de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 27 Fevereiro , 2007, 14:18
Alegada «descoberta» da sepultura de Cristo retoma polémicas sobre Madalena e a ressurreição

“O TÚMULO DE JESUS”

Depois da grande "revelação" sobre a vida de Jesus, trazida por Dan Brown no seu "Código da Vinci", é agora a vez dos realizadores James Cameron e Simcha Jacobovici apresentarem um documentário com novas "revelações": Jesus não ressuscitou, mas está sepultado em Jerusalém, com a família, incluindo o filho que teve com Maria Madalena.
A produção aproveita a onda mediática produzida pelo sucesso de Dan Brown - embora as novas teorias entrem em contradição com várias das suas teses. O documentário produzido pelo realizador de Titanic, James Cameron e realizado pelo judeu canadiano Simcha Jacobovici, estreia esta semana no Discovery Channel.
"O Túmulo Perdido de Jesus" parte da análises de dez ossários encontrados em 1980, no Bairro de Talpiot, em Jerusalém, e que presentemente estão entregues à Autoridade de Antiguidades de Israel e guardados num armazém em Bet Shemesh.
Os arqueólogos que estudaram as peças chegaram à conclusão, em 2003, de que o sarcófago data do século I d.C. No entanto, conteúdo, caligrafia e revestimento da inscrição tornam a sua autenticidade duvidosa. Além disso, salientam que os nomes nas inscrições eram muito comuns na altura.
"A afirmação de que o túmulo (de Jesus) foi encontrado não está apoiada em nenhuma prova e é somente uma manobra publicitária”, afirma o professor Amos Kloner, da Universidade Bar-Ilan e arqueólogo oficial do Distrito de Jerusalém, que fiscalizou as escavações do mesmo local em 1980.
"É muito pouco provável que Jesus e seus parentes tivessem um túmulo familiar ", explicou Kloner. "Eles eram uma família da Galileia sem vínculos em Jerusalém. O túmulo de Talpiot pertenceu a uma família de classe média do primeiro século de nossa era", defende.
"É uma óptima história para um filme, mas é impossível. É um disparate»", disse ao jornal Jerusalem Post.
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 27 Fevereiro , 2007, 13:49

Alma (d)e património
que se perdem


1. Das reflexões decisivas que estarão em futuro próximo no mapa nacional, será, precisamente, a discussão sobre o que fazemos com as terras, aldeias, freguesias, tradições e patrimónios do interior de Portugal. Com a concentração nas grandes cidades de tendência litoralizante, e a impressionante desertificação do interior do país (numa desatenção continuada de políticas insensíveis a esta realidade específica), com o fechar múltiplos serviços, será caso para dizer que não há interior que resista.
Abandonámos essas nossas terras carregadas de alma, de história, de identidade plural que constituiu a nossa própria nacionalidade; foram muitos os grandes portugueses (agora em voga, daqui a uns meses esquecidos) que nos enchem de orgulho e que ergueram, fruto de vida dinâmica em horizonte rasgado, símbolos de uma comunidade vida, com alma e sentido, espelhados em castelos, muralhas, catedrais, jardrins, espaços públicos, escolas e hospitais, tudo acompanhado com uma beleza natural única da floresta que possuímos neste lindo país de sol.
2. Quem percorre, com atenção, alguns caminhos do interior verifica que o panorama é desolador. Há longas semanas fizemos essa viagem por algumas terras mais interiores, e a sensação do abandono impressiona. E é tanto mais assustador quando sabemos que ao abandono “natural” das populações (pela busca legítima de melhoria de vida), pela falta de política de projecto/visão e pelos números económicos que comandam a vida, corresponderá o fechar e refechar de tudo o que não compensa. Estranho, quase não queremos povoar na totalidade o país que outrora foi conquistado às custas de tantas vidas… (Quando o nosso Parlamento reflecte a sério nisto mesmo?)
Os serviços que se fecham, especialmente nos lados do interior e os critérios que presidem a esse “fechar” acabam por matar, por completo, o resto da esperança nas populações que lá residem. Que lá nasce (os poucos que nascem pois as novas famílias já lá não querem habitar – ou não lhes é permitido construir casa devido aos PDM’s - na terra em que correram e saltaram, tudo dificulta esse resto de saudade em se viver a vida onde se nasceu), os que nascem, nesta correria de modas citadinas, até correm o perigo de receber o estigma de ser da “aldeia”…, esquecendo-se, entre tantas vantagens, que a qualidade do ar lá é incomparavelmente melhor que na corrida da cidade.
3. Não teria merecido o interior de Portugal uma aposta estratégica diferenciadora – a realidade é diferente – das vivências litorais? Não terá havido oportunidade para uma concertação geral de energias na promoção do país como um todo – não só o puxar da brasa para a própria sardinha - numa dinâmica mobilizadora do interior? Não…? Como a capital política – Lisboa – vê Portugal como um todo? (Ou o país será só Lisboa?!). O que está feito, está feito! E pelo andar da carruagem nada há mesmo a fazer! Não conseguimos apostar na visão estratégica das causas, então acolhamos – já dizemos a médio prazo - as consequências da nossa demissão.
Que sentirão as populações e os governos quando, daqui a 15 anos, as freguesias e concelhos do Portugal interior forem “comprados” pelos turistas nórdicos ou inteiramente habitados por comunidades imigrantes entre nós?! Nada de especial, preparemo-nos para esta realidade, pois é por ela que continuamos a optar.
4. O perceber-se que cada serviço público que fecha arrasta outro e traz consigo a fuga total das populações (de meia idade, pois as populações mais idosas já não podem sequer fugir) para as grandes cidades de tendência litoral, comoverá profundamente (e eternamente) todos os que deram a vida para Portugal ter a fronteira lá em cima, junto a Vilar Formoso. Esses, onde quer que estejam, vêem o país interior padecer, não vislumbrando qualquer centelha visível, explícita, de preocupação política e estratégica decisivas. Cada vez faz mais sentido perguntar-se: ainda queremos o interior do país ou entregamo-lo? Ou menos que a visão turística transfigure em turismo o país que “não queremos” (não venham os outros inventar, criar, para depois nos explorarem na nossa própria terra…como as laranjas do Alqueva daqui a breves anos.).
E ainda, talvez mesmo o mais importante: nesse futuro, daqui a 15 anos, os nomes das ruas mudarão, serão outras as gentes a habitar o interior, a alma e o património português perder-se-á para sempre no tempo... Terra não habitada é terra esquecida. É admirável o esforço de tantos projectos e apostas, concretizados mesmo em Roteiros do Património; mas não chega. Será essencial repovoar o interior do país e definir itinerários claros para lá chegar. Quando não, quanta “alma” de história, memórias e património de Portugal, receberá uma implusão cultural (e depois queixamo-nos de sermos um povo com falta de auto-estima, dos mais tristes da Europa). Abramos as portas e dêmos alegria e vida(s) ao interior do País! Ou queremos este país sombrio e estranho, nada formoso?

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 27 Fevereiro , 2007, 12:20
COM EMPREGOS EXIGENTES E STRESSANTES

Os europeus consideram-se em geral relativamente felizes. Em Portugal, a percentagem dos que afirmam isso mesmo é de 86% - idêntica à média da União Europeia (UE). Está satisfeito com o seu nível de vida? Com a casa que tem? Estas foram algumas das perguntas feitas. Respostas: 75% dos portugueses e 83% dos cidadãos da UE dos 25 (a sondagem foi feita antes do alargamento a 27) estão satisfeitos com o seu nível de vida; 89% e 92%, respectivamente, estão contentes com as suas condições de habitabilidade. Já o trabalho é, para uma "significativa minoria" de trabalhadores da UE, uma fonte de mal-estar: dois quintos dizem que têm um emprego demasiado exigente e stressante. Em Portugal, são ainda mais: 55%. O país é o quinto com pior avaliação neste capítulo.
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Fonte: PÚBLICO

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 27 Fevereiro , 2007, 12:11



A IGREJA E O PODER

Triunfo e desencanto ocupam algumas das análises ao momento que vivemos. Triunfo de analistas que não escondem o júbilo pelo facto de, com o referendo ao aborto, a Igreja ter sido derrotada, e ao mesmo tempo essa derrota significar o fim do ciclo de domínio na sociedade portuguesa. É um grito de vitória por, finalmente, a sociedade se ter libertado do osbcurantismo e do domínio clerical.
Alguns sectores políticos e religiosos não escondem o desencanto. E pedem à Igreja que recupere o lugar que ocupou na vida social portuguesa. Como que a exigir uma restauração da fé como império, do altar como trono, da hierarquia como poder, da sociedade como redil. Nenhuma destas perspectivas enquadra a Igreja na sua missão essencial e no lugar que deve ocupar na cidade dos homens.
A primeira afirmação da Igreja tem de caracterizar-se pelo serviço a todas as grandes causas do homem, sendo que a primeira é o anúncio da salvação em Jesus Cristo. Da afirmação da fé e das suas incidências, decorrerão todos os planos de presença da Igreja no mundo e do seu lugar na história. Este projecto, como se sabe, não é unívoco e procura em cada tempo interrogar-se sobre os sinais e as respostas mais eficazes e inteligíveis do Evangelho.
Hoje, perante o mundo real, a Igreja posiciona-se com maior liberdade porque independente dos poderes políticos e económicos. Com humildade, por reconhecer que existem outras opções religiosas e outras linhas de procura para os grandes problemas do homem e da história. Mas trabalha no seu terreno específico, proclama com maior vigor os caminhos do Evangelho, dialoga com todos os homens de boa vontade na procura das melhores respostas para as questões mais inquietantes que o mundo de hoje coloca. E lança perguntas sobre temáticas que parecem esclarecidas e arrumadas.
Não vale a pena alimentar a amargura de poderes perdidos em tronos duvidosos e em paradas que pertencem ao universo profano. Nem esboçar o mais pequeno gesto de saudade pelos velhos impérios. O lugar primeiro e privilegiado da Igreja é o da liberdade. E que deixe o resto para César. Não lhe faz falta.

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 27 Fevereiro , 2007, 10:34

Valores e perspectivas na construção do Velho Continente juntam, em Roma, políticos
e representantes católicos



Episcopados da UE
discutem futuro da Europa



A Comissão dos Episcopados Católicos da UE (COMECE) está empenhada em fazer da celebração dos 50 anos dos Tratados de Roma, fundadores da Comunidade Europeia, um momento de reflexão sobre o futuro da Europa.
Roma será, precisamente, a sede do Congresso Internacional convocado pela COMECE, no próximo mês de Março, para discutir os "valores e perspectivas sobre a construção europeia", reunindo cerca de 400 participantes.
A intenção é "identificar valores-chave" para os cristãos, confirmando aqueles que definiram o processo de unificação europeia desde o seu início. Durante o Congresso será adoptada a "Mensagem de Roma", que será enviada aos Chefes de Estado e de Governo da UE.
23 delegações episcopais estarão presentes, ao lado dos maiores movimentos e comunidades católicas da Europa. Um grande número de políticos europeus de referência também irão marcar presença: Romano Prodi, Mary McAleese, Wolfgang Schäuble, Hans-Gert Pöttering, Peter Sutherland, Marcelino Oreja e Mario Monti.
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Fonte: Ecclesia

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 27 Fevereiro , 2007, 10:28
"Quem semeia ventos colhe tempestades"

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 27 Fevereiro , 2007, 10:20

APRECIANDO O MAR
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Uma forma de afugentar o stresse pode ser esta. Sentada, olhando o infinito, com a praia quase deserta a seus pés. No fim da caminhada, o mar é sempre um desafio e uma preciosa ajuda para quem aprecia a natureza. Alguma agitação das águas, em pleno Inverno, oferece ao passante um espectáculo raro de espumas que tentam saltar das águas salinas. Tudo para ver. Tudo para meditar.

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 27 Fevereiro , 2007, 10:13

ITÁLIA: IGREJA DE SÃO MARCOS
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Fachada principal da Catedral dos Doges, igreja de São Marcos, com as suas reminiscências bizantinas, onde sobressaem os arcos decorados, em cima. Para uma visita de quem tiver possibilidades de lá ir.

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