de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 18 Dezembro , 2006, 17:47

JESUS NO PRESÉPIO
- Um menor em risco



Mais uma vez vai ser Natal! Já agora, e antes de mais, Bom Natal a todos os leitores desta “coluna de opinião”. No pressuposto de que esta coluna vá correspondendo a um certo “sobressalto cívico e de cidadania” que o seu autor dela pretende, a simbologia do Natal sugere-me uma reflexão sobre a problemática que tanto (e tão oportunamente) tem andado pelas páginas do SOLIDARIEDADE muito bem tratada, a saber: os “menores em risco”.
Esta criança chamada Jesus andou com um azar miserável: filho de mãe solteira, adoptado pelo bom S. José, pessoas pobres que, como tais, levaram com a porta na cara quando, em viagem, viram chegar a hora do nascimento e pediram alojamento em várias pensões! Lá foram parar a um curral de sendo aquecidos pelo calor de animais que os humanos lhes negaram, ali viram nascer o seu Menino.
Ainda mal refeitos deste pesadelo, tomam conhecimento de que essa criança estava na mira das autoridades por representar uma ameaça ao poder dos tronos da autoridade, onde pontificava o temido Herodes que, de forma cruel, o quis eliminar à nascença, decretando a ignominiosa “matança dos inocentes”. Azar o seu: entretanto, o Menino Jesus, acompanhado por Maria e José, fugiu para o Egipto, qual imigrante clandestino sem papéis nem autorização do SEF lá do sítio.
Por lá andou uns tempos, iludindo a vigilância das autoridades, até que conseguiu regressar à sua terra para lá ir crescendo em sabedoria e ciência, preparando-se assim para a sua Missão Messiânica. O Natal evoca-nos este acontecimento histórico, de um Deus feito Homem na forma de uma Criança. Jesus pode bem considerar-se como o protector das “crianças em risco” .
É pena que a evocação desta data natalícia e os símbolos genuínos deste evento do Natal de Jesus se tenham vindo a “desidentificar” de tal forma que o comércio e as decorações natalícias tenham “eliminado” o Menino substituindo-o por um Pai Natal carregado de prendas, numa espécie de adoração ao ídolo do consumo que constitui uma cruel adulteração das cenas históricas herdadas pela tradição cristã! Afinal de contas, naquele tempo como hoje, parece que as crianças na sua fragilidade e inocência incomodam tanta gente. Porque será?
José Maia
:
Fonte: SOLIDARIEDADE

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 18 Dezembro , 2006, 12:47
Posted by Picasa
Bento XVI e D. António Francisco



D. ANTÓNIO FRANCISCO
AO LEME DA BARCA DIOCESANA

Embora um pouco tarde, por razões de saúde, não posso deixar de registar a entrada de D. António Francisco em Aveiro, no dia 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição, Padroeira de Portugal desde o reinado de D. João IV.
D. António Francisco, que vem de Tendais, Cinfães, Diocese de Lamego, já assumiu o leme da barca diocesana, barca esta que navega entre o oceano e a serra, bordejando a ria e o Vouga, estabelecendo laços entre povos de vida e pensar muito diversos, unidos por histórias, sonhos e projectos que cimentaram uma identidade muito própria.
Conforme li no “Correio do Vouga”, órgão da Diocese aveirense, D. António Francisco manifestou o desejo de “testemunhar a esperança cristã para que a Igreja de Aveiro seja âncora e farol para todos”. Imagem bonita nos apresenta o novo Bispo de Aveiro, quando fala de âncora e de farol, símbolos tão expressivos da identidade desta gente que respira ares carregados da maresia, da mansidão da laguna, da regularidade das marés, das correntes ora serenas ora agitadas do Vouga e das neblinas que são entre nós sempre certeza de sol radioso.
Sucede D. António Francisco a quatro grandes Bispos, que Aveiro tem no seu coração: D. João Evangelista, que empurrou quanto pôde, tantas vezes (ou sempre!) de forma poética, qual barqueiro em dias sem vento, para que a Diocese ressurgisse e crescesse; D. Domingos da Apresentação Fernandes, que calcorreou os caminhos da seara diocesana num afã até à exaustão; D. Manuel de Almeida Trindade, que nos ensinou serenidade, capacidade de ouvir e de dialogar, a par de uma cultura teológica que ainda hoje dá gosto reler e meditar; e D. António Baltasar Marcelino que subiu e fez subir as montanhas das pastorais e da fé, numa ânsia de chegar mais alto e mais longe, com uma paixão entusiasmante que nos encheu a todos do amor a Deus e aos irmãos sem vez e sem voz no mundo diocesano e não só.
Com a sua personalidade própria, com a sua fé que o leva a dizer que no meio de nós vai amar a Deus e servir, estou convicto de que D. António Francisco vai enriquecer, num crescendo até ao limite do possível, ou do impossível com a graça de Deus, este povo de Aveiro que o recebeu em júbilo.
Bem-vindo D. António Francisco! Que se sinta muito bem entre nós!
Fernando Martins

mais sobre mim
Dezembro 2006
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15


26



arquivos
as minhas fotos
pesquisar neste blog
 
blogs SAPO
subscrever feeds