de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 08 Maio , 2007, 16:22
Fátima - O pagamento de uma promessa
(Do livro "Fátima", de Leopoldo Nunes - 1928)

PEREGRINAÇÃO ANIVERSÁRIA
- 13 de Maio -



No próximo domingo, o Santuário de Fátima vai estar repleto de peregrinos, na celebração que inaugura os 90 anos das aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos.
Pelas ruas de Portugal já caminham, a passo estugado quanto possível, milhares de peregrinos. A meta está em Fátima, onde devem chegar no dia 12, vésperas da grande cerimónia. Os sacrifícios por que passam são enormes. Só Deus saberá medi-los e aceitá-los. Nós, os que ficamos a olhar, ousamos às vezes criticar esses sacrifícios. Não haverá razões para isso. Cada um é livre de os sentir e oferecer a Deus. Ou de não os experimentar.
Confesso que admiro quantos se põem a caminho até Fátima ou outros lugares santos. Gente que, sem respeitos humanos, manifesta de forma livre a sua fé. Vale, pois, a pena pensar nisto. E que Deus ajude quantos peregrinam a Fátima.

Fernando Martins



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O Avé de Fátima


Toda a gente conhece a quadra que faz parte dos cânticos mais conhecidos do santuário. Mas sabe como é que apareceu?


A 13 de Maio,
Na Cova da Iria,
Apareceu brilhando
A Virgem Maria.




Uma quadra simples que faz parte de um dos cânticos mais conhecidos de Fátima.
O “Avé de Fátima” já constava da edição de 1926 do “Manual do Peregrino da Fátima”. As quadras originais terão sido escritas por Gilberto Ferreira dos Santos, devoto de Nossa Senhora, natural de Torres Novas.
As quadras que escrevia, imprimia depois em postais e estampas que distribuía aos peregrinos. Sobre essas quadras originais trabalharam dois poetas: Afonso
Lopes Vieira fez algumas das quadras que ainda hoje se cantam, Monsenhor Moreira das Neves deu-lhes a roupagem definitiva, aquela que hoje se ouve, todos os dias, na Cova da Iria.
O “Avé de Fátima” foi um dos primeiros cânticos em português, em louvor de Nossa Senhora de Fátima.
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Fonte: RR

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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 08 Maio , 2007, 12:01
AS TORRES DE FRANÇA


A França pode ser observada por muitos olhares. De respeito, afecto, gratidão, repulsa, desconfiança. Mesmo a partir do nosso país. Sabemos que nos últimos mil anos tem estado na primeira linha do desenvolvimento material e espiritual da Europa. Temos razões de sobra para reconhecer que muitos dados culturais que atravessam a nossa forma de ler o mundo, ou de lá vieram ou por lá passaram. Além de catedrais e mosteiros reconhecem-se os nomes, correntes, escolas, acontecimentos determinantes que de lá surgiram. Filósofos, teólogos, místicos, ateus, agnósticos e laicos. Correntes políticas, sociais, religiosas lá nasceram ou ganharam significado.
Ecos de revoluções transformaram-se em teorias, revoltas juvenis iniciaram correntes. Alguns nem sonham que muitas arrumações mentais e espirituais brotaram do universo cultural de França. E andam por aí, peregrinamente, sustentando ideologias, estratégias de poder, cálculos de prioridades a ocupar muitos lugares preponderantes na sociedade portuguesa. Mesmo com as perdas de influência e autoridade que muitas vezes acompanharam a França, nomeadamente na II Guerra onde foi salva pela Inglaterra e pelos Estados Unidos.
A segunda metade do século XX terá testemunhado a perda de influência da língua – não havia erudito português que se não exprimisse em língua francesa – para dar lugar ao mundo anglo - saxónico como um novo pólo de referência em muitas áreas da vida cultural e artística. Não se pode separar este todo do xadrez político que desenhou novos campos de hegemonia no mundo onde a tecnologia se tornou ideológica e cultural.
Para nós, a França ainda é a maior cidade portuguesa fora de Portugal. Os milhares de portugueses e seus descendentes fazem de Paris o maior lugar da diáspora.
Por muitas razões nunca nos é indiferente o que lá acontece. E, no novo contexto da União Europeia, podemos dizer que o que fomos escutando na campanha eleitoral que terminou com a vitória de Sarkozy, nos faz compreender que há perspectivas de aliança ou rotura num concerto cada vez mais alargado da economia, da cultura e mesmo da religião. Embora esta não se inscreva no frontal de qualquer projecto político - nem é esse o seu lugar - acaba por reflectir-se, pelos seus valores, no todo de um país. E, no caso da França, não é de esquecer que mais de 70% se declaram católicos.

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