de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sábado, 10 Fevereiro , 2007, 14:16
"O mal dos portugueses não está no atraso, na pobreza, na iliteracia ou em qualquer falha remediável e normal. O mal dos portugueses está em que manifestamente não regulam bem da cabeça. E contra isso não há nada a fazer."

Vasco Pulido Valente,
PÚBLICO, 10-2-2007


NOTA: Confesso que às vezes tenho dificuldades em compreender certos colunistas. Vasco Pulido Valente é um deles. Ora se mostra, nos seus escritos, realista, ora deixa transparecer um pessimismo, que é sempre doentio. Hoje deu-lhe para dizer que os portugueses são um caso perdido, porque, segundo ele, “não regulam bem da cabeça”.
Se ele dissesse que entre os portugueses há de tudo, ainda era aceitável. Agora afirmar que os portugueses não regulam bem da cabeça, é manifestamente exagerado.
Então, como é que se explica que esses portugueses fizeram, ao longo de séculos e séculos, um País, conquistando-o palmo a palmo, e construindo-o a pulso e com determinação? Dando novos mundos ao mundo e garantindo a sua sobrevivência contra tudo e todos?
F.M.

Editado por Fernando Martins | Sábado, 10 Fevereiro , 2007, 13:59


"O GRANDE SILÊNCIO"




"O Grande Silêncio" é o primeiro filme sobre a vida interior da Grande Chartreuse, casa-mãe da Ordem dos Cartuxos, uma meditação silenciosa sobre a vida monástica. Dezassete anos depois de ter pedido para filmar no mosteiro, é dada autorização para entrar ao realizador, que filmará a vida interior dos monges cartuxos. Sem música à excepção dos cânticos do mosteiro, sem entrevistas, nem comentários, ou artifícios.
Evocam-se unicamente a passagem do tempo, das estações, os elementos repetidos incessantemente durante o dia ou as orações. Um filme sobre a presença do absoluto e a vida de homens que dedicam a sua existência a Deus.
O filme ganhou os Prémios de Melhor Documentário no Festival de Sundance e nos Prémios Europeus do Cinema.
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Fonte: PÚBLICO
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NOTA: Não vi o filme, mas tudo farei para o ver. Acho que ele deve ser uma oportunidade única, ou rara, para meditar sobre os que deixam tudo para estar com Deus, só com Deus e consigo próprios, durante toda a vida. Sem os ruídos do mundo, apenas com o grande silêncio que nos aproxima ou nos oferece o divino, de forma diferente.


F.M.

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