de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 06 Fevereiro , 2007, 14:15


SAL COMO PRODUTO
AGRO-ALIMENTAR



A futura Associação dos Produtores e Marnotos da Ria de Aveiro vai apostar na classificação do sal das nossas salinas como produto agro-alimentar, considerando esta decisão fundamental para a sobrevivência do salgado aveirense.
Li esta notícia na Rádio Terra Nova e não posso deixar de me congratular por sentir que ainda há gente que acredita nas coisas que nos distinguém.
Manuel Estrela Esteves, presidente da comissão instaladora da futura Associação, garante que o nosso sal é, de facto "excepcional", acrescentando que a associação que representa vai implementar a investigação, o estudo e a divulgação de todas as questões técnicas e científicas respeitantes ao sal marinho artesanal, produzido nas salinas aveirenses.

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 06 Fevereiro , 2007, 12:45


OUVIR LIMPIDAMENTE
A CONSCIÊNCIA

Ninguém gosta de perder. E é possível que quem se empenhou emotivamente numa campanha pelo sim ou pelo não ao aborto, se sinta dependente da escolha inicial e não queira, por nada, dar o dito por não dito à última hora: a hora de marcar, na intimidade plena da consciência e no reduto secreto da mesa de voto, a sentença do sim ou do não. Ao aborto.
A campanha tem os defeitos e as virtudes de qualquer campanha. Acende ânimos, suscita paixões, constrói e cega argumentos. E tem muitos efeitos colaterais. Com tudo o que se diz de certo e errado: sobre a mulher, o filho, a ciência, o momento da vida, o embrião, a sua organização como ser, como corpo e pessoa, a perplexidade e razões de aceitar ou rejeitar uma nova vida, a consciência confrontada com os valores que a guiam, o debate entre o marcado pela natureza e o mascarado pela ideologia - tudo isso vem ao de cima num debate onde, por vezes, parece simples um ou outro extremo da resposta à pergunta lançada no referendo. E custa perceber que há tantos amigos, com quem compartilhamos ideais, que dizem exactamente o contrário de nós.
Há elementos extremamente positivos neste todo, vindos de ambos os lados, numa discussão politicamente livre, mas socialmente dependente. Interessa perceber que os cristãos quando dizem não ao aborto se referem essencialmente à intangibilidade da vida humana. Aqui não há subtileza. Não há meia medida. Há consciência. Os contributos científicos ou jurídicos são importantes para o debate, aprendizagem e esclarecimento. Mas não inspiram a decisão final porque essa só por ilusão se esconde ou esquece. E as mulheres – que aparentemente todos pretendem defender - são os seres que, na sua íntima voz, recusam, antes da palavra, qualquer modalidade de aborto. Seja qual for a sua religião, posicionamento de esquerda ou direita, com ou sem radicalidade. Antes do discurso de qualquer político ou entidade religiosa. Está no âmago de todo o ser. É duma evidência entranhada que dispensa demonstração moralista de esquerda ou de direita.
Neste caminho, torna-se complexo envolver o todo num manto político ou ideológico. Está em causa um valor não passível de cálculos, que ultrapassa todos os artifícios que se exibem noutras campanhas políticas. Por isso, mais forte que tudo é a consciência, como voz última, íntima e soberana, que sobrepassa todos os simulacros. Ouvir limpidamente a consciência é escutar o melhor conselheiro da vida.

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 06 Fevereiro , 2007, 11:42
LIGAÇÃO DA GAFANHA DA NAZARÉ A AVEIRO
:


PONTE DE MADEIRA
:

A gente mais nova, que hoje circula por pontes de betão, resistentes quanto baste, não faz ideia de como eram as antigas pontes de madeira que ligavam a Gafanha da Nazaré a Aveiro e às praias da Barra e Costa Nova.
Hoje ofereço uma imagem não muito nítida da antiga ponte por onde passavam os gafanhões quando precisavam de ir à cidade.
Por esta ponte passei vezes sem conta, a pé, de bicicleta, de motorizada e de autocarro, quando ia a Aveiro. Quer fizesse sol ou chuva, quer fosse um dia sereno ou ventoso. E quando a estrutura da ponte dava sinais de perigo, os que iam no autocarro tinham de descer e de passar a ponte a pé. O autocarro seguia devagarinho. Quando o perigo era grande, um outro autocarros esperava do outro lado os passageiros.
Na foto, em primeiro plano, está o suporte de início da actual ponte da Friopesca.
F.M.

Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 06 Fevereiro , 2007, 10:49
Museu de Arte Nova
de Aveiro abre até ao Verão
:
O futuro Museu de Arte Nova de Aveiro, que irá nascer na recuperada Casa Major Pessoa, deverá começar a funcionar até ao Verão. A perspectiva foi traçada por Élio Maia, presidente da câmara municipal, numa altura em que as obras de reconstrução daquele que é um dos mais importantes exemplares de Arte Nova da cidade entraram já na sua recta final. O autarca reconheceu que a empreitada tem sofrido alguns atrasos, muito por força "das exigências técnicas" da intervenção que está a ser levada a cabo.
As perspectivas iniciais apontavam para que os trabalhos de recuperação do imóvel histórico estivessem concluídos durante o ano de 2006, mas a intervenção acabou por se estender no tempo. "Aquela requalificação é extremamente complexa, tem muitas exigências técnicas e houve um conjunto de dificuldades na concretização da obra", aludiu Élio Maia, a propósito da intervenção que espera, agora, ver concluída ainda durante este mês ou em Março.
:
Um trabalho da jornalista Maria José Santana
A foto é de Miguel Lemos, de um site de Aveiro
:
Leia mais no PÚBLICO de hoje
:
Para ampliar, clique na foto

mais sobre mim
Fevereiro 2007
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3

4
5
6
7
8
9


18
19



arquivos
as minhas fotos
pesquisar neste blog
 
blogs SAPO
subscrever feeds