de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 12 Fevereiro , 2007, 15:34

“PÚBLICO” com nova imagem

O jornal “PÚBLICO” renasceu hoje com nova imagem. Era, desde a primeira hora, um jornal de referência, mas nos últimos tempos apresentava-se muito cinzento. Quem o compra desde o primeiro número, como eu, não deixou de sentir, várias vezes, que ele precisava de rejuvenescer, sem perder a sua característica fundamental, de diário com peso na sociedade pensante e arejada.
Como há muito se esperava, hoje tivemos o prazer de o ler com mais curiosidade e com mais atenção. À procura dos novos traços de um grafismo diferente, de novos colunistas, sem perder aqueles que tanto aprecio, e de uma escrita jornalística mais contida e menos cansativa.
Há afinações a fazer, na cor e não só, mas elas não hão-de tardar, para bem de todos os seus leitores. Sem cedências ao pimba, ao bombástico, às notícias de faca e alguidar. Disso já há muito no panorama da nossa comunicação social.

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 12 Fevereiro , 2007, 15:14

CANAL CENTRAL
MERECE SER APRECIADO

Em Aveiro, o Canal Central merece ser apreciado. Com este sol brilhante, por enquanto, então ele tem mais encanto. E nem o sismo que assustou muita gente nos priva das imagens agradáveis que a Ria nos oferece.
Veja que em qualquer canto, à volta de Aveiro e não só, é possível banhar o espírito com estas cores, que são marcas indeléveis das nossas terras.

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 12 Fevereiro , 2007, 11:16



“A HISTÓRIA DE DEUS COMIGO”

O título do livro do padre António Vaz Pinto – A HISTÓRIA DE DEUS COMIGO –, recentemente editado, é desafiante. Ao olhar para ele, o eventual leitor não deixará de pensar até que ponto Deus tem, de facto, uma história consigo próprio. O mesmo me aconteceu.
É certo que cada um de nós, os crentes, sabe que Deus está connosco e nos acompanha na vida, no respeito absoluto pela nossa liberdade. Mas está, nisso cremos, para nos animar no dia-a-dia das nossas opções e dos desafios que se nos põem, sobretudo nas horas de discernimento.
Quando peguei nesta obra do Padre Vaz Pinto, um conhecido jesuíta pelas inúmeras facetas com que intervém na sociedade, foi com curiosidade que iniciei a leitura. Trata-se de um livro de memórias, rico em referências várias, com projectos do autor e pessoas bem conhecidas com quem se relacionou. Sempre gostei deste tipo de literatura, seja ela de memórias escritas com a emoção de quem as viveu intensamente, seja romance histórico ou outro qualquer género memorialista, onde a vida casa bem com estórias, romanescas ou mesmo reais.
O Padre Vaz Pinto escreve, a meu ver, como fala: fluente, directo, emotivo, culto, verdadeiro. Neste livro, não esquece nada do essencial da sua vida. Os amores que viveu, as lutas que travou para descobrir a sua vocação, os diálogos com Deus e com quem se encontrou ao longo da vida, as amizades que cultivou, os sentimentos que experimentou. Aqui está, especialmente, o amor de Deus, determinante, nas opções que teve de tomar.
Neste livro – A HISTÓRIA DE DEUS COMIGO –, Vaz Pinto mostra-nos como sentiu a aproximação de Deus na sua juventude, que o levou a entrar nos Jesuítas, como o ajudou a decidir-se pela ordenação sacerdotal. Mais ainda: como Deus se revelou em projectos que o autor criou, dinamizou ou dirigiu, nomeadamente “Leigos para o Desenvolvimento”, “Banco Alimentar contra a Fome” e “Alto-Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas”, entre muitos outros, de âmbito diverso.
Nesta leitura que fiz, com proveito, acompanhei o Padre Vaz Pinto nos Exercícios Espirituais, nos estudos na Alemanha, onde se cruzou, de perto, com o então teólogo Ratzinger e com o também famoso karl Rahner, vi-o a conviver com gente jovem e menos jovem, a orientar casais e estudantes, e senti a fé com que aceitou a morte de familiares e amigos.
Este livro, no fundo, revela um Padre que passou por inúmeros acontecimentos, encontros e desencontros, fracassos e sucessos, assumindo que a vida tem de ser vivida com intensidade, profundamente humana e marcada indelevelmente por Deus, razão de ser da sua vida. Da nossa vida.
Fernando Martins


mais sobre mim
Fevereiro 2007
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3

4
5
6
7
8
9


18
19



arquivos
as minhas fotos
pesquisar neste blog
 
blogs SAPO
subscrever feeds