de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 25 Janeiro , 2007, 11:04


Ecumenismo avança
apesar das dificuldades
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Cardeal Walter Kasper, responsável do Vaticano pelo diálogo ecuménico, espera a “plena unidade” com as Igrejas do Oriente.
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O diálogo entre as várias Igrejas cristãs tem conhecido desenvolvimentos positivos, apesar das divergências históricas que dificultam, muitas vezes, o desejado caminho para a unidade. A convicção é manifestada pelo homem do Papa para o diálogo ecuménico, Cardeal Walter Kasper, no início da semana de oração pela unidade dos cristãos.
Para este responsável, é possível verificar o crescimento de um “ecumenismo de vértice”, nos grandes encontros de líderes das Igrejas, e do “ecumenismo de base”, no quotidiano das várias comunidades eclesiais. Estas duas realidades estão interligadas, segundo o Cardeal Kasper, “como duas faces da mesma moeda”.
O presidente do Conselho Pontifício para a promoção da unidade dos cristãos refere à SirEuropa (www.agensir.it) que o ano de 2006 ficou marcado por vários passos em frente: foi retomado o diálogo teológico com as Igrejas Ortodoxas, o Papa visitou a Turquia, o Arcebispo Ortodoxo de Atenas veio a Roma e o Primaz da Igreja Anglicana visitou Bento XVI.
Apesar das divergências dogmáticas que permanecem com as Igrejas do Oriente sobre o ministério do Papa e das diferenças de cultura e mentalidade, o Cardeal Walter Kasper acredita que o caminho está mais fácil, classificando como “histórica” a visita do Primaz grego, Christodoulos.
Já na relação com as Igrejas da Reforma, têm crescido os desentendimentos em relação a temas como “a homossexualidade, o divórcio e a eutanásia”.
A convicção que permanece, contudo, é de que é possível “chegar à unidade perfeita” com as Igrejas do Oriente e “colaborar com grupos importantes presentes nas Igrejas protestantes”.
O próprio Bento XVI, no discurso que proferiu aos participantes na sessão plenária do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, a 17 de Novembro de 2006, manifestava “grande esperança pelo caminho futuro” no diálogo com as Igrejas Ortodoxas, apelando ao “respeito pelas legítimas variedades teológicas, litúrgicas e disciplinares”.
Quanto às Comunidades eclesiais do Ocidente, o Papa não foi tão optimista, assinalando que “surgiram várias importantes problemáticas, que exigem um aprofundamento e um acordo”.
“Subsiste, acima de tudo, a dificuldade de encontrar uma concepção comum sobre a relação entre o Evangelho e a Igreja e, a este propósito, sobre o mistério da Igreja e da sua unidade, assim como sobre a questão do ministério da Igreja”, assinalou.
Surgiram, por outro lado, “dificuldades no campo ético, com a consequência de que as diferentes posições assumidas pelas Confissões cristãs, sobre as correntes problemáticas, reduziram a sua incidência orientativa diante da opinião pública”.
Já quanto à adesão da Conferência Mundial Metodista, em Julho de 2006, à Declaração conjunta católico-luterana sobre a Doutrina da Justificação, de 1999, dando assim um passo significativo nas relações com a Igreja Católica, o Cardeal Kasper disse, na altura, que esta assinatura representava “um dos maiores feitos do diálogo ecuménico” e citou Bento XVI para falar deste acordo entre as três Igrejas como “uma plena e visível unidade na fé”.
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 25 Janeiro , 2007, 10:54
Sabia que...

Não há mulheres detidas pelo crime de aborto em Portugal.

Em 2005 realizaram-se 906 abortos legais em Portugal.

Em 2005 houve 73 casos, e não milhares, de mulheres atendidas na sequência de abortos clandestinos.

O número de abortos clandestinos está calculado em 1800 por ano.

62% dos abortos realizados em países europeus com legislação semelhante à pretendida em Portugal, são realizados por mulheres com rendimentos familiares superiores a 65.000 euros por ano.

6% dos abortos realizados em países europeus com legislação semelhante à pretendida em Portugal, são realizados por mulheres com rendimentos familiares inferiores a 7000 euros.

Em todo o mundo, o aborto sem invocar qualquer razão é permitido em 22 de um total de 193 países.

A pílula do dia seguinte é comercializada em Portugal desde 1999, sem necessidade de receita médica. É dispensada gratuitamente em centros de saúde desde 1 de Dezembro de 2005.

A taxa de natalidade em Portugal baixou para metade nos últimos 40 anos.

Em 2005, a média de filhos por casal foi de 1,5, tendo-se registado apenas 109.000 nascimentos, permanecendo abaixo do nível de renovação das gerações (2,1).

Em 2006, a Alemanha aprovou um incentivo à natalidade de 25 mil euros por cada nascimento.
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