de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 30 Março , 2007, 09:57
Festa no CUFC. Foto do meu arquivo


VINTE ANOS DE FÉ E CULTURA



1. Parece que foi ontem, mas já são duas intensas décadas de vida e esperança que o Centro Universitário Fé e Cultura transporta na sua breve mas significativa história. O CUFC, no seu desígnio de uma Cultura (humilde e por isso mais nobre) que se deixe iluminar pela Fé, está onde estão os que, ao longo destes vinte anos, foram e vão passando, estando, debatendo e formando, crescendo em grupos e movimentos e celebrando a fé cristã no mundo plural.Nesta ordem de ideias, o espírito do CUFC está presente em Cabo Verde, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné, Timor, Brasil, onde a língua portuguesa e a cooperação entre instituições proporciona o acolhimento em Aveiro de jovens vindos destes países da CPLP.São diversas as mensagens de parabéns que nos chegam de alguns destes países, de jovens universitários que sentiram esta casa como sua e agora estão em seus países na vida profissional a lutar por um futuro melhor. De norte a sul, do litoral ao interior de Portugal, dos programas de mobilidade académica de universidades europeias (Erasmus), e de outros programas que trazem até nós estudantes da Ásia ou das Américas, nem que tenha sido numa simples Ceia de Natal (a 24 de Dezembro, em co-organização com os Serviços de Acção Social da UA, com cerca de oitenta/noventa estudantes de todo o mundo), o calor humano e o aconchego proporcionado é lembrado como sinal de esperança numa humanidade nova, fazendo do Centro uma plataforma contínua de “vai e vem”, de enriquecimento entre todos. Lembramo-nos de há três ou quatro anos termos pedido a estudantes de Línguas e Relações Empresariais da UA (que estudam chinês), que nos escrevessem em chinês “Feliz Natal”, a par de outras línguas com a mesma mensagem. Quanta emoção, até às lágrimas (do grupo de estudantes chineses), nestas duas simples palavras, para quem está a milhares de quilómetros de casa!
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Texto de Alexandre Cruz
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 30 Março , 2007, 09:52


IRONIAS DA HISTÓRIA

A história do passado e a que vier a construir-se no futuro não se altera nem determina, rasgando páginas, exorcizando alguns dos seus figurantes, nem, muito menos, predeterminando o seu rumo por força de grupos e ideologias de pressão.
Há que prestar atenção a como se reage a factos vividos, pelo que isso contém de elementos que ajudam a pensar, a decidir e a perceber as ironias da história.
Noticiaram os jornais que um cidadão iraquiano de nome e dos mais influentes na queda de Sadam Hussein, desabafava agora perante a anarquia do seu país, que mais desejava voltar a viver no tempo do ditador…
No muito discutível jogo televisivo sobre o português mais importante da história pátria, a votação em Salazar é impressionante, não obstante a memória colectiva ter ainda marcas salientes, que, em muitos aspectos, não o favorecem por aí além.
Temos, ante os olhos, um facto nacional merecedor de atenção. Trazem-no, as sondagens referentes ao estado da governação. Por um lado, críticas fortes a ministros que, com as suas decisões, tocam em aspectos fundamentais da vida das pessoas, vendo, por isso a sua cotação baixar na opinião pública. Por outro, o chefe do governo, que é o mais responsável das decisões políticas criticadas, vai subindo nas sondagens. Ou o povo não tem critérios, ou é ignorante dos mecanismos governamentais, ou as sondagens são prefabricadas e, por isso mesmo, poucos fiáveis.
Ainda outro caso. As escolas particulares, também elas ensino público, são, frequentemente, denegridas, sobretudo por alguns sindicatos de professores, não obstante os resultados positivos que apresentam, tanto no aproveitamento escolar, como no processo educativo global. Vemos agora, sem que ninguém lhes encomendasse o recado, gente que pensa apontando este modelo, em aspectos concretos, para ajudar a ultrapassar a crise de muitas escolas estatais e a política que as sustenta…
É assim. Vivemos num mundo de contradições, desilusões e emoções.
Analistas lúcidos e cultos vão abrindo caminho à leitura destas ironias. Outros que lêem e interpretam apenas a partir das suas opções ideológicas e dos seus projectos pessoais multiplicam as sombras e desencadeiam tensões, inúteis e evitáveis. O que se passou em Santa Comba Dão, com grupos radicais e, no mesmo sentido, com o manifesto dos eruditos, vai mostrando que há gente que prefere mais conviver com fantasmas do que reflectir a realidade e as suas causas.
A história é mestra, mas não se repete, nem sequer com semelhanças, se os seus protagonistas forem lúcidos e interiormente livres.
O povo tem uma cultura própria, que não se traduz sempre por ignorância ou má fé. Também é capaz de gestos de denúncia, protestos de injustiça, clamor pelos seus direitos, e dizer, com coragem, que nem tudo o que dizem os políticos é verdade.
Os governantes menos capazes a todos os níveis usam, por vezes, com o povo, a pedagogia do rebuçado, como se faz com as crianças, e da promessa fácil, julgando que o povo não tem memória.
É urgente parar para pensar com dados seguros, para que os raciocínios levem a conclusões acertadas e a compromissos irrevogáveis. Não valem decisões unilaterais, nem encobrimento de dados. Problemas mal resolvidos afectam-nos a todos e, muito especialmente, aos mais pobres, mais débeis e inseguros. Neste momento estes são multidão, com mais dúvidas e preocupações, que certezas e direitos reconhecidos.
A história, com as suas ironias, mesmo registando as boas decisões e êxitos, não cala as contradições, arbitrariedades e omissões, mormente se afectam a evolução correcta do exercício da cidadania e as exigências da convivência democrática.

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