de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 30 Abril , 2007, 18:30
Trabalho levado a cabo nos vários âmbitos da pastoral serve como ponto de partida para a análise da sociedade



DIOCESE QUER CONHECER
REALIDADE SOCIAL
DE AVEIRO



A pastoral social é uma das mais vastas áreas que a Igreja se dedica. Uma das mais vastas, mas talvez uma das mais descuradas, segundo o Padre João Gonçalves Vigário Geral da Pastoral, em Aveiro.
Esta diocese vai dedicar-se a um levantamento da sua realidade social, a que promete dedicar-se no próximo ano pastoral. Por entendimento do Bispo diocesano, D. António Francisco dos Santos, que dedica uma atenção especial a esta área, foi criada uma vigararia, que tem como finalidade a promoção, desenvolvimento, ajuda e formação de todas as pessoas que estão ligadas à pastoral social.
É uma área, que nesta diocese, engloba cinco campos de acção: a solidariedade presente nas Instituições da Solidariedade Social, a mobilidade humana e as migrações, a saúde, o voluntariado e as prisões. Cada uma apresenta grandes diferenças e problemas específicos. A pastoral social de uma forma geral nas dioceses “não é prioritária”, afirma o Padre João Gonçalves. A evangelização, a liturgia, são as grandes áreas, “a parte social necessita de um maior arranque”, um impulso que a Encíclica Deus Caritas Est pode trazer, uma vez que sublinha o “fundamento do amor e a caridade organizada” como essencial para os cristãos.
A área “mais descurada”, é apontada como a pastoral prisional, que não conta com uma organização paroquial como acontece nas outras áreas. A prevenção da criminalidade, a atenção à família dos reclusos, a reinserção social são pontos que, o também coordenador nacional da pastoral prisional, aponta como alvo de um maior trabalho “não apenas na diocese de Aveiro, mas em todas no geral”.
Sobre estas questões debruçou-se o XIX Encontro Diocesano de Grupos Cáritas Paroquiais, que contou com o contributo do Padre João Gonçalves e a sua reflexão sobre a “Missão/Papel dos Grupos Cáritas Paroquiais na Pastoral Social”.
A Caritas é uma instituição que na diocese de Aveiro ganha terreno a nível paroquial, não sendo a única, claramente. “Manifesta uma atenção próxima às famílias”, mas há muito a fazer “com respostas organizadas e adequadas”, especialmente com as novas formas de pobreza que surgem.
Problemas de alimentação, de roupas “inclusivamente roupas de camas”, o alcoolismo, a toxicodependência, as famílias desestruturadas, o desemprego, “são áreas que nos preocupam pois são situações algumas emergentes e a sua maioria urgentes”, sublinha o vigário geral da Pastoral, que precisam de uma atenção permanente, individualizada, inclusivamente para os próprios agentes “que precisam de formação”. Algumas destas respostas podem ser dadas a nível paroquial, “e estão já a ser dadas”.
Aveiro investe num retrato social a ser realizado durante o próximo ano pastoral. “Há um trabalho que vamos fazer”, com maior profundidade, com objectivo de “conhecendo melhor a diocese, dar melhor formação aos grupos e às paróquias”.
Criar nas pessoas uma mentalidade de rede e de parcerias é a chave para um trabalho eficaz, assim como a formação a dar quer a “quem faz caridade como aos que trabalham em solidariedade”, ligados a paróquias, hospitais, dirigentes das IPSS, e de voluntariado.
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Fonte: Ecclesia
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Foto do meu arquivo - Padre João Gonçalves

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 30 Abril , 2007, 09:45

NÃO PODEMOS SER UMA ILHA


Hoje, 30 de Abril, é o Dia Nacional do Associativismo. Porquê celebrar este dia? Pela simples razão de que temos de lutar contra a ideia de vivermos como se fôssemos uma ilha. E é isso que muitos de nós somos: ilhas sem qualquer ligação ao mundo, próximo ou mais alargado.
O homem é, por natureza, um ser solidário e social. Não pode nem deve viver apenas para si. Tem de experimentar, no dia-a-dia, o prazer de estar com os outros, partilhando emoções e sensações, ideias e projectos, alegrias e tristezas. Tem de se associar com todos os que quiserem trabalhar na comunidade e para a comunidade, na certeza de que a união faz a força. Tem de apoiar associações e outras instituições, na esperança de que o contributo de todos e de cada um, em ligação com mundo agora mais global, possa tornar a humanidade mais fraterna e mais solidária.
Em qualquer canto do País há associações, as mais diversas, capazes de nos ajudarem na integração e na partilha, mas também na valorização das nossas capacidades. Ninguém é tão pobre que não tenha nada para dar, nem tão rico que não tenha nada para receber. É na partilha que nos transformamos em gente mais capaz de dar e de receber. E nas associações, por norma, há sempre alguém que nos abre portas para sermos mais felizes com os outros. Sozinhos, fechados, é que não iremos a lado nenhum.

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 30 Abril , 2007, 09:07

CALDEIRA DO FORTE DA BARRA
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Desde menino que convivi com a Caldeira do Forte da Barra, a mesma que o Ângelo Ribau me ofereceu um dia destes. Hoje, tudo isto está transformado ou em vias de transformação. O progresso é fundamental à vida das regiões e das pessoas. Não sou dos que protestam contra tudo e contra todos, pelo facto de nem sempre se preservarem as nossas memórias. A vida é assim. Porém, as novas tecnologias permitem-nos tornar presente o que outrora nos encantou. E se olharmos bem à nossa volta, verificaremos que coisas bonitas, que já desapareceram, acabaram por dar lugar a outras. Será este o caso?


Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 30 Abril , 2007, 08:59
Filarmónica Gafanhense

JOVENS NÃO FALTAM
NA ESCOLA DE MÚSICA GAFANHENSE


A região de Ílhavo, como outras por aqui à volta, está cheia de instituições para todos os gostos e necessidades. Desde culturais e desportivas até de solidariedade social e religiosas. Umas mais conhecidas do que outras, mas todas apostando na valorização das pessoas, sejam elas jovens ou mais idosas.
No sábado passado participei, como sócio, que o sou há 25 anos, na festa das Bodas de Prata da Escola de Música Gafanhense, uma instituição que promove o ensino e a divulgação da arte musical.
Para além de tudo o que me foi dado ver, desde o empenhamento dos dirigentes à cooperação com outras instituições que comungam dos mesmos propósitos, nomeadamente a Filarmónica Gafanhense, onde nasceu a Escola de Música, quero realçar, hoje aqui, a participação da juventude. Vi, de facto, muitos jovens como executantes dos mais diversos instrumentos, alguns dos quais, pelo seu tamanho, só próprios de adultos. Mas os jovens, alguns ainda crianças, lá estavam todos compenetrados a dar o seu melhor nos concertos que ofereceram a convidados e à população em geral.
Presentemente, a Escola de Música Gafanhense tem 45 alunos, distribuídos pelas diversas classes actualmente existentes. E pretende, com eles e com os que quiserem aderir, continuar a ensinar música e a dinamizar uma orquestra ligeira, fundamentalmente para unir os jovens. E também para que os mesmos possam, mais tarde, representar a Escola e a Gafanha da Nazaré.
Os meus parabéns pelo trabalho desenvolvido durante estes 25 anos de vida, com votos de que prossigam com o ensino da música, que é, como todos sabem, a rainha das artes.

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