de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 19 Janeiro , 2007, 14:39

O SAL DA LÍNGUA
::

Escuta, escuta: tenho ainda
uma coisa a dizer.
Não é importante, eu sei, não vai
salvar o mundo, não mudará
a vida de ninguém – mas quem
é hoje capaz de salvar o mundo
ou apenas mudar o sentido
da vida de alguém?
Escuta-me, não te demoro.
É coisa pouca, como chuvinha
que vem vindo devagar.
São três, quatro palavras, pouco
mais. Palavras que te quero confiar.
Para que não se extinga o seu lume,
o seu lume breve.
Palavras que muito amei,
que talvez ame ainda.
Elas são a casa, o sal da língua.

In "O Sal da Língua"

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NOTA: Aqui fica um poema de Eugénio de Andrade. Para além do mais, ele serve para evocar o seu nascimento, que aconteceu a19 de Janeiro de 1923, em Póvoa de Atalaia.


Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 19 Janeiro , 2007, 12:08
"Não queiras saber tudo.
Deixa um espaço livre para te saberes a ti"
Vergílio Ferreira
:
Fonte: Citador

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 19 Janeiro , 2007, 11:57
Para ver até Fevereiro





EXPOSIÇÕES FOTOGRÁFICAS
ABREM HOJE
AO PÚBLICO NA UA
::

Esta Sexta-feira, 19 de Janeiro, abrem ao público três exposições. Uma mostra fotográfica, que assinala os vinte anos de integração na União Europeia de Portugal e Espanha, e duas exposições de dois alunos do Mestrado em Criação Artística e Contemporânea. Visite-as na Reitoria e na Livraria da UA até Fevereiro.
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Leia mais em UA

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 19 Janeiro , 2007, 11:19
Moinho do Conde (Pai ou filho?)
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MOINHO DO CONDE
NA MARINHA VELHA
::

Ontem referi, no texto sobre o desastre que ocorreu na Ponte do Forte, o Moinho do Conde, que existiu na Marinha Velha, onde aproveitava os ventos que vinham da Ria e do Mar. Ali se moíam os cereais que se cultivavam na Gafanha da Nazaré, nomeadamente milho, centeio, cevada, aveia e algum trigo. O milho levava de vencida todos os outros por estas bandas.
Recordo que os lavradores iam lá entregar os cereais, pagando com farinha. Não havia sempre utilização de dinheiro, nessa época. Mesmo havendo o moinho do Conde, não faltavam moleiros que vinham, segundo recordo, dos lados de Salreu e freguesias vizinhas. O Padre Resende diz, na sua "Monografia da Gafanha", que outrora os moleiros eram de Videira (Mira), Boco e Lavandeira, e que anunciavam a sua presença aos fregueses, "percorrendo o lugar a tocar o tradicional búzio".
Seja como for, a Gafanha da Nazaré também teve, na minha meninice, o seu moinho, em terra que hoje está inundada pelo Canal de Mira, concretamente na zona do Porto de Pesca e seus acessos.
Não sei se a foto mostra o moinho mais antigo, o tal Moinho do Conde, ou um outro, de seu filho, mais integrado na povoação e não longe do primeiro. Caso para descobrir, por quem tem boa memória visual.
F.M.

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 19 Janeiro , 2007, 11:07



ROMPER O SILÊNCIO,
CONSTRUIR COMUNHÃO
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O mundo cristão celebra, de 18 a 25 de Janeiro, o Oitavário de Oração pela unidade dos Cristãos. As comunidades cristãs de Umlazi, na África do Sul, apresentam-nos uma proposta de reflexão, oração e intervenção social que aposta no rompimento do silêncio perante situações de sofrimento que somos tentados a esconder. Lançam dois grandes convites: a rezar pela unidade dos cristãos e a unir as forças e as vozes para dar resposta aos sofrimentos da humanidade.
:
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