de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 04 Outubro , 2006, 10:41
A NOSSA GENTE ...



Fernando Maria da Paz Duarte
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Nascido a 12 de Julho de 1944, em São Martinho do Bispo, Coimbra, Fernando Maria da Paz Duarte veio viver para Ílhavo com apenas 14 anos de idade. Com os estudos liceais terminados no ano de 1963, ingressou no Magistério Primário, hoje Escola Superior de Educação de Viseu, onde veio a concluir o curso em 1965.
O seu percurso profissional é notório. No Ensino, apenas 4 anos após ter leccionado na Gafanha de Aquém, assumiu funções de Subdelegado e Delegado Escolar de Ílhavo, foi sócio fundador e membro dos Órgãos Sociais do Sindicato dos Delegados e Subdelegados Escolares por um período de 8 anos e Dirigente Local da Associação Nacional de Professores desde a sua fundação.
Mas o Prof. Fernando Maria também enveredou por outras áreas, nomeadamente a actividade autárquica, tendo sido Vereador da Câmara Municipal de Ílhavo durante três mandatos, dois dos quais em regime de permanência. Em 1982 chegou a ocupar o cargo de Presidente da Câmara, por impedimento do Presidente eleito, o Capitão Bilelo.
O seu espírito activo determinou ainda a sua dedicação a várias Associações do Concelho. Integrou a Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo, do Illiabum Clube e foi Presidente da Direcção e da Assembleia-geral da Associação Cultural e Desportiva “Os Ílhavos”, bem como foi Confrade Fundador da Confraria Gastronómica do Bacalhau.
Um dos seus grandes desafios surgiu em Março de 1999 quando aceitou o convite para ocupar o cargo de Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo com o principal objectivo de trabalhar em prol da Comunidade, tendo neste momento em mãos o lançamento da primeira pedra da Unidade de Cuidados Continuados daquela Instituição que será uma realidade em 2007.
Actualmente, desempenha igualmente o cargo de secretário do Secretariado Regional da União das Misericórdias e é membro do Conselho Local de Acção Social e da Comissão Concelhia de Saúde de Ílhavo.
O carácter multifacetado deste homem faz dele uma figura de renome na Comunidade Ilhavense. A sua marca fica impressa ao longo de uma história de vida percorrida que, até aos dias de hoje, completa os sessenta e dois anos, em áreas de intervenção bastante díspares, mas todas elas relacionadas com o trabalho voltado para a Comunidade e Associativismo.
Esperamos poder continuar a contar com o empreendorismo e dedicação do Prof. Fernando Maria na entrega às mais nobres causas e ao desenvolvimento do Concelho de Ílhavo.
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In “Viver em”,
edição da Câmara Municipal de Ílhavo
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Nota: Só mais uma palavra, muito pessoal: Conheço o professor Fernando Maria desde que começou a trabalhar no concelho de Ílhavo, e sempre admirei a sua capacidade de intervenção social e competência profissional.
Mais ainda: A sua jovialidade, o seu sorriso aberto, a sua serenidade, a sua disponibilidade para ajudar quem dele precisasse, a sua amizade franca e leal.
Por isso, todas as homenagens são poucas para o muito que ele fez e faz.
Fernando Martins


Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 04 Outubro , 2006, 10:10

A Igreja recorda
a memória
de um santo
que marcou
a história
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Hoje, a Igreja Católica recorda a memória de S. Francisco de Assis, um santo que marcou a história. Da Igreja e dos homens. Nasceu em 1182 e depois de uma juventude leviana converteu-se a Cristo, renunciando a todos os bens paternos, numa entrega radical a Deus.
Abraçou a pobreza, legando-nos a “pobreza franciscana”, para mais e melhor seguir o exemplo de Cristo, enquanto ao mesmo tempo pregava o amor de Deus. Formou os seus companheiros com normas excelentes, inspiradas no Evangelho, que foram aprovadas pela Sé Apostólica. Fundou, também, uma Ordem de religiosas e uma Ordem Terceira para seculares. Morreu em 1226.
O exemplo que S. Francisco nos legou está, de facto, ao alcance de todos nós, assim o quiséssemos seguir. Numa vivência da pobreza adequada aos dias que correm, obviamente. Mas as comodidades que vamos experimentando e o hedonismo que muitos de nós cultivamos não nos deixam imitar o santo que encarnou a humildade e a pobreza, como sinais indeléveis da presença de Deus nas pessoas e nas coisas. Se ao menos nos aproximássemos um pouco do seu exemplo, já não seria mau. Seria muito bom, tenho a certeza.
F.M.
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Pode ler mais em Capuchinhos

Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 04 Outubro , 2006, 09:49


O Limpa-Palavras

Limpo palavras.
Recolho-as à noite, por todo o lado:
A palavra bosque, a palavra casa, a palavra flor.
Trato delas durante o dia
Enquanto sonho acordado.
A palavra solidão faz-me companhia.
Quase todas as palavras
Precisam de ser limpas e acariciadas:
A palavra céu, a palavra nuvem, a palavra mar.
Algumas têm mesmo de ser lavadas,
É preciso raspar-lhe a sujidade dos dias
E do mau uso.
Muitas chegam doentes,
Outras simplesmente gastas, estafadas,
Dobradas pelo peso das coisas
Que trazem às costas.
A palavra pedra pesa como uma pedra.
A palavra rosa espalha o perfume no ar.
A palavra árvore tem folhas, ramos altos.
Podes descansar à sombra dela.
A palavra gato espeta as unhas no tapete.
A palavra pássaro abre as asas para voar.
A palavra coração não pára de bater.
Ouve-se a palavra canção.
A palavra vento levanta os papéis no ar
E é preciso fechá-la na arrecadação.
No fim de tudo, voltam os olhos para a luz
E vão para longe,
Leves palavras voadoras
Sem nada que as prenda à terra,
Outra vez nascidas pela minha mão:
A palavra estrela, a palavra ilha, a palavra pão.
A palavra obrigado agradece-me.
As outras não.
A palavra adeus despede-se.
As outras já lá vão, belas palavras lisas
E lavadas como seixos do rio:
A palavra ciúme, a palavra raiva, a palavra frio.
Vão à procura de quem as queira dizer,
De mais palavras e de novos sentidos.
Basta estenderes um braço para apanhares
A palavra barco ou a palavra amor.
Limpo palavras.
A palavra búzio, a palavra lua, a palavra palavra.
Recolho-as à noite, trato delas durante o dia.
A palavra fogão cozinha o meu jantar.
A palavra brisa refresca-me.
A palavra solidão faz-me companhia.

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Notas:
1 - O poeta "brincador" do "Limpa-Palavras"
chama-se Álvaro Magalhães
2 - O ilustrador da colectânea chama-se
José de Guimarães


Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 04 Outubro , 2006, 09:47

Opinião Pública na Igreja


Não deixa de ser interessante o debate, que ainda não terminou, em torno do discurso de Bento XVI em Ratisbona no passado dia 12 de Setembro. Estamos perante matéria não teológica nem dogmática, uma vez que quase todas as análises têm surgido em torno da oportunidade das palavras do Papa no contexto político, religioso e cultural em que vivemos.
Mas a reflexão filosófica, teológica e pastoral que gerou em volta do islamismo, cristianismo e secularismo é possivelmente o ponto mais importante de todo o processo do Papa na Academia. Nesse sentido têm surgido as mais surpreendentes opiniões vindas de universos culturais e religiosos infinitamente distantes. Há católicos fervorosos, progressistas e conservadores - como sói dizer-se - com reflexões inesperadas que rompem com as habituais balizas de esquerda e direita do secular ou religioso. O Papa veio explicitar um conjunto de questões que andavam arrumadas por esquecimento ou comodidade e por parecerem a muitos de menor interesse para jornais e revistas mesmo de alguma especialidade. Percebeu-se afinal que a fé ultrapassa a razão mas não a dispensa. E que o não crer ou a militância da neutralidade perante o religioso não são tão lógicos quanto se fazia crer. E que a componente política do religioso vai muito mais longe do que parece.
E assim chegamos a um novo ponto: o religioso na praça pública a ser livre e desinibidamente reflectido, em muitos casos sem preconceitos, numa área em que o deve ser e com uma frontalidade saudável, mesmo dentro das muitas banalidades que se lêem e escutam.
Não recordo nenhuma discussão semelhante acerca duma intervenção Papal com um rasto de debate para além do ângulo convencional de “moral católica”, prato preferido e por vezes único, de olhar a Igreja.
As palavras de Bento XVI já se diluem com o tempo no impacto de primeira reacção, por vezes nervosa e estéril. Agora, e certamente por muito tempo, irão surgindo reflexões que dizem respeito a todos mas que muitos julgavam pertencer às gavetas enceradas da sacristia. Na realidade estão em plena praça pública. Ainda bem.

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