de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 22 Fevereiro , 2007, 17:27
Bento XVI vai assinar, em breve,
a Exortação pós-sinodal relativa
ao Sínodo dos Bispos de 2005


"MISTÉRO EUCARÍSTICO"

O Papa anunciou hoje que assinará, em breve, a Exortação pós-sinodal sobre a Eucaristia, relativa ao último Sínodo dos Bispos que se decorreu no Vaticano, em Outubro de 2005. Este documento recolherá as indicações surgidas desta reunião magna, dedicada ao "Mistério Eucarístico”.
O Sínodo dos Bispos pode ser definido, em termos gerais, como uma assembleia de Bispos que representa o episcopado de todo o mundo e tem como tarefa ajudar o Papa no governo da Igreja, com o seu conselho, para procurar soluções pastorais que tenham validade e aplicação universal. Sendo um órgão consultivo, oferece “proposições” e não posições definitivas.
A partir destas propostas, Bento XVI teve a missão de redigir a exortação apostólica pós-sinodal, o documento baseado nas “proposições” aprovadas pelos padres sinodais. Para realizar este trabalho, o Papa contou com uma ajuda específica, um Conselho pós-sinodal de Bispos, eleitos tanto pela assembleia (12 membros) como por ele mesmo (3 membros).
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 22 Fevereiro , 2007, 14:32
22 de Fevereiro de 1969

Daniel Rodrigues, o segundo da direita,
em trabalho na Gafanha da Nazaré.
Da esquerda para a direita, Padre António Maria,
Fernando Martins e Padre Miguel Lencastre
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"O COMÉRCIO DO PORTO"
ABRE DELEGAÇÃO EM AVEIRO

Neste dia, em 1969, “ O Comércio do Porto” abriu em Aveiro uma delegação, que ficou a ser liderada, desde a primeira hora, pelo jornalista Daniel Rodrigues, que haveria de ser, durante décadas, um arauto de causas justas.
Recordar esta data é recordar a acção extraordinária dessa delegação e de quantos nela trabalharam, assumindo o seu papel como missão em prol da justiça e da verdade, sempre em favor das comunidades até onde poderia chegar a sua intervenção.
Daniel Rodrigues, mais um não-aveirense, oriundo das terras do demo, que se integrou, e de que maneira!, na cidade, foi exemplo de dedicação, de tenacidade e de coragem, nas lutas que teve de travar com muitos, sobretudo quando chegava a hora de denunciar o que estava mal. Sem temor, agia em conformidade com a sua consciência, ao mesmo tempo que mostrava terras e gentes do distrito, e não só, através de retratos humanos que fizeram história.
A Gafanha da Nazaré muito lhe deve quando foi preciso reivindicar o direito ao estatuto de Vila, precisamente nesse ano. Nessa altura, eu próprio o acompanhei em trabalhos jornalísticos, fundamentais à promoção desta terra em franco crescimento. Também, é certo, para lançar “O Comércio do Porto” nas Gafanhas. Na altura, pela prospecção que foi feita, apenas um exemplar se vendia, diariamente, no estabelecimento do senhor José Quinteles, junto à igreja da Gafanha da Nazaré.

F. M
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 22 Fevereiro , 2007, 12:57
ADOECER DA CURA…

José Sócrates, o Primeiro-ministro mais popular da última década, viveu ontem um dos dias mais difíceis dos seus primeiros dois anos de Governo. Não por ter perdido um ministro ou ser obrigado a remodelar, muito menos por ter sido criticado pelo Presidente da República ou ter sofrido uma derrota eleitoral intercalar. De tudo isto Sócrates já experimentou nestes dois anos e nem por isso tremeu do alto do seu pedestal.
Mas o dia de ontem foi diferente. Milhares de pessoas de Chaves e de vários concelhos do Alto Tâmega vieram para a rua pedir a cabeça do ministro da Saúde pelo encerramento de mais Urgências hospitalares e de Centros de Saúde e o que se viu nas televisões merece alguma atenção. Claro que o ministro Correia de Campos aproveitou o facto de estarem em causa autarquias nas mãos do PSD para dizer que tudo não passa de manipulação. Mas a ira dos populares, que engarrafaram ruas e estradas com ensaios de buzinões, parecia demasiado autêntica para ser mera manobra política.
Como é óbvio, afastar as Urgências de saúde das pessoas e obrigá-las a percorrerem quilómetros nas zonas menos desenvolvidas do país, levando uma hora para chegar a um hospital, é agravar os custos da interioridade. E a raiva do povo nas ruas não deixava margem para dúvidas: como há semanas o socialista Jorge Coelho avisou na SIC Notícias, “com a saúde não se brinca”.
Desvalorizar as queixas dos que se sentem vítimas de reais penalizações sociais é um erro que Cavaco experimentou com as portagens na Ponte 25 de Abril e que José Sócrates deve ter em atenção no encerramento das Urgências. O povo português já mostrou que está disposto a sacrifícios, que percebe a necessidade do Estado poupar, mas não está disposto a ouvir discursos contra a desertificação do Interior, para depois vir agravar as condições de vida para quem ainda resiste nessas zonas do país.
Se o Primeiro-ministro garante, como fez esta semana numa entrevista ao Expresso, que o Serviço Nacional de Saúde vai dar resposta, em todos os pontos do país, às mulheres que – dentro da nova lei – queiram abortar, é bom que não nos falte com igual prontidão, com os mais elementares Serviços de Urgência. Obrigar um cidadão do Interior, servido pelas piores estradas, a galgar o dobro dos quilómetros para ter um médico é um contra-senso. Se escamotear o problema em nome das poupanças públicas, José Sócrates arrisca-se a curar o défice e a adoecer da cura.

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 22 Fevereiro , 2007, 12:13
Em 28 de Fevereiro,
pelas 21 horas



“Sociedade, Ciência,
Religiões
– Em Cultura da Vida
e da Paz”
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No âmbito dos 20 anos do CUFC (Centro Universitário Fé e Cultura), vai rea-lizar-se no dia 28 de Fevereiro, quarta-feira, pelas 21 horas, na sede daquela instituição vocacionada para o diálogo entre fé e cultura, junto à Universidade de Aveiro, um debate sobre “Sociedade, Ciência, Religiões – Em Cultura da Vida e da Paz”.
Estará presente Bento Domingues, teólogo, docente da Universidade Lusófona e colunista do PÚBLICO, para desenvolver o tema e animar o diálogo com todos os que o desejarem.
Estes debates integram-se no programa “Diálogo Inter-Religioso”, imple-mentado, há anos, pelo CUFC e destinado aos universitários, em particular, e aos aveirenses, em geral.

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 22 Fevereiro , 2007, 11:45

UMA LUTA DE VINTE ANOS


O novo posto da GNR da Gafanha da Nazaré está a funcionar desde o final de Janeiro, servindo também as freguesias da Gafanha da Encarnação e do Carmo. As novas instalações eram uma necessidade com cerca de duas décadas, já que o espaço ocupado anteriormente não oferecia as condições de trabalho essenciais a uma unidade militar. Embora a mudança sem aviso tenha desagradado Câmara e Junta de Freguesia, as duas entidades admitem que o importante é que o posto está a funcionar. A GNR concorda, afirmando que o fundamental «é garantir as melhores condições de serviço à comunidade»

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Leia mais no Diário de Aveiro

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 22 Fevereiro , 2007, 11:30

D. MANUEL CLEMENTE É O NOVO BISPO DO PORTO

MENSAGEM À DIOCESE

Ao receber a nomeação do Santo Padre Bento XVI para Bispo do Porto, quero, antes de mais, agradecer ao Sucessor de Pedro a confiança que põe em mim para tão exigente ministério. Por minha parte, toda a confiança tenho na graça divina, que nunca nos falta com o necessário para o que Deus nos pede. A Deus me entrego, à Virgem Santíssima e à comunhão dos santos.
Dirijo uma palavra de muita consideração e estima ao Senhor D. Armindo Lopes Coelho, pedindo a Deus que o cumule de saúde e paz, na merecidíssima recompensa do seu fiel ministério. Consideração e estima que estendo também ao Senhor D. Júlio Tavares Rebimbas e aos Senhores Bispos eméritos residentes na Diocese do Porto. Com todos conto, no contributo inestimável da sua experiência e sabedoria.

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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 22 Fevereiro , 2007, 11:23


TELEMÓVEL:
UM BRINQUEDO
PARA GRANDES E PEQUENOS

Ontem, numa clínica, pude apreciar quanto os telemóveis são o brinquedo dos nossos dias. Brinquedo para grandes e pequenos, para jovens e menos jovens, para gente de qualquer condição social.
Muitos dos que entravam na sala de espera vinham já de telemóvel na mão. Qual arma em riste. Pronta para o ataque. Os que vinham assim armados traziam os olhos fixos na máquina. Sentavam-se e começava a batalha do envia e recebe SMS, alguns usando uma rapidez incrível, com sorrisos nos lábios de quem está em diálogo interessante.
Ao meu lado, um mais velho, não parava de mexer no seu pequeníssimo aparelho, em jeito de quem joga qualquer coisa. Bem mirei e lá estava ele entretido, no carrega-e-carrega com um dedo ou outro.
Outros telefonavam por tudo e por nada: “Cheguei”, “Estou à espera”, “E por aí?”, “Vou sair mesmo agora”, “Onde nos encontramos?… e assim por diante.
Outros entretinham-se a mexer no telemóvel sem nada fazer de especial Parecia-me que estavam a tentar descobrir as suas múltiplas funções, muitas das quais nunca ou raramente se utilizam. E até crianças, quando chegavam, sentavam-se e reclamavam logo das mães os telemóveis para um joguinho…
Pensando bem, até acho melhor que cada um se entretenha com o seu telemóvel. Passa o tempo sem se aborrecer e… deixa de pegar em revistas velhas e gastíssimas pelo uso. Eu juro que nem lhes toco… sei lá por que mãos andaram…

F.M.

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 22 Fevereiro , 2007, 11:02
"Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir"

Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 22 Fevereiro , 2007, 10:55

PERGUNTAS PÓS-REFERENDO


Quem terá votado no sim e no não ao aborto? Dum lado foi longamente explicado que se tratava apenas de respeitar as decisões da mulher sem a mandar para a cadeia. Do outro argumentou-se que a conversa do sim era só parte da questão. O que estava em causa era sim ou não ao aborto, sim ou não à vida.
Mais de 50% dos eleitores não compareceu. Os que foram às urnas, do Norte, Centro ou Sul, decretaram a vitória do sim. Isto é, a maioria dos que votaram.
Logo foram tiradas ilações pelo governo: assim sendo, vamos legislar o sim. Transformar, com carácter de urgência, o político em jurídico. E surgem de imediato, divisões no sim: pausa para reflexão da mulher? Aconselhamento? Capacidade de resposta dos hospitais? Objecção de consciência dos médicos? Alteração do Código Deontológico? Vinculação jurídica ou política? Constitucionalidade ou não? Aprovação pelo Presidente da República? Capacidade técnica de acorrer aos pedidos de aborto? Prioridades adiadas na saúde? Entrega ou não à medicina privada?
O canto de vitória foi mais partidário que ideológico. Muitos “defensores da mulher”, pelo que se percebeu só a defendem nesta circunstância. As concepções que publicamente sustentam de sexualidade, casamento descartável, exploração comercial da mulher, fazem desconfiar de humanismos circunstanciais muito distantes da defesa da dignidade da mulher.
A Igreja em Portugal também se interroga: que pensam os 97,5 de portugueses que se declaram católicos, em questões de moral familiar? Que jogos de consciência individual esconde este referendo? Terão sido mesmo os católicos que disseram não? Ou, na dúvida, se desculparam com o dia chuvoso de Fevereiro, como o haviam feito num dia escaldante de Verão em Junho de 1998?
Seria bom que antes de tantas respostas prontas e interesseiras, todos nos interrogássemos, passado serenamente algum tempo sobre o referendo de 2007. Para alguns o resultado do referendo foi uma vitória do progresso e da modernidade. Ou será, como diz Humberto Eco no seu último livro que “a história se está a enrolar em si própria, caminhando velozmente a passo de caranguejo”?
O tema está em aberto e o diálogo precisa ser continuado com as pontes possíveis nas convergências fundamentais.

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