de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 17 Janeiro , 2007, 18:13
Miguel Torga
CONFIANÇA
::
O que é bonito neste mundo,
e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar
outra aventura...
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova...
::
NOTA: Faz hoje anos que faleceu Miguel Torga, um escritor multifacetado que muito aprecio. No dia 17 de Janeiro de 1995, a literatura portuguesa, e mesmo universal, ficou mais pobre, com a morte de um artista que muito a honrou.
Várias vezes premiado, nunca, porém, recebeu o Prémio Nobel da Literatura, que tantos para ele reclamaram merecidamente. Alheio a grupos de pressão e a capelas literárias ou políticas, o mundo não pôde ser acordado para uma arte que Miguel Torga tão bem cultivou. Mas a sua obra, que abarcou todos os géneros, ficou para nos desafiar a apreciar a beleza que de tudo quanto escreveu sobressai.
Em jeito de homenagem, aqui fica um poema, de sua autoria, muito simples, como simples foi tudo quanto nos legou.
F.M.


Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 17 Janeiro , 2007, 12:16
GOVERNO QUER
IGNORAR SINAIS
EXTERIORES DE RIQUEZA?



A comunicação social de hoje noticia que o Governo deixou cair as "manifestações de fortunas" na declaração de IRS deste ano, até agora visto como um instrumento fundamental para o combate à fuga e fraude fiscais. É que, ao contrário do exigido em 2006, os impressos do IRS para 2007 não obrigam à declaração de compra de bens.
Não sei se esta situação é resultado de um qualquer lapso, ou se é deliberada. No primeiro caso, há que esperar a correcção urgente; no segundo caso, é motivo para fortes protestos. Tudo isto, porque é inconcebível que o Governo não queira receber os impostos de quem se dá ao luxo de mostrar que é rico. Os trabalhadores por conta de outrem, como é sabido, pagam sempre os impostos devidos. E se é assim, por que razão alguns dos mais ricos ficam tantas vezes à margem das suas obrigações fiscais?
:
NOTA: Sem retirar uma vírgula ao que está escrito, devo acrescentar que também é verdade que o Estado pode, se quiser, contornar essa falha, recorrendo ao cruzamento de informações que estão ao seu dispor, graças à informatização dos serviços. No entanto, o facto de os contribuintes declararem anualmente os bens (de custos elevados) que adquiriram, só dignificaria o processo.

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 17 Janeiro , 2007, 11:43

::
FAROL EM CONSTRUÇÃO
::

Quem hoje contempla o Farol da Barra de Aveiro, situado no lugar da Praia da Barra, Gafanha da Nazaré, concelho de Ílhavo, talvez nunca tenha imaginado como é que ele nasceu. Qualquer dia, com mais vagar, hei-de falar disso no meu blogue, para que a história não se perca, com a agitação dos tempos ou com os ventos fortes que costumam varrer a região.
Apeteceu-me publicar esta foto do Farol em construção, para lembrar as extraordinárias transformações que ocorreram desde o seu nascimento, com baptismo inaugural datado de 31 de Agosto de 1893.
Já agora, quando forem à Praia de Barra, apreciem o Farol e imaginem os primeiros tempos com as obras em curso naquela zona... Como tudo era tão diferente!
F.M.

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 17 Janeiro , 2007, 11:22
Pintassilgos


OS PASSARINHOS
TÃO ENGRAÇADOS…



Caríssimo/a:

A frase sai instintiva mas convictamente:
- Mas que bela arrozada! Vem ver: pombos que mais parecem patos!
Sete, sete pombos prazenteiros alimentavam-se no pátio da casa; de início, há três anos, eram apenas dois, informam-nos.
Corvos, pardais, rolas, gaivotas não têm conta. Duas pegas.
Um melro, durante anos, foi companhia nas actividades no quintal. Agora não aparece.

Já fiz referência à renovação dos grãos nos comedouros. Junto de muitas casas, assim como em parques e jardins, os abrigos, os ninhos e os comedouros são uma constante.
Espectáculo que não se esquece é estar a tomar o café num restaurante, nevar intensamente e observarmos, através da janela, o colorido agitado dos pássaros em torno do alimentador.
Também não menos espectacular é ouvir, quiçá na zona mais ventosa do globo:
- Sabes, mana, agora aparece um pintassilgo que vem todos os dias comer ali! – e apontava para o comedouro à frente da casa.
Entretanto já trazia na mão o livro onde figuravam os pássaros da região e pudemos observar o “nosso” pintassilgo.

Contudo o mais espantoso para nós terá sido ver bandos e bandos de patos bravos a cruzar os céus, no seu característico V.
Agora troquem de lugar connosco e, no regresso, observem o indescritível: centenas e centenas de patos, ao lado uns dos outros, a debicar no terreno de cultura mais vasto que um campo de futebol!
O espanto fez calar o instinto, a “arrozada” deliu-se e ficamos a saborear a poesia de Afonso Lopes Vieira, do nosso livro da 2.a classe:

::
Os passarinhos tão engraçados
Fazem os ninhos com mil cuidados…

Nunca se faça mal a um ninho,
A linda graça dum passarinho!

Que nos lembremos sempre também
Do pai que temos, da nossa mãe!
::

Falei de pássaros. Podíamos ter falado de outros animais de mais ou menos porte. Por vezes, parece irem além do carinho e do respeito…

E com respeito fica o

Manuel

Só mais uma coisita:
Quanto aos cães!… Também vi ruas sujas…
Mas não há dúvida: normalmente os donos são cuidadosos!

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