de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 08 Março , 2007, 16:09

FESTA CHEIA DE EMOÇÕES

Ontem, a RTP celebrou meio século de vida, com um dia cheio de emoções para os seus muitos trabalhadores e também para os seus muitos telespectadores. Mas também para os que, como eu, assistiram ao seu nascimento e longa existência.
A gala que ontem foi oferecida ao mundo português foi, para mim e decerto para muitos outros, uma festa carregada de emoções. Memórias, programas e pessoas, do mundo das artes e da televisão, activaram o meu baú das recordações, fazendo sobressair momentos inesquecíveis dos meus 50 anos de contacto quase diário com a RTP.
Com que satisfação e com que emoções vi ontem, na gala bem animada, a ritmo estonteante, apresentadores, locutores, jornalistas, artistas e tantas outras personalidades da televisão e do mundo dos espectáculos, que povoaram, ao longo destes anos, a minha memória, a minha imaginação, a minha sensibilidade. Foi mesmo muito agradável ver gente simpática, que entrava nas nossas casas com delicadeza, com sorrisos que nunca nos deixaram, com timbres de voz que nos foram familiares.
Não quero distinguir ninguém, porque todos foram amigos do dia-a-dia, desde os tempos da minha juventude. Acompanharam-me sempre, mesmo quando apenas a correr abria a televisão, para a sentir como companheira amiga que ali estava sem me incomodar.

Fernando Martins



Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 08 Março , 2007, 12:00

OCASIÃO PARA LEMBRAR
PROBLEMAS QUE AFECTAM
AS MULHERES
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Diversos sectores eclesiais manifestaram nestes dias, no contexto do Dia Internacional da Mulher, celebrado hoje, sua visão sobre a situação da mulher.
As mulheres trabalhadoras cristãs da Acção Católica (AC) expressam que se sentem “ofendidas perante a falta de respeito que se está a gerar desde um sector da sociedade para com os nossos símbolos e costumes religiosos, que fazem parte de nosso património cultural e espiritual”.
De forma paralela, as mulheres da AC valorizaram “os avanços que se vão produzindo no reconhecimento dos valores e dignidade da mulher”, onde se encontra “a criação de leis que defendem a mulher face à violência que sofrem por parte de alguns de seus parceiros”.
Desta forma, consideram positivo que algumas empresas comecem “a prolongar mais o período licença de maternidade” e a gratificá-lo economicamente. Também observam que “cada dia é mais valioso o papel educador da mulher como pilar da família”.
Contudo, as mulheres acreditam que persistem alguns problemas por resolver, como “a incompatibilidade do horário de trabalho e o escolar” que se traduz numa “má atenção aos filhos” ou “as faltas de ajudas económicas para incentivar a maternidade e o crescimento demográfico”.
Finalmente, pedem “a criação de leis que favoreçam e facilitem unir a vida familiar ao trabalho” e “uma educação para nossos filhos baseada em valores e que respeite as crenças”.
Por outro lado, a Organização Mãos Unidas também se pronunciou por ocasião do Dia Internacional da Mulher, para denunciar que “70% do 1,2 bilhão de pessoas que vivem no mundo em situação extrema de pobreza, são mulheres”.
Mãos Unidas recorda que «a separação dos sexos aumenta fortemente na maioria das nações em desenvolvimento e afecta todos os campos da vida diária».
Esta ONG católica, que através dos seus projectos educativos presta especial atenção à mulher, entende que “a luta contra a desigualdade deve começar na idade jovem, na família e na escola, e que privar as meninas da educação põe em risco as possibilidades de desenvolvimento, porque o analfabetismo das mulheres e a falta de educação prejudicam directamente os filhos, e com eles a família, as comunidades e a sociedade em geral”.
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 08 Março , 2007, 11:41
Dia Internacional da Mulher



HOMENAGEM
A ALGUMAS MULHERES DE AVEIRO



Celebra-se anualmente, em 8 de Março, o Dia Internacional da Mulher, instituído pela Organização das Nações Unidas em 1975, mas já com raízes nos meados do século XIX. Neste dia, quase espontaneamente e de modo particular, evoco a minha saudosa mãe, Margarida Teresa – verdadeira educadora, que me transmitiu o conhecimento e o amor de Deus, me ensinou as primeiras orações, me estimulou no afecto pelos meus irmãos e me despertou no respeito por toda a gente. Também lembro neste dia, com afectuosa amizade, as minhas avós Maria Engrácia e Maria Teresa, as minhas três irmãs Maria, Iria e Arminda, as minhas duas cunhadas Maria e Rosa e as minhas muitas sobrinhas, de diversos graus; a todas, que me estimam sem condições, sou devedor de imensa gratidão. E, como elas, adivinho as incontáveis heroínas anónimas que, na penumbra da plateia, são muito mais numerosas do que os heróis aclamados na luz do palco. É nosso dever trazê-las à claridade resplandecente da ribalta.
Tantas mulheres que, sem darem nas vistas nem ficarem gravadas em páginas da história, colaboraram decididamente na construção da comunidade humana. Quantas esposas que, com a sua cooperação, o seu trabalho e o seu sacrifício, ajudaram os maridos a granjearem realce na sociedade!… Quantas mães que, com persistência e com amor, formaram heróis e santos!… Quantas filhas que, com carinho e com afeição, ajudaram os pais e as mães!… Quantas irmãs que, numa vida escondida, tornaram possível o trabalho de familiares!… Quantas e quantas mulheres que, com abnegação desmedida, velaram bebés, acolheram crianças, formaram consciências, semearam valores, encorajaram vacilantes, curaram enfermos, assistiram moribundos, ampararam velhinhos!...
Sem pretender ser exaustivo (longe de mim!), lembro apenas algumas aveirenses cujos nomes se encontram registados na memória colectiva, na história local, na toponímia urbana ou até no bronze esculturado.
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Leia todo o artigo no CV

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 08 Março , 2007, 11:31
Dia Internacional da Mulher

MULHER

Tudo começou numa fábrica de tecidos em Nova Iorque no ano de 1857. Numa greve, a exigir para as mulheres melhores condições de trabalho e “salário igual para trabalho igual”. Só cinquenta anos depois esse dia se estabeleceu como Dia Mundial da Mulher. Mas a ONU, apenas em 1975 – quando por cá andávamos entretidos em pequenas revoluções – o tornou dia oficial.
É assim que se faz a história e importa reconhecer neste caso que o acontecimento foi muito mais que simbólico. Desceu ao terreno do real na vida familiar, social e cultural. A mulher deixou de ser considerada um elemento menor da história, muitas vezes ganhando significado apenas quando associada ao homem ou como sombra de prestígio do universo masculino. É sabido que estamos muito longe da conquista real da igualdade. E curiosamente aqueles que aparentemente mais esgrimem a proclamação de direitos e “libertação” da mulher, são os que mais a escravizam no seu pater-nalismo redutor, com distância infinita entre os pregões teóricos e a prática pessoal e social. Recorde-se o tráfico de mulheres imigrantes, artistas, modelos, disfarces de trabalhadoras, para não falar de empresários marialvas que trocam a mais velha por duas mais novas com uma displicência glaciar. Cento e cinquenta anos depois da revolta de Nova Iorque a mulher continua a ser usada e abusada na publicidade, na exploração mercantil, no papel humilhante de objecto de grandes teóricos do feminismo e empresários do machismo. Tropeçamos a cada passo com este género híbrido de homens e mulheres. Sem a mais pequena noção do significado de libertação, com uns poucos de chavões encaixados nas situações políticas ou sociais mais convenientes, com uma literatura de fronteira e uma libertinagem proclamada aos quatro ventos, por vezes não longe do animalesco e esclavagista.
Nem por isso deixa de ter significado o Dia Mundial da Mulher. Pelo contrário, impõe-se como um grito de dignidade e libertação dos slogans de circunstância que geram novas escravaturas na vida social e familiar. Quando se lhe rouba ou diminui o significado da sua maior nobreza – a maternidade – toda a gritaria feminista soa a falso e circunstancial.

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 08 Março , 2007, 11:26

UMA FLOR PARA CADA MULHER

Para todas as que riem e para todas as que choram...
Para todas as que trabalham e para as desempregadas…
Para todas as que foram mães e para as que o não puderam ser…
Para todas as que sofrem injustiças e para todas as justas…
Para todas as perseguidas e ofendidas…
Para todas as que amam e para as não amadas...
Para todas as artistas que fazem o mundo mais belo…
Para todas as que rezam pelos que não rezam...
Para todas as que sofrem com o sofrimento dos outros…
Para todas as que partilham alegrias com os tristes...
Para todas as que lutam por um mundo melhor…
Para todas as MULHERES…

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