de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 26 Março , 2007, 23:58



“Deus é uma palavra difícil”


Em forma de testemunho e de relato de experiências pessoais, a jornalista Laurinda Alves falou, aos partici-pantes nas Jornadas de Teologia, da Mulher e da Igreja, apresentando-as como um “binómio (difícil) na Comunicação Social”. Afirmando que “Deus é uma palavra difícil de usar nos jornais e na televisão, porque não está na moda”, explicou também que falar de religião é complicado num mundo cheio de referências ditas jornalísticas que quase determinam ser errado falar de Deus.
Dando a conhecer um percurso espiritual e profissional, a antiga directora da revista XIS, disse, no entanto, que a coerência de vida, de gestos e de discursos, pode ser um meio para se aprender a assumir Deus, inclusive, enquanto jornalista. Criticando um mundo em que só as más notícias são notícia, afirmou estar convicta da importância de ser diferente, de trabalhar “em contra corrente”, dando a conhecer lados humanos e mostrando a Igreja como, de facto, é.
Laurinda Alves disse ainda acreditar que “a Igreja católica tem dificuldade na comunicação”, sendo importante que pense “no Deus de que quer falar e de que forma” para chegar às pessoas da melhor forma.
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Foto: Laurinda Alves
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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 26 Março , 2007, 23:28
Praia da Barra: A paciência do pescador desportivo

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 26 Março , 2007, 15:24
SALAZAR VENCEU O CONCURSO DA RTP

MISTÉRIO PARA ESCLARECER

O concurso realizado pela RTP, para eleger o maior português da História de Portugal, teve um resultado que raia o insólito. Venceu um ditador – Salazar – por larga maioria. Em segundo lugar ficou outro político, que lidava mal com a democracia representativa – Álvaro Cunhal –, e que foi defensor de um regime opressor, o da URSS. Por estranho que pareça, pese embora alguns méritos de ambos, que os tiveram, ocuparam lugares cimeiros aqueles dois políticos, relegando, para planos secundários, artistas, cientistas, navegados e conquistadores, entre outros. Nem o fundador da nacionalidade, D. Afonso Henriques, mereceu ganhar. Mulheres também não houve nos lugares de honra, entre os dez primeiros que chegaram à final.
O insólito disto tudo está na vitória de António de Oliveira Salazar, por larga maioria. Porquê?
Terá havido algumas campanhas camufladas para que isto acontecesse? Como é possível que os portugueses tenham escolhido um ditador para ocupar o primeiro lugar dos nossos maiores? Como é possível que os portugueses tenham assim a memória tão curta, elegendo um homem que era avesso à democracia, aos partidos políticos, ao desenvolvimento cultural, social e económico? Terá tido o mérito de evitar a nossa entrada na guerra. Terá tido o mérito de endireita as finanças públicas. Terá sido um governante austero e incapaz de enriquecer de forma ilícita… Mas ninguém ignora que não perdoava a quem ousasse enfrentá-lo, a quem não alinhasse pelas suas opções. Não acreditava na democracia, nem na inteligência de outros políticos. Era um homem solitário, que lutou por um conceito de vida ligado ao “orgulhosamente só”.
Terá sido esta atitude o fruto de um certo mal-estar, provocado por algum descontentamento, em relação a erros da democracia que o 25 de Abril nos legou? Será que os portugueses ainda acreditam que o nosso progresso, a vários níveis, terá de passar por uma ditadura?
Uma coisa parece óbvia: há, pelo que posso perceber, uma ignorância atroz sobre a nossa história, tão repleta de feitos protagonizados por heróis, santos, mártires, sábios, cientistas, artistas, políticos, governantes, descobridores, conquistadores, guerreiros e empreendedores.
Claro que estou com curiosidade de saber o que vão dizer os nossos analistas políticos, historiadores e sociólogos. Como é que eles vêem esta escolha dos portugueses e porquê…
Fernando Martins






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