de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 26 Janeiro , 2007, 11:40
Canal Central e Mastro do Milenário
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MASTRO DO MILENÁRIO
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Nesta foto de António Graça, publicada na revista "Aveiro Antigo", edição da Câmara Municipal de Aveiro, com data de 1985, vê-se, ao fundo, sobre a Ponte da Dobadoura, o mastro que assinala o início das Festas do Milenário, em 1959.
Aveiro, como é sabido, regista o seu baptismo em 959, antes da nacionalidade portuguesa, quando a condessa Mumadona sublinha, num seu testamento de doação, as salinas que possuía em Alavário. Em 1759, por alvará de D. José I, foi elevada à categoria de cidade.
Mil anos da referência de Mumadona e 200 anos após a elevação a cidade, Aveiro recordou com diversos festejos essas efemérides, em 1959. Eu assisti à colocação do mastro de um navio no cimo da ponte da Dobadoura. Procedeu à operação o célebre Mestre Mónica, com a ajuda de alguns funcionários do seu Estaleiro.
Havia muita gente a assistir à manobra.
Colocado o mastro deitado, com a parte de baixo, mais grossa, junto do buraco onde havia de ser enfiado, um camião pesado começou a puxá-lo, sob a batuta do Mestre. Mais um bocadinho, pára aí, ponham aqui umas escoras… Avança agora, com calma, Henrique (condutor do camião)… Devagar… continua… continua… E o mastro lá foi sendo erguido… Até que, de repente, se enfiou no buraco onde ficou uns tempos, para assinalar os mil anos de povoação e os 200 de cidade de Aveiro. Isto em 1959.
Fernando Martins

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 26 Janeiro , 2007, 11:27

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ARQUITECTURA
CONTA HISTÓRIA
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A HERA está a promover mais um projecto de valorização do património: ARTE NOVA-Arquitectura conta História.
Co-financiado pela
UE, com o apoio da Câmara Municipal de Aveiro e o envolvimento das Escolas Secundárias de Aveiro, o projecto tem como objectivo a dinamização de percursos urbanos de valorização turística da património arquitectonico ARTE NOVA, típica da região de Aveiro, e uma exposição de fotografica sobre o tema.
Visite o site (www.heraonline.org) na secção "Diário de Viagem" para mais informações.

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 26 Janeiro , 2007, 10:44
Monumento ao homem do mar

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TAREFAS COMUNITÁRIAS
COMO CONTRAPARTIDA
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A Câmara Municipal de Ílhavo vai entregar hoje 24 Bolsas de Estudo a outros tantos estudantes. Treze Bolsas contemplam estudantes do Ensino Superior e as restantes vão para quem estuda no Ensino Secundário. A autarquia ilhavense prossegue assim com o bom exemplo de apoiar ou estimular jovens da nosso concelho.
As Bolsas atribuídas, porém, não são dadas de ânimo leve e têm contrapartidas, que são, sem dúvida, um bom princípio. Os contemplados terão de disponibilizar 75 horas para a realização de tarefas em prol da comunidade, no âmbito dos programas Vocação e Ocupação de Tempos Livres, desenvolvidos pela autarquia ilhavense. Escusado será dizer que este princípio seguido pela Câmara de Ílhavo é essencialmente educativo. Os jovens que receberam as bolsas ficam a saber que tudo na vida tem custos e que os prémios, as bolsas e outras ofertas não podem deixar de ter contrapartidas.

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 26 Janeiro , 2007, 10:42
AMEAÇA DEMOGRÁFICA
OU INÉRCIA POLÍTICA?

Já sou do tempo em que, a torto e a direito, se proclamava que a fome no mundo tinha como causa o aumento descontrolado da natalidade e, consequentemente, da população.
As teses de Maltus e do neo-maltusianismo eram um apelo mundial que se generalizou. Era preciso contrariar o aumento da população. Só assim poderíamos sobreviver e libertar-nos de uma calamidade exterminadora e sem limites. Ainda não há muito tempo (1991), um francês iluminado, Comandante Cousteau, escrevia no Courrier de l´Unesco: “É necessário que a população mundial se estabilize e, para que tal aconteça, é necessário eliminar em cada dia 350.000 pessoas”. Aqui fica para a história um apelo louco ao genocídio que, segundo vi, não escandalizou, nem teve contraproposta.
Já na década de cinquenta, padre novo com muitos sonhos sociais, pude ler, para contrariar os maus augúrios dos sábios do tempo, que o problema demográfico só tinha uma solução e esta era política, pois a superfície do Brasil, bem aproveitada, era mais do que suficiente para esconjurar a fome do mundo inteiro. A verdade, porém, é que os políticos sempre estiveram mais interessados, a vários títulos, em medidas de extermínio e de controle, do que de promoção do bem a favor de todos e do respeito e apoio por medidas políticas a favor dos povos mais pobres e débeis e da sua cultura. Os perigos da demografia crescente era um bom fantasma para os objectivos dos países ricos, sempre sôfregos por maior riqueza.
A Índia e muitos países de Africa foram então invadidos por “multinacionais generosas” que espalharam contraceptivos em profusão, pagos por países interessados em que se fosse operando, progressivamente, o extermínio a população sob a capa de uma protecção farisaica. Interessava-lhes pouca gente, rendida à gratidão, matérias-primas a descoberto e anulação de críticas. Estava aí a vitória dos poderosos. Mais tarde foram conhecidas, neste sentido, as orientações “sábias”, mas desumanas, de Henry Kissinger, que deixaram o mundo estupefacto, mas incapaz de responder ao gigante, sempre pronto a distribuir benesses a quem dobrasse a cerviz e seguisse o preceituado.
A Europa também caiu no engodo. Em países, como Portugal, pela subserviência aos Estados Unidos da América de quem algumas instituições recebiam, via OMS, quantias consideráveis para programas de planeamento familiar, noutros pela euforia dos novos modelos e estilos de vida, contrários ao aumento da natalidade e abertos ao gozo e ao consumo sem restrições. A verdade é chegou a bater no fundo. Horrorizada, depois, pela ameaça dos turcos e dos muçulmanos de Africa, famílias com média de seis e sete filhos, e pela incapacidade de repor os estragos da quebra de natalidade, acordou e começou a arrepiar caminho. O que antes recusara, acabou por se lhe impor.
Hoje vários países europeus têm políticas concretas de estímulo à natalidade. Todos lemos o que se passa na Alemanha a partir de 1 de Janeiro. Entre nós, como sempre, vamos atrasados, meio anestesiados e sem medidas políticas objectivas e estimulantes. Se vierem e forem acertadas, ainda demorarão décadas a fazer sentir os seus resultados.
Entretanto, numa atitude habitual de quem faz uma gestão mais por imediatos que por objectivos, mais por emoções que por razões com fundamento, dá-se protecção ao aborto, mal embrulhado em frases publicitárias bem gastas. Assim, já ninguém duvida, o aborto acabará por se tornar, a pouco e pouco, em mais um método contraceptivo. Nada se vê, antes pelo contrário, que estimule a natalidade, entre nós pelas ruas da amargura., com índices de reposição demográfica dos mais baixos da Europa.
Ficamos todos esclarecidos quando ouvimos o chefe do governo e do partido da maioria a recomendar aos seus que não perdessem tempo com os aspectos científicos do aborto, mas o gastassem preocupados em vender bem a ideia da despenalização…
O problema continua a ser político. Temos de nos interrogar, porém, sobre qual o sentido de uma política demográfica que tenha em vista, com preocupações éticas, as pessoas e as causas porque lutam, o bem comum e o futuro da comunidade nacional.




Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 26 Janeiro , 2007, 10:17

Presidente da Comissão Episcopal
para o Ecumenismo
sublinha efeito dos fluxos
migratórios
e das dinâmicas juvenis



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PANORAMA ECUMÉNICO
ESTÁ A MUDAR EM PORTUGAL
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D. António Marto, presidente da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé e o Ecumenismo (CEDFE), considera que o panorama ecuménico no nosso país está em mudança, por força dos novos fluxos migratórios e das dinâmicas juvenis.
“Ao nosso país chegaram muitos ortodoxos e isso, quer a gente queira ou não queira, obriga-nos a fazer um caminho ecuménico em virtude de problemas concretos”, refere em declarações à Agência ECCLESIA.
Neste processo, destaca, houve uma grande atitude de “acolhimento” para receber estes cristãos, procurando proporcionar-lhes “um ambiente e lugares de encontro”.
“São coisas pequenas, mas tal como na vida, no ecumenismo são as coisas pequenas que nos impulsionam”, acrescenta.
No ano em que se celebra a III Assembleia Ecuménica Europeia, D. António Marto sublinha o esforço de “sensibilização ecuménica” levada a cabo pelos grupos juvenis das várias Igrejas cristãs, em especial nas Dioceses de Braga, Lisboa e Porto.
A preparação para este grande encontro, na localidade romena de Sibiu, em Setembro próximo, contou com uma dinâmica que inclui encontros nas várias comunidades locais, em cada país europeu. Portugal, por força da dinâmica jovem, contou com “iniciativas muito belas” que serviram para avivar a chama ecuménica.
O ecumenismo, defende, é “como a subida de uma montanha”, na qual são necessárias paragens para respirar. A primeira responsabilidade dos cristãos, neste sentido, é a oração em comum, que permita “tomar consciência do ser irmãos e alimentar a espiritualidade ecuménica”.
“A espiritualidade é como o óleo do motor: ele pode estar muito bem equipado, mas sem óleo não anda”, explica.
Este responsável destaca o facto de Bento XVI ter feito a sua “prioridade das prioridades a causa ecuménica”, dando “passos significativos”. “Tem-se a impressão de que se estão a retomar, com mais ânimo, os passos do ecumenismo”, assinala.
A este diálogo teológico, de topo, deve juntar-se o “ecumenismo quotidiano”, na vida dos cristãos, que passa pelas “paróquias, hospitais, contactos pessoais e colaboração entre comunidades”.
Para o Bispo de Leiria-Fátima, ser presidente da CEDFE e responsável pelo directo pelo maior Santuário mariano do país não são coisas contraditórias. O diálogo teológico entre cristãos tem produzido documentos "belíssimos" a respeito de Maria, que permitem ultrapassar alguns "preconceitos" e, quanto a Fátima, o Santuário "poderá também tornar-se impulsionador do ecumenismo".
"Maria não é um obstáculo para o ecumenismo desde que nós saibamos situar o seu lugar na história da salvação e na própria Igreja", conclui.
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Fonte: Ecclesia

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