de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 06 Outubro , 2006, 23:46

“IGREJA AVEIRENSE”

Está já em distribuição o nº 1 do II ano, Janeiro/Junho de 2006, da revista “IGREJA AVEIRENSE”. Trata-se de uma revista documental, organizada e editada pela Comissão Diocesana da Cultura, que pretende preservar alguns textos que reflectem o labor da comunidade eclesial com sede em Aveiro.
O Índice mostra o que de essencial pode ser consultado, quer por estudiosos quer por pessoas interessadas em recordar e aprofundar o que ouviram em diferentes contextos, tanto em cerimónias como em encontros de estudo e de reflexão.
Neste volume, para além das mensagens, homilias, catequeses e textos diversos de D. António Marcelino, há referências mais ou menos alargadas a acções desenvolvidas por vários serviços diocesanos, notas sobre publicações saídas neste período, homenagens prestadas a pessoas que fizeram história, efemérides importantes e notícias breves. O último capítulo, dedicado a Pessoas Notáveis, torna mais amplo o testemunho de vida cristã de Maria Madalena da Fonseca Magalhães (a Leninha de Sever), falecida em 18 de Abril de 1997, com fama, entre os que a conheceram, de santidade, pela sua entrega a Deus e às pessoas, sobretudo às mais carenciadas de pão ou de afecto.
Na Apresentação da revista, sublinha-se que a “IGREJA AVEIRENSE” faz-se arquivo documental dos esforços passados a escrito, das narrativas elaboradas, dos ‘sonhos’ inacabados e das expectativas mantidas, das novidades surgidas a abrir horizontes de esperança e dos estilos adoptados a dar ‘cor e vida’ a rotinas envelhecidas e a experiências novas, cheias de vigor e promessa. A parte documental – a única acessível – constitui apenas a face visível de uma outra realidade que nos escapa: o que esta acção e a graça de Deus fazem germinar no coração de cada pessoa, no seio de cada comunidade, na consciência do mundo, sempre necessitada de progressiva humanização.”
F.M.


Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 06 Outubro , 2006, 10:07

É URGENTE EDUCAR
PARA A INTEGRIDADE

Ontem, nas comemorações da implantação da República, o Presidente Cavaco Silva alertou para a urgência da luta sem tréguas contra a corrupção, mal que grassa um pouco por toda a parte. Diz que a corrupção "tem um potencial corrosivo para a qualidade da democracia, que não pode ser menosprezado", e sublinha que "no combate por uma democracia de melhor qualidade devem ser convocados todos os portugueses”. Refere, ainda, que esta “é uma tarefa que compete, em primeira linha, aos titulares de cargos públicos".
Ao contrário do que muitos dizem, não foi esta a primeira vez que um Presidente da República apelou ao combate contra a corrupção. Outros Presidentes, antes dele, já o fizeram. Mas a verdade é que este cancro da nossa sociedade, como de outras, é de cura difícil.
Apesar de ser uma doença gravíssima, isso não justifica que fiquemos indiferentes ou alheios a quaisquer estratégias que levem a erradicação dos corruptos, de que muitos de nós certamente já fomos vítimas. No sector público e no sector privado.
Claro que o nosso empenhamento não pode passar só pela denúncia de situações de corrupção ou de compadrio, até porque tais atitudes são, quase sempre, de comprovação difícil. Onde estão os corruptos que passam recibo dos dinheiros que recebem, ou que exijam, por escrito, verbas para avançarem com processos ou para resolver problemas que fazem parte das suas funções profissionais? Não conheço.
Penso, contudo, que as soluções não passam só pela denúncia e castigo dos corruptos, que pululam um pouco por toda a parte. As soluções, a meu ver, têm de se apoiar em critérios que apostem na educação e na formação de novas mentalidades. Precisamos de homens e de mulheres que saibam educar as crianças e jovens para a cultura da verdade, da justiça, da honestidade e da cidadania. Enquanto as crianças e jovens não forem industriados, nas famílias, nas escolas, nas mais diversas instituições e nas Igrejas, para a exigência e vivência da integridade, em todas as circunstâncias, jamais teremos cidadãos imunes à corrupção, quer como corruptores quer como corruptos.
Fernando Martins

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