveis para a safra do sal, a miniatura da marinha, com os seus tabuleiros, talhos, cabeceiros e outras divisões; mais, em tamanho natural, razoila, rodo, ugalho, almanjarra, círcio e nem sei que mais. Logo adiante, a sala da Ria, com o moliceiro e a bateira, como suas velas, e a arte da construção das embarcações da laguna.
A visita, igual a tantas outras que faço ao Museu de Ílhavo, serve agora para dizer aos meus amigos que ele, com todo o seu recheio, bem cuidado e bem exposto, que o seu director, Álvaro Garrido, é um especialista destas coisas, como homem da ria que também é, ali de Estarreja, continua à espera que o povo passe por lá. Quer uma sugestão? Então, escolha um domingo, que pode ser o próximo, e dedique-o ao Museu Marítimo de Ílhavo. Verá que não perdeu o seu tempo.

Fernando Martins
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 19 Junho , 2007, 10:20


É PRECISO AJUDAR QUEM AJUDA


O Banco Alimentar Contra a Fome comemora hoje o seu 10.º ani-versário, com uma missa que vai ser celebrada pelo Bispo Emérito de Aveiro, D. António Marcelino, e com um concerto pela Filarmonia das Beiras, no Teatro Aveirense.
Para além das cerimónias e outras acções comemorativas, importa lembrar que esta instituição dá de comer, diariamente, a muitos milhares de pessoas em Portugal. Em Aveiro apoia diariamente 173 instituições e mais 30 ocasionalmente, com a prestimosa colaboração de 1600 voluntários, como noticia a Rádio Terra Nova, da Gafanha da Nazaré.
Muitos hão-de interrogar-se sobre o porquê de tanta fome em Portugal. O facto, digno de reflexão por bastantes sociólogos e outros especialistas, nunca suscitou respostas que levassem à erradicação da pobreza entre nós. Ela existe, mesmo debaixo dos nossos olhares, concluindo-se que se trata duma aceitação tácita e irreversível. “Pobres sempre os houve toda a vida; pobres sempre os teremos.” Isto é dito à boca cheia, a toda a hora, como se mais nada houvesse a fazer.
Choca-me este conformismo, palpável em cada canto. Mas nem por isso deixo de manifestar este meu desabafo, numa ânsia incontida de querer lutar contra as injustiças que causam a fome, no nosso País, a tantos milhares de compatriotas nossos e a muitos imigrantes que nem aqui conseguiram encontrar o essencial para uma vida digna.
Enquanto a justiça social não for preocupação primeira dos nossos empresários e políticos, enquanto não houver salários justos e pagos regularmente, enquanto não houver condições para que cada português possa ter o mínimo para uma vida decente, teremos de agradecer ao Banco Alimentar Contra a Fome e a tantas outras instituições e pessoas que se preocupam com os que nada têm.
E aqui fica, por isso, o apelo para que todos saibamos e queiramos ajudar quem ajuda.
Fernando Martins
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