de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Domingo, 04 Fevereiro , 2007, 13:17
TUDO TEM
O SEU TEMPO


Para tudo há um momento
e um tempo para cada coisa
que se deseja debaixo do céu:

Tempo para nascer
e tempo para morrer,
tempo para plantar
e tempo para colher,
tempo para matar
e tempo para curar,
tempo para destruir
e tempo para edificar,
tempo para chorar
e tempo para rir,
tempo para se lamentar
e tempo para dançar,
tempo para atirar pedras
e tempo para as juntar,
tempo para abraçar
e tempo para evitar o abraço,
tempo para procurar
e tempo para perder,
tempo para guardar
e tempo para atirar fora,
tempo para rasgar
e tempo para coser,
tempo para calar
e tempo para falar,
tempo para amar
e tempo para odiar,
tempo para a guerra
e tempo para a paz.
::
(Ecl 3. 1-13)
::

NOTA: É a segunda vez que publico, no meu blogue, este belíssimo texto bíblico. E faço-o, porque gosto dele.
Laurinda Alves publicou-o esta semana na revista XIS, numa outra versão, mostrando, assim, que a poesia e a mensagem bíblica não perdem actualidade.







Editado por Fernando Martins | Domingo, 04 Fevereiro , 2007, 12:55
JAIME DE MAGALHÃES LIMA

Jaime de Magalhães Lima, escritor e pensador, político e conferencista, agricultor e ecologista, contemplativo e homem bom, foi e é, tanto quanto posso perceber, uma das figuras mais veneráveis de Aveiro.
Amante da natureza, crente fervoroso e cultor do espírito franciscano, foi amigo e confidente de figuras gradas do seu tempo.
Homem de cultura universal, multifacetado na vida e na arte de escrever, defendeu as suas ideias em inúmeros livros, revistas, jornais e conferências.

Editado por Fernando Martins | Domingo, 04 Fevereiro , 2007, 10:24


MULHER DE ÍLHAVO

Aguarela da autoria de Alberto Souza (assinada e datada, 1938, no canto inferior direito). Este retrato de Palmira de Jesus revela-nos a simplicidade dos trajes das peixeiras de Ílhavo, com os seus tradicionais xailes e rodilhas de pano na cabeça.
A tez acastanhada e as feições rudes evidenciam uma mulher de trabalho árduo.
Esta aguarela foi doada ao Museu Marítimo de Ílhavo pelo autor em 10 de Setembro de 1957.
:
Fonte: "Viver em"
da Câmara Municipal de Ílhavo

Editado por Fernando Martins | Domingo, 04 Fevereiro , 2007, 10:16


O CARDO

Caríssimo:

Regressado ao meu cantinho, nem por isso as temperaturas subiram muito; parece mesmo que se tirita mais aqui, pois as nossas casas não estão equipadas com aquecimento central. Temos que tomar certas e outras medidas...
Assim também, um dia, há muitos, muitos anos...
[Certamente, no final da leitura dirás:”Mas que tenho eu a ver com isto? Não me diz respeito...”
Cheio de razão. Terei de pedir a tua compreensão e também que embarques comigo na aventura de descobrires lendas, mitos, símbolos e outras coisitas que vamos encontrando e nos ajudarão a caracterizar as nossas terras e, portanto, as nossas vidas. Como vim da Escócia, trouxe, além de outras, esta que me lembrei partilhar... (E para os que andámos na tropa, faz-nos reviver outras guerras...)]
Então é assim:

Conta-se que nos inícios do século XI, um exército de invasores dinamarqueses pretendia atacar de surpresa Stirling Castle, a antiga residência dos Reis da Escócia. Marchavam de noite e descalços para fazerem o mínimo ruído.
Os Escoceses, dentro do castelo, não faziam ideia de que o inimigo se estava a aproximar.
Abeirando-se do castelo, os Dinamarqueses mergulharam para o fosso a fim de o atravessarem a nado e, silenciosamente, surpreenderem os que estavam no interior. Só que o fosso, em vez de água, estava cheio de cardos... Aos gritos de dor e de desespero, acorreram lestos os Escoceses que se precipitaram sobre os invasores e os puseram em fuga.

Diz-se que então o cardo passou a ser símbolo, emblema da Escócia. É sabido que antes do cardo eram usados a Cruz de Santo André e o Leão. A primeira vez que o cardo foi usado como emblema especial da Escócia foi no tempo do rei Jaime III, no século XV, enquanto que a Cruz de Santo André já era usada há mais de quinhentos anos.
A flor dos Ingleses era a rosa, também uma planta com espinhos. Quando uma princesa inglesa, Margarida de Tudor, casou com o filho de Jaime, foi considerado o casamento do cardo com a rosa.

Nos nossos dias o cardo não é uma planta útil. Só os macacos a comem. Não é mais que uma erva daninha, rústica e cheia de espinhos.
Contudo o cardo tornou-se o símbolo popular da Escócia. Apesar de o Leão ser imponente e orgulhoso e a Cruz ter sido venerada durante longa tradição, o humilde Cardo é algo com o qual se identificam ; para os Escoceses, é a lembrança de que o seu país pode não ser o mais rico e o mais fértil, mas certamente nunca será presa fácil para estranhos.

Bom mês de Fevereiro,

Manuel

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