de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 26 Abril , 2007, 21:47
Foto enviada pelo Manuel Olívio, da cidade invicta

PRIMAVERA MENOS FRIA, PRECISA-SE

Já era tempo de a Primavera se instalar de vez perto de nós. As flores, bonitas, desta fotografia que o colaborador Manuel Olívio me enviou lá vão dizendo que os tempos primaveris estiveram na base delas. Mas que o frio ainda não deixou, também é verdade. Podemos concluir que os genes destas flores são bem mais fortes do que a Primavera, que ainda não quis dar uma ajuda.

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 26 Abril , 2007, 21:41
SELVA DESENCORAJANTE
PARA UM VIVER NORMAL


O rumo que está a levar uma sociedade que prescinde dos valores que humanizam as relações pessoais e dão credibilidade à vida em sociedade não pode deixar de preocupar quem está atento e quer viver com paz, alegria e esperança.
Já não falta quem chame a tudo isto uma selva, onde o que de bom e de belo da natureza ainda resta, coexiste com o matagal selvagem que cresce descontroladamente, com a ameaça de tudo sufocar. A selva disfarça bem. Nela há de tudo: animais e plantas raras, feras e pássaros de raça, lagos apaixonantes e pântanos perigosos.
Uma sociedade difícil para quem raciocina, fácil para quem especula. Difícil para quem procura o bem comum, cada vez mais fácil para quem pensa apenas nos seus interesses. Fechada para gente com princípios, aberta para extravagâncias e corrupção. Até já é fácil matar com o apoio das leis e o dinheiro do erário público. Continua muito difícil para se responder a situações de pobreza extrema e de vergonhosa incultura.
Há nesta sociedade campos de vida que se tornaram desertos áridos, por via de incêndios programados. Campos a descoberto, semeados de venenosas e variadas cicutas, que dão para usar e exportar. Ainda outros, que julgamos baldios abandonados, mas que apenas esperam vez para receber novas culturas de morte. Aqui e além, espaços longos armadilhados por onde uns têm de caminhar temerosos e outros passeiam, com um à vontade desconcertante. Restam, é certo, pequenos jardins, cuidados com amor e zelo e oásis de alguma esperança, que podem, de um momento para o outro, dar lugar a construções vistosas de mero interesse pessoal, a aumentar a riqueza de quem já tem muito, e guarda, por detrás de muros altos, os paraísos do seu deleite e dos convívios reservados aos amigos.
O que nos chega todos os dias deixa-nos perplexos sobre a segurança do presente e a esperança do futuro. A nossa sociedade, com os poderes que a governam, sempre preocupada em afinar com a Europa progressista, está perdendo a alma e transforma-se num espaço sem vida e sem interesse. Corre veloz atrás das novidades que surgem, nascidas do engenho de quem tem vocação de incendiário e coração vazio de princípios éticos. Os propósitos inconfessáveis ou, por um tempo, muito bem disfarçados, são gato roubado que não escondeu o rabo e facilmente dá sentido de si. Pelo caminho arrastam ingénuos que só tarde se sentem ludibriados. Haja em vista a recente campanha do referendo e a lei que se seguiu, com a falta de memória de quem não consegue agora engolir o que disse e prometeu, restando-lhe o caminho de se impor por via da força ou com base na lógica de maiorias sem suco.
Há tanto para fazer, se quisermos. Convicções com base são mais decisivas que emoções passageiras. É sempre tempo para o mostrar.

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