de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 22 Dezembro , 2006, 11:44

A ÁRVORE DE NATAL


Este Natal, faz uma árvore dentro do teu coração
e pendura nela os nomes
de todos os teus amigos e familiares:
dos que te são próximos e dos mais afastados,
dos antigos e dos recentes,
dos que vês todos os dias
e dos que raramente encontras,
dos que sempre lembras
e dos que por vezes esqueces,
os das horas difíceis
e os dos momentos felizes,
os que magoaste sem querer
ou sem querer te magoaram,
os que conheces profundamente
e aqueles de quem conheces as aparências,
os que pouco te devem
e aqueles a quem deves muito,
os jovens e os mais velhos,
os teus amigos humildes
e os teus amigos importantes,
os que te estimam e admiram sem saberes
e os que amas sem lhes dares a entender.
Pendura os nomes de todos
os que passaram pela tua vida.
Neste Natal arma uma árvore
de raízes profundas,
para que estes nomes não sejam nunca
arrancados da tua vida.
Uma árvore de ramos muito longos,
para que novos nomes vindos de todos os lados
se juntem aos que já existem.
Uma árvore de sombra agradável,
para que a amizade seja
um momento de repouso
no meio das lutas da vida.



In “Advento, Tempo de Oração”,
de Álvaro Ginel e Mari Parxi Ayerra (Edições Salesianas)
:
Nota: Transcrito do “Correio do Vouga”

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 22 Dezembro , 2006, 10:52
MILHÕES DE POLÍCIAS

Na Inglaterra e na América é politicamente incorrecto, e hoje quase criminoso, festejar o Natal. Porquê? Porque, celebrado com tanta exuberância, o Natal se arrisca a ofender (ou a convencer) os crentes de religiões minoritárias, sobretudo, claro está, os muçulmanos. Mas como não se pode proibir o Natal, coisa que decerto os puristas gostariam de fazer em nome dos direitos do homem, a ortodoxia política tem por enquanto de o camuflar. Isto obriga naturalmente a algumas contorções verbais, a muita hipocrisia e a uma boa dose de intimidação. A "árvore de Natal" passou a "árvore da amizade" e o "jantar de Natal" a "jantar do solstício de Inverno". Os "cartões de Natal" são agora também "cartões da estação" e o "Bom Natal", suponho, "Boa Estação".
Nos países católicos, como Portugal, esta espécie de purga ainda não começou. Mas cá chegará, com o atraso e o zelo do costume. Entretanto, mesmo aqui, o totalitarismo (e uso a palavra deliberadamente) alastra sem sombra de protesto. O comportamento "aceitável" do cidadão comum é regulado e é imposto ao pormenor: e ninguém percebe, ou nota, o que se passa.
:
Leia mais no "PÚBLICO"

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 22 Dezembro , 2006, 10:34
LUTADORES INCANSÁVEIS
NUM MUNDO DESENCONTRADO


Nutri sempre um especial afecto, misturado com uma admiração agradecida, pelos diversos secretários gerais da ONU. Sempre vi neles gente doada a uma causa difícil, se não quase impossível, como é a da justiça, da paz, do entendimento entre os povos, do clamor incómodo dos mais pobres, débeis e indefesos, da verdade sem manobras.
O mundo dos grandes é mais dominado por interesses que por projectos de justiça e de paz. Quando falam de paz, com voz de aparente sinceridade, fabricam armas de guerra e de destruição e maquinam formas novas de exploração dos povos indefesos. Dão ajudas de um desvelado patrocínio àqueles a quem antes destruíram vidas e haveres e aos quais mataram, impunemente, os seus sonhos mais que legítimos de ser gente reconhecida e livre.
É no meio deste universo de contradições que um secretário geral se move, sempre em sobressalto, sempre consciente que lhe podem retirar o tapete ao primeiro assomo de crítica ou de apelo que vá bulir com interesses constituídos. Muitos dos que se alegram com a sua presença não escondem o incómodo da mesma, porque sabem que a sua tarefa é provocar alarmes de consciência e apontar para quadros sociais que não agradáveis ao olhar, nem convidativos à instalação e ao descartar de responsabilidades.
Homens sem tempo para si e para os seus, porque a qualquer momento surgem apelos que não permitem delongas na decisão, nem podem retardar palavras de apoio e gestos de ajuda e compreensão. Só nos Papas dos últimos tempos se pode ver idêntica atenção e imediata intervenção. São todos estes os sempre acordados e atentos, que mostram o rosto de uma Providência que não discrimina, a não ser a favor dos que mais sofrem com as calamidades e os infortúnios da natureza e as injustiças dos homens.
Houve nos últimos dias o render da guarda de Kofi Annan. Um africano que, sem complexos, primou por uma disponibilidade sem limites, uma liberdade interior sem peias, uma serenidade lúcida no juízo das situações, uma capacidade de intervenção atempada, sempre frente aos inúmeros incêndios que a política dos interesses, nacionais e internacionais, foi ateando por esse mundo fora. Um homem livre que não dobrou a cerviz ante a força dos grandes, a quem pouco importavam elogios e simpatias. Mais ocupado e rendido aos problemas humanos e sociais, geradores de contínuo sofrimento.
Cinco lições para os presumíveis donos do mundo, assim lhes chamou, foram o seu legado de fim de mandato. Nelas insiste na responsabilidade solidária de todos ante as grandes causas da humanidade, do bem-estar à segurança, do respeito pelos direitos humanos à abertura para serem avaliados e prestarem contas pelos actos realizados e deveres não satisfeitos. E não se cala, por fim, ante o escândalo de um Conselho de Segurança que, desde o princípio, quase só existe como garante dos interesses só de alguns, dos grandes como é evidente, mesmo que não dispense outros, ainda que pequenos, como mero ornamento de uma democracia vazia e falsa. Estes não passam de números de favor para se conseguir, com aparente legalidade, efeitos antes já acordados e garantidos.
Por via de um testemunho esforçado e apreciável dos sucessivos secretários gerais da ONU, a que os mais honestos da sociedade, a todos os níveis, não podem ficar alheios, os adormecidos vão acordando, os injustiçados tendo voz, os prepotentes descobrindo que têm pés de barro, o mundo desencontrado a ganhar uma crescente consciência de que não é feudo de alguns, mas espaço e oportunidade de todos.
O epílogo de um mundo novo em construção, por via dos que não desistem, pode ainda estar longe. Porém, já se vai notando que a esfera vai rodando sem parar e que o sol jamais apagará, enquanto não forem todos, sem privilégios nem discriminações, a beneficiar da mesma luz e calor.

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 22 Dezembro , 2006, 10:26

BOM NATAL
EXCELENTE ANO NOVO



Paz. Solidariedade. Alegria. Prosperidade. Saúde. Camaradagem. Paz. Tranquilidade. Progresso. Alegria. Desenvolvimento. Saúde. Felicidade. Amor. Paz. Solidariedade. Ternura. Alegria. Progresso. Paz. Prosperidade. Esperança. Saúde. Bom 2006. Camaradagem. Paz. Solidariedade. Alegria. Sucesso. Confiança. Tranquilidade. Saúde. Felicidade. Amor. Paz. Solidariedade. Ternura. Feliz Ano Novo. Desenvolvimento. Saúde. Felicidade. Amor. Paz. Solidariedade. Ternura. Alegria. Progresso. Paz. Prosperidade. Esperança. Saúde. Alegria. Desenvolvimento. Saúde. Felicidade. Amor. Paz. Solidariedade. Ternura. Alegria. Progresso. Paz. Prosperidade. Esperança. Saúde. Bom 2006. Camaradagem. Paz. Solidariedade. Alegria. Sucesso. Confiança. Tranquilidade. Saúde. Felicidade. Amor. Paz. Solidariedade. Alegria. Prosperidade. Saúde. Camaradagem. Paz. Tranquilidade. Progresso. Alegria. Desenvolvimento. Saúde. Felicidade. Amor. Paz. Solidariedade. Ternura. Alegria. Progresso. Paz. Prosperidade. Esperança. Saúde. Bom 2006. Camaradagem. Paz. Solidariedade. Alegria. Sucesso. Confiança. Tranquilidade. Saúde. Felicidade. Amor. Paz. Solidariedade. Ternura. Feliz Ano Novo. Desenvolvimento. Saúde. Felicidade. Amor. Paz. Solidariedade. Ternura. Alegria. Progresso. Paz. Prosperidade. Esperança. Saúde. Alegria. Desenvolvimento. Saúde. Felicidade. Amor. Paz. Solidariedade. Ternura. Alegria. Progresso. Paz. Prosperidade. Esperança. Saúde. Bom 2006. Camaradagem. Paz. Solidariedade. Alegria. Sucesso. Confiança. Tranquilidade. Saúde. Felicidade. Amor. Camaradagem. Paz. Tranquilidade. Progresso. Alegria. Desenvolvimento. Saúde. Felicidade. Amor. Paz. Solidariedade. Ternura. Alegria. Progresso. Paz. Prosperidade. Esperança. Saúde. Bom 2006. Camaradagem. Paz. Solidariedade. Alegria. Sucesso. Confiança. Bom Natal. Excelente Ano Novo.
::
Do PORTAL DO PORTO DE AVEIRO

mais sobre mim
Dezembro 2006
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15


26



arquivos
as minhas fotos
pesquisar neste blog
 
blogs SAPO
subscrever feeds