de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 21 Fevereiro , 2007, 11:15

Diga ao senhor ministro
que queremos ser espanhóis

Chaves, cidade transmontana que bem conheço e admiro, está hoje em protesto contra mexidas do Governo no estatuto do seu hospital, mas também contra o fecho de Centros de Saúde na região do Alto Tâmega.
Estas alterações nos Centros de Saúde, propostas por uma equipa de especialistas na matéria, têm gerado protestos a muitos níveis. Penso que alguns com legitimidade.
O que me choca é ver que no fundo quem vai sofrer é o povo humilde, pobre, com pensões miseráveis.
Em Chaves ouvi há pouco uma idosa protestar, e com razão. Diz ela que, agora, para vir da aldeia à cidade, ao médico, gasta 15 euros num táxi e o mesmo no regresso. E pergunta ela, apresentando-se como doente cancerosa, como é que pode viver com pouco mais de 200 euros de pensão.
A seu lado, uma mais arrebitada, disse: “Diga ao senhor ministro que queremos ser espanhóis.”
Esta flaviense é do tempo em que os transmontanos raianos iam habitualmente ao médico a Espanha, onde muitos nasceram, pois era ali que as parturientes encontravam quem as ajudasse em momentos difíceis. Não me espanta, pois, que voltem a lembrar-se do país vizinho.

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 21 Fevereiro , 2007, 10:47

QUARESMA:
QUADRAGÉSIMO DIA

O termo Quaresma deriva do latim "quadragesi-ma dies", ou seja, quadragésimo dia. É o período do ano litúrgico que dura 40 dias: começa na quarta-feira de cinzas e termina na missa "in Coena Domini" (Quinta-Feira Santa), sem inclui-la.
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O sexto Domingo, que dá início à Semana Santa, é chamado "Domingo de Ramos", "de passione Domini". Desse modo, reduzindo o tempo "de passione" aos quatro dias que precedem a Páscoa, a Semana Santa conclui a Quaresma e tem como finalidade a veneração da Paixão de Cristo a partir da sua entrada messiânica em Jerusalém.
Uma prática penitencial preparatória para a Páscoa, com jejum, começou a surgir a partir de meados do século II; outras referências a um tempo pré-pascal aparecem no Oriente, no início do século IV, e no Ocidente no final do mesmo século.
Nos primeiros tempos da Igreja, durante esse período, estavam na fase final da sua preparação os catecúmenos que, durante a vigília pascal, haveriam de receber o Baptismo.
Por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, inclusive por meio do jejum e da abstinência, marcas que ainda hoje se mantêm.
Na Liturgia, este tempo é marcado por paramentos e vestes roxas, pela omissão do "Glória" e do "Aleluia" na celebração da Missa.
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Fonte: Ecclesia

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 21 Fevereiro , 2007, 10:36

Figueira da Foz:
Painel de António Lino

No edifício do tribunal da Figueira da Foz, junto ao jardim, há um painel de António Lino, que vale a pena ser apreciado. O tema, como não podia deixar de ser, é a justiça.
Quantas vezes por ali passamos sem nos determos na procura da mensagem do artista. O corre-corre da vida tem destas coisas. Nem nos deixa ver a arte que nos é oferecida de graça.

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 21 Fevereiro , 2007, 10:33
Há mais católicos no mundo?

Pelas últimas estatísticas do Vaticano, há mais católicos no mundo. Os registos dizem que o número de católicos passou de 1098 biliões para 1115 biliões, entre 2004 e 2005. O aumento foi superior, em percentagem, ao crescimento da população mundial.

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 21 Fevereiro , 2007, 10:31
Nem no Inverno sem capa,
nem no Verão sem cabaça.

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 21 Fevereiro , 2007, 10:18



“Hão-de olhar para
Aquele que trespassaram”


Queridos irmãos e irmãs!



«Hão-de olhar para Aquele que trespassaram» (Jo 19, 37). Este é o tema bíblico que guia este ano a nossa reflexão quaresmal. A Quaresma é tempo propício para aprender a deter-se com Maria e João, o discípulo predilecto, ao lado d’Aquele que, na Cruz, cumpre pela humanidade inteira o sacrifício da sua vida (cf. Jo 19, 25). Portanto, dirijamos o nosso olhar com participação mais viva, neste tempo de penitência e de oração, para Cristo crucificado que, morrendo no Calvário, nos revelou plenamente o amor de Deus. Detive-me sobre o tema do amor na Encíclica Deus caritas est, pondo em realce as suas duas formas fundamentais: o ágape e o eros.

O amor de Deus: ágape e eros

A palavra ágape, muitas vezes presente no Novo Testamento, indica o amor oblativo de quem procura exclusivamente o bem do próximo; a palavra eros denota, ao contrário, o amor de quem deseja possuir o que lhe falta e anseia pela união com o amado. O amor com o qual Deus nos circunda é sem dúvida ágape. De facto, pode o homem dar a Deus algo de bom que Ele já não possua? Tudo o que a criatura humana é e possui é dom divino: é portanto a criatura que tem necessidade de Deus em tudo. Mas o amor de Deus é também eros. No Antigo Testamento o Criador do universo mostra para com o povo que escolheu uma predilecção que transcende qualquer motivação humana. O profeta Oseias expressa esta paixão divina com imagens audazes, como a do amor de um homem por uma mulher adúltera (cf. 3, 1-3); Ezequiel, por seu lado, falando do relacionamento de Deus com o povo de Israel, não receia utilizar uma linguagem fervorosa e apaixonada (cf. 16, 1-22). Estes textos bíblicos indicam que o eros faz parte do próprio coração de Deus: o Omnipotente aguarda o «sim» das suas criaturas como um jovem esposo o da sua esposa. Infelizmente desde as suas origens a humanidade, seduzida pelas mentiras do Maligno, fechou-se ao amor de Deus, na ilusão de uma impossível auto-suficiência (cf. Gn 3, 1-7). Fechando-se em si mesmo, Adão afastou-se daquela fonte de vida que é o próprio Deus, e tornou-se o primeiro daqueles «que, pelo temor da morte, estavam toda a vida sujeitos à escravidão» (Hb 2, 15). Deus, contudo, não se deu por vencido, aliás o «não» do homem foi como que o estímulo decisivo que o levou a manifestar o seu amor em toda a sua força redentora.
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